É senso comum dizer que todo político mente. Mas não seria a verdade uma ilusão, uma impossibilidade que tornaria a mentira ética? Nesse livro, quatro respeitados pensadores de nosso tempo - Gilberto Dimenstein, Leandro Karnal, Luiz Felipe Pondé e Mario Sergio Cortella - debatem as fricções que envolvem a tensa relação entre ética e democracia, colocando em xeque as verdades e as mentiras que compõem o universo político nacional. Com opiniões por vezes divergentes, mas que se complementam, eles discutem o que, de fato, define um governo democrático e o quanto ele é reflexo de nosso posicionamento como cidadãos. Os autores trazem à conversa temas que tratam de práticas e dilemas da vida pública com que temos convivido já há bastante tempo e mostram que, mesmo em cenários de crise, há, sim, motivos para acreditar no exercício de uma democracia que tenha o coletivo como bem maior.
Mario Sergio Cortella (Londrina, 05 de março de 1954) é um filósofo brasileiro, mestre e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também é professor-titular do Departamento de Teologia e Ciência da Religião e da pós-graduação em Educação (Currículo), além de professor-convidado da Fundação Dom Cabral e do GVpec da FGV-SP.
"O problema é que a utopia tende a ser uma maneira de corrigir o real e se transformar em distopia. O capitalismo liberal é absolutamente antiutópico, como Adam Smith estabelece na teoria e diz que o padeiro não acordou cedo para o meu bem-estar. Eu não vou comprar o pão para o bem-estar dele. O egoísmo do padeiro e o meu se juntaram para produzir um bom pão e uma boa padaria. Apostando no pior do ser humano, o capitalismo tem sido notável" - Karnal.
o livro é curto e de uma simplicidade que impressiona porém não deixa de ser interessante parabéns ao Cortella e Karnal pelas observações (achei o Pondé um alívio cômico,mesmo concordando com algumas coisas KKKKKKKK)