Uma história interessante, mas não tão bem escrita como deveria. Temos uma mistura de narrador personagem com narrador onisciente, num livro chamado "diário". Temos tempo verbal variando o tempo todo, às vezes no mesmo parágrafo: ora presente, ora passado. Incansáveis falhas de edição, com erros de concordância, que destoam do que a Darkside geralmente faz. A personagem principal é muito bem escrita, você sofre com ela, mas certas coisas soam um tom a mais. Por que hora nenhuma ela chama polícia nas várias oportunidades? Estocolmo foi compreensível, dava para notar o apego se formando, mas usar como subterfúgio para aquele final é bem... Estranho. Ela teve chance na lanchonete de resolver tudo e não o fez. Teve na fuga chance de gritar, chorar, pedir a polícia... não fez. O livro também sofre com as semelhanças de Bom Dia, Verônica, lançado meses antes, e melhor que esse.
É uma história que dava pra ter sido melhor escrita em certos pontos. Mas, pelo todo, pela obra, vale demais ser lido. É bom ver a força da literatura nacional aumentando com a ajuda da Darkside.