Contos Libertinos do Marquês de Sade exibe o cinismo familiar, o deboche eclesiástico e a sexualidade transgressora que cercam a domesticidade das relações sociais. É uma coletânea de contos eróticos e anticlericais desse grande mestre da literatura libertina.
A preoccupation with sexual violence characterizes novels, plays, and short stories that Donatien Alphonse François, comte de Sade but known as marquis de Sade, of France wrote. After this writer derives the word sadism, the deriving of sexual gratification from fantasies or acts that involve causing other persons to suffer physical or mental pain.
This aristocrat, revolutionary politician, and philosopher exhibited famous libertine lifestyle.
His works include dialogues and political tracts; in his lifetime, he published some works under his own name and denied authorship of apparently anonymous other works. His best erotic works combined philosophical discourse with pornography and depicted fantasies with an emphasis on criminality and blasphemy against the Catholic Church. Morality, religion or law restrained not his "extreme freedom." Various prisons and an insane asylum incarcerated the aristocrat for 32 years of his life: ten years in the Bastile, another year elsewhere in Paris, a month in Conciergerie, two years in a fortress, a year in Madelonnettes, three years in Bicêtre, a year in Sainte-Pélagie, and 13 years in the Charenton asylum. During the French revolution, people elected this criminal as delegate to the National Convention. He wrote many of his works in prison.
Criativa, ousada, muito bem humorada, livre de qualquer tipo de molde, à frente de seu tempo. Tudo isso recende à escrita de Sade, mas não a define, ou limita de maneira alguma. Gostei muito, especialmente do último conto, "Augustine de Villeblanche, ou o estratagema do amor". Há algo de Shakespeare nesse conto, um Shakespeare meio "upside down", imprimindo leveza e bom humor onde antes haveria tragédia. Uma delícia de conto. Não consegui deixar de ler sem imaginar tudo como se fosse em uma peça teatral. A caracterização dos personagens, o figurino, cenários, desenvolvimento, timing, dramaticidade, arrebatamento, paixão, uma boa história, está tudo lá. Tenho certeza de que, se houvesse uma adaptação para o teatro, ou mesmo para o cinema, o sucesso faria parte da receita. Se é que não estou mal informada e tal adaptação já existe. O fato é que, sim, Sade acaba de entrar para a minha lista de autores favoritos.
Porquê ler Marquês de Sade? Digamos que... estava destinado :) Quem me conhece bem sabe que eu tenho um gostos que, de vez em quando, são assim um bocadinho... estranhos, no mínimo. O Marquês há muito que estava na minha lista de desejadas leituras, e o Desafio Literário 12 Meses, 12 Clássicos, deu-me a oportunidade (leia-se desculpa) perfeita para conseguir ler algo do autor. Não fiquei decepcionada. De facto, não me lembro de me rir tanto a ler um livro como estes Contos Libertinos.
Como bom escritor da sua época, Marquês de Sade (de seu verdadeiro nome Donatien Alphonse François de Sade) descascava forte e feio no clero. Passagens como "a mulher dele era uma moreninha, de vinte e oito anos, olhar leviano e nádegas roliças, a qual parecia constituir em todos os aspectos lauto banquete para um monge." e "(...) é uma mulher encantadora, uma criatura que vos arrebatará assim que a escutardes... é, enfim, o que denominamos um banquete de padre, e vós sabeis que essas pessoas sendo meus melhores clientes, não lhes dou o que tenho de pior..." são uma constante nestes contos. À luz de agora, eu pelo menos ri-me como não me ria há muito com a leitura de um livro, mas a verdade é que a sua posição não é tão incomum quanto isso, ao olharmos para trás. É certo e sabido que o Marquês de Sade usava e abusava da sua escrita para criticar a sociedade, opondo-se à religião, política e filosofia, entrando por mundos onde o sadismo, o grotesco e a violência imperavam. Apesar de nestes contos termos mais propriamente uma liberdade sexual do que algo grotesco e violento, consegue-se perceber pelas palavras do autor que há ali algo muito mais. Basta uma rápida leitura da história da sua vida (metade preso, metade em orgias) e tem-se uma leve ideia do génio do homem que escreve estas obras. Não há como negar o seu fino sentido de humor apurado, que tantas dores de cabeça trouxe à França. Recomendo este livro apenas a quem tenha verdadeira curiosidade pelo autor, e não por apenas "é giro, do nome dele veio a palavra sadismo". Algumas ideias deste escritor poderão até chocar os leitores mais incautos, portanto, aventurem-se pela mente de Sade... por vossa conta e risco.
Gostaria de vos deixar aqui um dos contos que mais gostei deste Contos Libertinos. Entre "O Talião" e "O corno de si próprio, ou a reconciliação imprevista", os pontos altos deste livro, deixo-vos aqui "O Talião", pois é curto, mordaz e extremamente divertido. Acedam a http://eu-e-o-bam.blogspot.pt/2014/04... e lá encontrarão o conto.
Li alguns dos contos. Cheios de humor setecentista e libertino tão próprio do Sr. Donatien! Gostei especialmente daquele sobre a mulher púdica que era na verdade prostituta e daquele em que o padre catequizava o rapazito.