O Garimpeiro é um romance escrito por Bernardo Guimarães e publicado em 1872. O livro é uma narrativa da vida sertaneja com hábitos e costumes mineiros, fala sobre garimpos e as festas da Vila do Patrocínio. O garimpeiro também é um romance de amor e costumes interioranos. A paisagem e natureza são descritas com riqueza de detalhes. O autor narra o cotidiano com o conhecimento de quem viveu a época.
O Garimpeiro" from Bernardo Guimaraes. Romancista e poeta brasileiro (1825-1884).
Bernardo Joaquim da Silva Guimarães was born in the city of Ouro Preto, in Minas Gerais, to João Joaquim da Silva Guimarães (a poet) and Constança Beatriz de Oliveira Guimarães.
He graduated himself at the Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo in 1847, where he befriended the poets Álvares de Azevedo and Aureliano Lessa. With those and others, he founded the "Sociedade Epicureia" ("Epicurean Society") in the same year, and also planned with them an unsuccessful collection of poetry called As Três Liras (in English: The Three Lyres).
In 1852, he became a judge in the city of Catalão, Goiás, a post he held until 1854. He moved to Rio de Janeiro in 1858, and, in the following year, worked as a literary critic in the newspaper Atualidade. He returned to his duty of judge of Catalão in 1861, but returns once again to Rio de Janeiro in 1864. In 1866, he became teacher of Rhetoric and Poetics in Ouro Preto. He got married in 1867. In 1873, he became teacher of Latin and French in the city of Queluz, in Minas Gerais. He is honored by the Brazilian monarch Pedro II in 1881. Bernardo died poor, in Ouro Preto, in 1884.
O Garimpeiro pega um dos clichês mais adorados pelos leitores brasileiros: o amor entre classes sociais diferentes. Elias é um homem pobre que se apaixona por Lúcia - a filha de um "major" - que lhe corresponde o sentimento. Mas, incapaz de sustentá-la, o rapaz resolve tentar a sorte num dos garimpos de Minas Gerais.
A descrição da cultura interioriana e dos garimpos é boa, ainda que concisa. O mais interessante da trama são os artífices que o autor usa para prender o leitor a obra: amor impossível, aventura numa mina, estelionato, prisões, etc.