Loki levava uma vida comum, longe de sua terra natal, mas, após receber uma ligação contando sobre o falecimento de seu pai, um dos bruxos mais importantes da Europa, ele tem que voltar para a Itália. O retorno de Loki faz com que ele conheça Riley, uma pessoa enigmática que o coloca em uma jornada misteriosa para descobrir mais sobre o assassinato de seu pai.
É difícil mensurar que tamanho uma história deve ter. Quando ainda era muito novo, me arrisquei a escrever histórias. Sem compromisso. Nunca foram publicadas. E eu, uma criança, escrevia livremente. Sem muita preocupação com organização e planejamento da coisa. A história vinha na minha cabeça e eu colocava no papel. Só por isso é possível dizer que o autor tem mais coragem que eu. Pois deu vida à sua criação e publicou. Fez com que a história, os personagens por ele criados, chegassem em outras pessoas e por elas fossem avaliados. Não conhecia o autor e nem sei o seu grau de experiência. Sinto que ele tinha algo para contar e o fez ao seu modo. Mas também sinto que faltou algo. Essa história poderia e deveria ser maior. O ritmo foi tão acelerado, as informações foram tão jogadas na cara do leitor, sem tanta ordem, que não foi possível aproveitar cada detalhe que tinha ali. O autor poderia ter pego nossa mão e nos conduzido a entrar no mar idealizado por ele. Aos poucos ir sentindo a temperatura da água, acostumando com o toque dela no corpo, ir se arriscando a dar passos mais para o fundo, arriscar pegar umas ondas até que por fim, já acostumados com este ambiente, curtindo cada possibilidade e querendo mais, ver até onde ele queria nos levar, nos convidasse à um mergulho profundo nesse mundo onde o mágico e o comum coexistem, onde seres de outros planos estão vagando por aí. E tudo isso no meio de uma aventura pra desvendar um mistério. No entanto, não foi essa a experiência que tive aqui. Mais parece que o autor chamou pra um passeio de jet-ski, foi em alta velocidade pro meio do nada e nos empurrou dentro d'água. Porém era uma fina camada de água e a sensação não foi das melhores. Tudo isso pra falar que senti falta de profundidade: na história, nos personagens, reviravoltas. Em tudo. E uma série de questões ficam no ar, sem serem totalmente respondidas, compreendidas. Voltando ao raciocínio inicial: me parece que com um pouco mais de organização, planejamento e com mais algumas dezenas de páginas, poderíamos ter uma boa história fechava e bem amarrada.