Tradução da estrada é o primeiro livro da argentina Laura Wittner publicado no Brasil. Poeta e tradutora de mão cheia, Wittner combina suas duas atividades em versos que operam uma apurada reflexão sobre nossa forma de nomear o mundo a partir do cotidiano e dos afetos. Ao viver, pronunciamos as palavras, mas também somos pronunciados por elas.
Os poemas de Laura Wittner trazem um tempo singular que é, de certa forma, como o tempo da tradução: lento, reflexivo e que tem o encontro como horizonte. Como “traduzir” a estrada, os percursos, a própria vida? E como ver o doméstico, os gestos simples, o dia a dia com os filhos, as coisas que não percebemos habitualmente?
Laura Wittner was born in 1967, in Buenos Aires. A graduate in literature from the University of Buenos Aires, she coordinates poetry and translation workshops as well as working as a translator for different publishing houses.
Había leído algunos poemas sueltos de Wittner que me gustaron y cuando vi este libro en la encantadora librería "Universo" de Villa Ventana, no dudé en comprarlo.
Como dije otras veces, la poesía para mí es como una onda de radio que se capta o no, en este caso a mí sus poemas, cotidianos, sobre ser madre de dos adolescentes, con un divorcio, viajes a las Cataratas del Iguazú y una nueva relación, no me llegaron tanto.
No soy un experto en poesía ni leí a tantos poetas, apenas comencé a hacerlo con cierta asiduidad hace unos pocos años.
Obviamente es una gran poeta, que me han recomendado mucho, así que ustedes dense una oportunidad de conocerla. Tal vez este no era el poemario indicado para mí, voy a leer algún otro más adelante.
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Que bé, arribar a Wittner. No havia llegit res d'ella i tant el diari sobre la traducció com aquest poemari m'han encantat. El que més m'agrada de la seva poesia (el que més m'agrada de tota la poesia) és que acostuma a partir de situacions completament quotidianes. D'elles extreu significat i bellesa, però sense ser pretensiosa ni artificial. Jo només vull això.
Traduzindo a estrada da vida em pura poesia, a autora transforma as percepções cotidianas em uma suavidade e beleza que valem a leitura! Recomendo demais!
"vieja swiftie" tiene como descripción en instagram, yo no puedo hacer otra cosa más que amarla. su poesía me acompaño a un viaje al sur, sola por unos días, y acompañada por mi mamá y hermana por otros (para nada fueron obligadas a leer los que más me gustaron y escucharme recitar mis favoritos o los que me hacian pensar en ellas).
Ese vocabulario acuático pero a la vez reseco que incluye dique, embalse, olor a yerba, dos nenas hermanas que miran el abismo desde una pasarela, el embudo de cemento a escala inaccesible de una represa mientras intentan atajar todo lo que se va, lo que se viene para más tarde, en la bañera y en cuclillas ver el chorro que cae sobre el molino de juguete: plástico que gira a la velocidad de los diez o doce años de una infancia.
empezó no gustandome casi nada y terminó gustándome mucho. nunca había leído a laura wittner y me dejó pensando en cosas, todo lo que la lectura de poesía necesita para ser satisfactoria.
🗺️ de não se sabe onde até não se sabe onde vem uma força de não se sabe o quê, apenas o impulso de se dizer o que não se diz a ninguém: “algo que está e não está / mas pelo menos você vê também”.
Há alguns poemas muito bons e outros que me parecem mais um diário ou anotações sobre a vida que, apesar de curiosos, não foram muito instigantes. Mas, pensando o livro como um todo, foi uma leitura que gostei de fazer. Tradução para o português brasileiro de Estela Rosa e Luciana Di Leone.
O poema que dá título ao livro, "Tradução da estrada", é muito bom. Também gostei de "Por que é conveniente ir ler em cafés", "Poemas de amor", "A um deus desconhecido", "Mamãe" e "Mês".
Mês Dezembro junta todos os dezembros que se possa lembrar e junta também brisas e fragmentos de dezembros apagados. Tem a densidade de um pão de ló que o calor fermentou e deixou algum alucinógeno. Então é desconcertante que seja ao mesmo tempo o mais leve e frágil dos meses. Cada dezembro novo retoma o anterior e o anterior e tudo o que fomos desde o primeiro dezembro.
Poesía destello de la vida de una mujer, escritora, traductora, madre. La vida siempre es movimiento, ella lo sabe y capta, traduce en palabras lo poético de algunos momentos de su vida, mínimos y cotidianos. El libro- o mi lectura- está atravesado por la pregunta ¿ cómo atrapar los instantes, los chispazos de la vida que no para? quizás la poesía sea una respuesta.
Me parece un libro bello sobre lo cotidiano, no conocía a la autora. Lo cotidiano siempre es arriesgado, Laura lo logra, aunque sean temáticas con las que no me siento identificado. Quisiera leerla más.
Me pareció muy mal libro, la poeta cae en puros lugares comunes en forma obvia y sosa, sin tomar algún riesgo. Fatal que en estos momentos en que se requiere valentía en la poesía la autora nos presente esto. Esperaba más, al haber venido la recomendación de una librera.
Desse gostei, e muito, apesar da irregularidade (como uma outra leitora apontou). É um livro que retomarei outras vezes, pois alguns poemas me pareceram daqueles que precisamos reler com certa frequência. Por ora, destaco que "A um deus desconhecido" (p. 27) me fez pensar numa forma de explicar porque certos poemas (e textos de viés poético, como os do Marcelo Matthey) me atraem mais do que outros: pois me remetem à "experiência". A interpretação de como defino e sinto essa "experiência" deixo para outra ocasião; por ora, transcrevo o referido poema:
A um deus desconhecido:
Não sei se passou tempo suficiente mas acho que já posso idealizar esse concerto de órgão na igreja que manteve nós dois em silêncio descansando do calor e da chuva. No que você pensava? Você fechou, como eu, os olhos? Você tinha, como eu, vibrante na língua o gosto do café? Eu tirei as sandálias e apoiei os pés numa almofada gelada, forrada de corino. Você deixou cair uma moedinha. Fez um minúsculo tim-tim e sorrimos. O órgão nos encantou como serpentes e por um momento pareceu desenvolver toda uma série de impressões religiosas no sentido de algo que podemos chamar religião: algo que englobe o amor e a bondade e conduza diretamente à experiência, esse colchão concreto que nos dá refúgio e nos sacode.