Muito do que a Laura diz - e é importante deixar claro - NÃO É PSICOLOGIA, e nesse sentido, use o seu senso crítico! O livro promove reflexões sobre a relação mãe-bebê. Mas se você quiser se aprofundar nesse assunto, sugiro que leia autores que de fato tenham credenciais para falar sobre o tema - até porque há coisas que Laura diz que são irresponsáveis - principalmente quando ela trata como “verdadeiras” suas teorias e pontos de vista, que claramente denunciam sua experiência pessoal. Se você quiser uma fonte confiável, eu recomendo “Os Bebês e Suas Mães” do psicanalista e pediatra inglês Donald Winnicott!
Dei 2/5 pra este livro porque há trechos muito bons que acabam dando nome e contorno a sentimentos e sensações humanas importantes. Porém, é muito grave quando Laura afirma ser a mãe a única e exclusiva causa de todos os fracassos da HUMANIDADE. Freud, por exemplo, já mostrou em “O Mal-estar da Civilização” que não há quem nos livre do sofrimento que é ser humano. Ha três fontes de sofrimento: os limites que a natureza nos impõe (enchentes, seca, peste, terremoto, tsunamis, etc), o limite do próprio corpo (envelhecer, adoecer, morrer) e os desafios e angústias que as relações humanas nos impõem (amor, ódio, desejo, angústia, desamparo, rejeição, abandono, etc)… não há mãe que seja capaz de nos proteger de sofrer - existe no máximo “a mãe suficientemente boa” de Winnicott!!!