O brasileiro André Moire deixa tudo para trás para se envolver com um grupo internacional secreto que representa os arcanos do Tarot. Dispostos a elevar a consciência da humanidade e mudar o planeta, eles lançam mão de magia, ciência, arte, técnicas hacker e até mesmo parkour e videogames para enfrentar as forças da conformidade.
Conheça o Louco, o Mago, a Sacerdotisa, o Carro, o Sol, a Imperatriz, o Imperador e vários outros arcanos maiores e menores neste thriller conspiratório com toques subversivos e sobrenaturais. Com uma trama sombria e misteriosa que ocorre em locais como Rio de Janeiro, Paris, México, Amazônia, Riviera e Inglaterra, Guerras do Tarot fará você pensar e repensar no que acredita. Comece neste livro a trilhar "o Caminho do Louco".
Alexandre de Jarém Indá Mandarino nasceu em 15 de setembro de 1970, no Rio de Janeiro. Aprendeu a ler pouco antes de fazer três anos de idade (alfabetizado por sua mãe e por quadrinhos da Marvel). Formou-se em Jornalismo em 1992 e trabalhou em vários órgãos do jornalismo cultural e de informática entre os longínquos anos de 1991 e 2005, quando largou as redações para escrever ficção, trabalhar como tradutor e fazer música eletrônica. Ao longo dos anos 00 e 10, teve publicados contos de mistério (A Aventura do Penhasco dos Suicidas), fantasia (Hiriburu, O Círculo de Ossos) e ficção científica (O Rabo da Serpente, Fast-Forward/Rewind). Seu conto original em inglês, The Eye That Ate the Sky, foi publicado na antologia de horror Miseria's Chorale, de 2013. Mandarino também é o editor da revista bilíngue Hyperpulp, dedicada a divulgar os melhores autores que transitam pelas fronteiras entre "alta literatura" e a melhor literatura "de gênero" — e a demonstrar, como ele acredita, que estas fronteiras são apenas uma invenção. Desde os anos 90 vem criando beats e samples com seus projetos musicais Chip Totec, Phunk Phreak e Terra Incognita. Em parceria com Leandra Lambert, ganhou o primeiro lugar no III Concurso Latino-americano de Composición Electroacústica Gustavo Bezerra-Schmidt, na edição de 2012, com a música Cortina de Ruínas. Entre seus trabalhos de tradução constam as séries Discworld, de Terry Pratchett; Star Wars; e The Invisibles, de Grant Morrison, além de livros como Rei Rato, de China Miéville. Em junho de 2016, Mandarino faz sua estreia como romancista com O Caminho do Louco, primeiro livro da trilogia Guerras do Tarot. ------------------------------- Alex Mandarino is a Brazilian writer and translator, born in Rio de Janeiro in 1970. He descends from Italians, Basques, and Native Americans. After working as a journalist for almost fifteen years, he decided writing fiction was what he really liked. He edits the online magazine Hyperpulp and creates electronic music since the late 90s under the pseudonyms Chip Totec and Terra Incognita (the latter with his partner in art and life, Leandra Lambert).
He tries to mix literary sensibilities with pop culture aesthetics, through hybrids like indie thriller, pop fantasy, cyber cozy or whateverpunk. With short stories published in Brazil and the U.S., he recently finished his first novel, a paranormal thriller soon to be published. He's been translating, from English to Portuguese, authors like Grant Morrison, China Miéville, Terry Pratchett, and Dan Chaon. He loves to hike through the woods and to derive through cityscapes. Walking, reading, listening, seeing.
O primeiro romance do escritor e tradutor Alex Mandarino é um salada de referências eruditas e pop a uma velocidade de 500 km/h. É como se Umberto Eco tivesse resolvido escrever um romance depois de assistir a um filme da franquia Velozes e Furiosos. Tem de tudo nesse livro: teorias da conspiração, perseguições em carros turbinados, assaltos mirabolantes e lutas místicas. Mas não há só ação e correria. Outro grande barato aqui são as várias referências culturais, literárias, cinematográficas, filosóficas e musicais, inseridas ao longo do livro com muita habilidade pelo autor. Toda informação vem acompanhada das reflexões dos personagens, avatares do próprio Mandarino para discutir uma série de temas, desde a alta cozinha, passando pelas propriedades da ayahuasca, ao sistema financeiro.
Não podemos deixar de falar da belíssima edição feita pela editora Avec, com um projeto gráfico arrojado e as ilustrações divertidas de Fred Rubim. É um livro muito gostoso de ter nas mãos. A única ressalva que posso fazer é a respeito da grande quantidade de personagens. Mesmo sendo bom ler um estilo de texto menos convencional, com vários pontos de vista e várias vozes, isso acabou confundindo a leitura em certos capítulos ou não dando o devido espaço para alguns personagens conquistar o leitor por falta de desenvolvimento. Mas isso não chega a estragar o prazer de acompanhar essa trama louca e instigante. Um triunfo da nova leva de autores do fantástico nacional.
Alexandre Mandarino flerta bastante com diversas estruturas narrativas e brinca com vários conceitos filosóficos, esotéricos e políticos enquanto mantém um roteiro bem amarrado, constrói cenas dinâmicas e cativantes e arquiteta um universo estranhamente familiar.
É leitura obrigatória para fãs de sociedades secretas, jogadores de RPG contemporâneos e leitores de fantasia moderna.
Esse é um livro que indico ter um caderno de anotações ao lado, e que livro bom, ele tem uma alta gama de personagens variados e estudos sobre o Tarot, mas também ele é cheio de ação, e com momentos que ele literalmente te incorpora na trama, fazendo você ser o personagem e vivenciar o que está acontecendo. O que começou com um roubo no Vaticano, fez desenrolar uma perseguição em cima do conteúdo e todos os envolvidos do Tarot entrarão nessa história, inclusive VOCÊ!