Ein Vortasten in fremde Welten. Der Schriftsteller Jäcki und die Fotografin Irma 1964 auf ihrer ersten gemeinsamen Reise: Ein Fischerdorf in Portugal bildet den geographischen und erotischen Mikrokosmos, von dem aus die alte Seefahrernation erkundet wird. Auf dieser Reise gewinnt der Wunsch, ferne Kulturen zu erforschen, an Gestalt. Von hier aus wird sich die Welt nach Lateinamerika und Afrika hin öffnen.
Este livro faz parte de A História da sensibilidade, um projecto literário de Hubert Fichte que consiste num estudo das culturas dos vários países para onde viajou com a fotógrafa Leonore Mau. Em Um Amor Feliz, o escritor Jäcki e a fotógrafa Irma, em 1964, viajam para Portugal para estudar a região de Sesimbra e Lisboa. Durante o dia separam-se; ela vai fotografar e ele sai para observar os pescadores, comer, e ler Em Busca do Tempo Perdido — mas só nos intervalos das rapidinhas (na areia, nas rochas, atrás dos arbustos) com os pescadores (novos e velhos). Em Lisboa, Jäcki lê as placas com os nomes das ruas e tira as medidas aos marinheiros em vãos de escada. O livro termina num balneário em Paris onde um argelino "banha" velhinhos e também o Jäcki...
Nada do que se passa neste livro me incomoda; a vida é um sopro e há que vivê-la de forma livre e prazerosa. Apenas não gostei da escrita poética e da falta de variedade no assunto. Também não fiquei convencida com a fartura de pescadores sesimbrenses disponíveis para se prostituirem. Em relação ao estudo cultural dos portugueses efectuado por Fichte, parece-me não ser grande coisa.
The story will based on a several-month stay by Hubert Fichte and his companion, Leonore Mau, in Sesimbra that year. His work is considered a source of inspiration for new disciplines, such as Queer Studies or Postcolonial Studies, in which economic critique, (homo)sexuality and self-reflection become methodical tools.
Hubert Fichte (1935-1986), alemão, fez estudos sobre etnologia nos anos 70 em países como o Brasil, a Argentina, o Chile, o Haiti, a Tanzânia e a Etiópia, e viajou o suficiente para escrever uma série de livros chamada Die Geschichte der Empfindlichkeit (ou, em português, A História da Sensibilidade), que, segundo a sinopse deste livro, é resultado de "uma série de investigações etnopoéticas, que percorrem as fronteras de diferentes culturas e subculturas". Este Um Amor Feliz insere-se precisamente nessa série e é passado em - pasmem-se - Portugal. Deambulamos com Jäcki e Irma, as personagens principais deste livro, (maioritariamente) pelas ruas de Lisboa e pelo ambiente de Sesimbra (ou Cezimbra, como escrevia Camões, grafia replicada neste livro) e há apenas uma breve passagem pelo Norte. O livro, publicado em 1986, mas escrito em 1984, passa-se em 1964 e descreve um Portugal acorrentado pela ditadura, onde as modernidades industriais ainda não chegaram e cujas gentes tudo parecem desconhecer. Pelo meio, desenvolve-se um romance homossexual entre Jäcki e um pescador, Mário - talvez seja esse o "amor feliz" a que o título faz referência. A escrita é singular. Lemos prosa que se assemelha facilmente a poesia. A ideia e o conceito do livro são fenomenais, a sua concretização ficou bastante aquém do que esperava. Passei grande parte do livro sem perceber nada do que estava a acontecer. Tive a sensação de não ter compreendido absolutamente nada do que li. Os diálogos são confusos e existem quebras na história que não permitem ganhar muito ritmo. Além disso, penso que este estudo sobre a cultura portuguesa é lacunoso em diversos aspetos e um tanto simplório. Esperava aprender muita coisa com este livro, mas aprendi só algumas coisas e foram, maioritariamente, sobre o estilo de vida alemão. Tenho também de deixar uma nota sobre esta fabulosa edição da Cotovia, que fornece imenso apoio ao leitor em forma de notas de rodapé para que se percebam referências que, sem essa explicação, seriam completamente ignoradas. O livro tinha mesmo muito potencial. Acho que é merecedor de releitura, só para comprovar se o problema é dele ou meu.
“E cá está, tudo num sopro. Sem dificuldades sintáticas e sem espondeus e sem adjetivos e efeito de distanciamento. Cezimbra tal qual é. Assim. Clique. Está feito. A história toda num milésimo de segundo. O mundo como imagem pura. É isto a arte verdadeira. Não passa de um aparelho.” (pág. 49)
»Eine glückliche Liebe« ist der vierte Band von Hubert Fichtes Romanprojekt »Die Geschichte der Empfindlichkeit«. Der Zyklus ist als roman fleuve konzipiert und erst posthum erschienen, Fichte starb 1986. Die einzelnen Bücher können, aufgrund des losen thematischen Zusammenhangs, auch unabhängig voneinander gelesen werden.
Jäcki (eigentlich Jakob Detlev), das Alter Ego des Autors, kennt man schon seit Das Waisenhaus. Mit Freundin Irma, einer Fotografin, reist er nach Portugal in das kleine Fischerdorf Cezimbra. Es ist 1964, Diktator Salazar hat Portugal noch fest im Griff, der Tourismus noch kein großes Geschäft. Tagsüber korrigiert Jäcki das Manuskript von Das Waisenhaus, liest »Auf der Suche nach der verlorenen Zeit«, sucht mit Irma in Lissabon das Paläontologische Museum (siehe: Felix Krull). Abends geht er in den Nahkampf mit den einheimischen, so ganz und gar nicht katholischen Fischern.
Der Roman ist eher eine unspektakuläre, literarische Reiseskizze. Dennoch nicht schlecht in der Art, wie in kurzen Sequenzen atmosphärisch dichte Bilder entworfen werden. Im Vorsatz des Buchs findet sich der dafür passende Begriff der »ethno-poetischen Erkundung«. Der Höhepunkt dieser Erkundung vollzieht sich am Ende in einem Dampfbad in der Pariser rue de Penthièvre – die Erfahrung einer Veränderung.
Foi uma instigante leitura, mas que resulta de um devaneio algo experimental. Um texto em que o sexo, as práticas sexuais entre homens, surgem com uma crueza inusitada. Mas também a voz crítica ao patriarcado, ao colonialismo e às ditaduras.
Jäcki und Irma, das Alter Ego des Schriftstellers Hubert Fichte und der Fotografin Leonore Mau, treiben durch das Portugal der 60er Jahre. Eine unkonventionelle Geschichte zwischen homosexuellem Begehren, touristischer Neugierde und tiefer Nähe der beiden Künstler. Ich habe Fichte in den 80er Jahren als Student in Hamburg gelesen. Mit Faszination. Heute finde ich die experimentelle Sprache weniger anregend als anstrengend. Das literarische Konzept hat Patina angesetzt.
eine unkonventionelle Geschichte, die einen aber irgendwie mitreißt. Man wird sofort nach Portugal versetzt: Der Schreibstil, die portugiesischen Wörter, das Flair. Man fühlt sich direkt selbst in das Fischerdorf versetzt und kann den Fisch riechen und den Wein schmecken. Doch diese Geschichte geht schnell tiefer als eine oberflächliche Urlaubsortbeschreibung und lässt tief bei den Charakteren blicken.