Millions of people dream of writing a screenplay but don't know how to begin, or are already working on a script but are stuck and need some targeted advice. Or maybe they have a great script, but no clue about how to navigate the choppy waters of show business. Enter Cut To The Chase, written by professional writers who teach in UCLA Extension Writers' Programme, whose alumni's many credits include Pirates of the Caribbean: Curse of the Black Pearl; Twilight; and the Academy Award nominated Letters from Iwo Juima. From learning how to identify story ideas that make a good movie to opening career doors and keeping them open, this authoritative, comprehensive, and entertaining book, edited by Writers' Program Director Linda Venis, will be the film-writing bible for decades to come. "A well-organized soup-to-nuts manual for aspiring Nora Ephrons and Charlie Kaufmans, from the faculty of a notable screenwriting program. . . . A readable writer's how-to that goes down smoothly." - Kirkus Reviews
Voltando para a minha leitura periódica de dicas e técnicas narrativas, finalmente cheguei nesse livro que é considerado uma bíblia para roteiristas. Já vale só pelas dicas sobre diálogos, na resenha devo colocar algumas anotações que fiz da leitura do CUT TO THE CHASE!
SINOPSE
Milhões de pessoas sonho de escrever um roteiro, mas não sabem como começar, ou pessoas que já estão trabalhando em um script, mas estão com dificuldades e precisando de alguns conselhos, encontrarão uma enorme ajuda nesse guia fantástico, baseado no melhor programa de formação de roteiristas do mundo, o UCLA Extension Writers' Program.
Cut to the Chase é composto de vários artigos, e guias, escritos por roteiristas profissionais que ensinam no programa UCLA Extension para Roteiristas. Todos os autores são roteiristas premiados, com diversos filmes já produzidos pelos estúdios de Hollywood!
RESENHA
Um dos livros mais profissionais que já li sobre roteiro. É relativamente recente, de 2013, e contem dicas e orientações de roteiristas profissionais e bem sucedidos de Hollywood, que, além de escrever e produzir roteiros, também dão aulas na UCLA, a Universidade da Califórnia.
As dicas são muito interessantes, e vi muitas variações do que costumo ler, que refletem a mudança no modo de se contar histórias no cinema de hoje em dia.
O livro é dividido em quatro partes. A primeira parte lida com a escrita e o planejamento do roteiro, como criar personagens e um planejamento e estudo de cenas.
A segunda parte é de dicas e orientações para a escrita da primeira versão do roteiro, criação de cenas, de subtexto e sobre o uso de imagens para contar uma história com força emocional.
A terceira parte lida com a reescrita. Essa parte foi a que mais curti, talvez por estar no meio da reescrita feroz do meu Marca da Caveira. Na reescrita, o livro aborda técnicas de revisão, a arte de escrever e reescrever diálogos, o importantíssimo MOSTRE, NÃO NARRE, importante para a narrativa visual e um capítulo de como polir o roteiro, deixando-o com o aspecto mais profissional possível.
A última parte trata da parte profissional do mundo dos roteiristas de hollywood, e foi uma surpresa para mim. Não sabia de como é um ambiente brutal de negócios, onde os escritores tem que ter um ego bem forte para aguentar a pancadaria. Mas adorei, terminei o livro mais animado ainda para escrever.
A justificativa é que seu roteiro precisa ser aprovado e comprado por produtores, e os diretores normalmente terão suas idéias sobre como filmar e quais tipos de ângulos usarão.
A descrição seria feita através de narrativa, ao invés de CLOSE UP nos olhos, o roteirista colocaria "Os olhos do bandido se estreitam...", colocando "três pontos" para indicar um novo SHOT, "... sua mão toca em sua arma e...", "...o mocinho atira primeiro e...", "...um buraco aparece na testa do bandido". Três sequências, três SHOTs que ficam claros em quem lê sem precisar de carregar o texto com indicações de direção.
Seguem algumas anotações e dicas que fiz ao ler CUT TO THE CHASE:
Escreva o seu roteiro sem indicações de direção ou com apenas indicações de direção (tipo CLOSE UP, WIDE SHOT, etc.) que seja absolutamente essenciais. Hoje em dia, a dica é escrever roteiros que seja facilmente lidos por diversas pessoas, com os movimentos de câmera mais implícitos.
Planeje seu roteiro, crie um mapa de cenas.
Conheça a jornada do seu protagonista, detalhe e disseque o seu protagonista. Saiba onde você está indo com o seu protagonista.
Se você tem um problema no seu terceiro ato, o seu problema real é no primeiro ato.
Escreva para um ator específico.
Mantenha a ação seguindo em frente. Toda cena precisa levar a ação adiante, se não, corte a cena.
Mantenha o seu público em mente, não escreva em um vácuo.
Corte sempre! Um roteiro tem no máximo 110 páginas, ou seja, esteja sempre cortando cenas desnecessárias.
A primeiras dez páginas do seu roteiro tem que ser SENSACIONAIS!
Termine o QUE VOCÊ COMEÇOU! Quando mais roteiros escritos, reescritos e finalizados você conseguir, melhor roteirista você se tornará.
Gostou de um filme! LEIA O ROTEIRO! Roteiros de filmes famosos são fáceis de se encontrar na internet, leia e estude com os mestres!
Leia seus diálogos em voz alta.
Introduza subtexto em seus diálogos.
Um roteiro não pode se basear apenas na trama. O público quer ser movido emocionalmente, INVISTA NA TRANSFORMAÇÃO DOS PERSONAGENS!
Resuma sua história em uma frase para ter uma idéia da ESPINHA NARRATIVA.
Nunca envie um roteiro acima de 110 páginas.
Três regras para criar protagonistas/personagens de sucesso - 1) não use estereótipos, 2) coloque humanidade em todos os personagens, até nos seus vilões, evite a bidimensionalidade, 3) seus personagens devem crescer e desenvolver durante a narrativa.
Use o TEMPO PRESENTE para escrever as ações do roteiro. Não use o gerúndio, seu personagem DANÇA e não ESTÁ DANÇANDO. Deixa a narrativa mais imediata,mais profissional.
Cenas e cenários tem que estar INTEGRADOS na narrativa, use o princípio da economia narrativa, corte qualquer coisa supérflua.
Perguntas para se fazer ao reescrever diálogos:
O meu diálogo é ativo? É o mais sintetizado e enxuto que pode ser? É realista? É individual para cada personagem? Revela exposição de maneira invisível? É emocionalmente impactante? Tem conflito? Tem subtexto? Está livre de erros de datilografia? Soa bem quando falado em voz alta? O que eu posso aprender com os mestres do diálogo? Cuidado ao repetir nomes em diálogos, nomes dos personagens, não é realista.
Diálogo tem que valer a pena, seja cruel, corte e deixe só o essencial para o roteiro!
Bem essas são algumas anotações que fiz, mas pretendo ler esse livro novamente, e recomendo muito para roteiristas e escritores. Quem sabe alguma editora brasileira anime de publicar uma tradução?
CUT TO THE CHASE - GUIA DE ROTEIRO DA UCLA - Linda Venis (org.) | | Guia de Roteiristas do melhor curso de cinema do mundo! | NITROLEITURAS | Ed. Gotham, 2023. 400 pgs.
Great storytelling grabs viewers (film, television), readers (books), and audiences (plays) alike. CUT TO THE CHASE, edited by Linda Venis, is about screenwriting, but although I'm writing a novel, I'm finding it extremely useful. I'm reading many books on writing and this is one of my favorites.
I've found something valuable in each chapter. I've just finished identifying my protagonist's emotional arc with lessons learned from Billy Mernit's chapter "Deepening Characters and Defining Their Arcs." Next, I'll be outlining my book with Juliet Aires Giglio's "forty-card" method.
Fourteen professional screenwriters and their talented editor have turned fifteen facets of storytelling into a gem of a book for ALL aspiring writers.
The advantage of this book is that aspiring screenwriters have access to advice from several different people over about 300 pages. This disadvantage of a book with multiple writers is that some of the chapters are more useful than others. Nonetheless, a good introduction to screenwriting – and a heck of a lot cheaper than actually enrolling in the UCLA Extension program. Quasi-recommended.
Sometimes I wonder if learning screenwriting is like learning math. It depends on who is teaching it to you and if your way of learning resonates with how they are teaching it.
In real life I was bad at math. I took College Algebra three times and failed it three times. It wasn't until I finally graduated that I met a math teacher who explained math to me a way that I understood it.
Sitting here on my computer at 2:04 AM, in the American Midwest, avoiding writing my own script by reviewing screenwriting books I read, I thought I'd share with you my thoughts on why I liked this book.
I liked it because there were a variety of teachers to explain different aspects of screenwriting to me as I read it. Adding more authors means there was a bigger chance that I'd be able to connect with one of them. And as someone who lives halfway across the country away from this industry, it was helpful to have this knowledge in book form. I know I'll never get a chance to sit in on one of these classes in person.
I bought this book a few years ago (2016) so the sections I have earmarked in my paper copy that I identified as the most helpful to a future me were: 1) The part about the same idea showing up to different writers at the same time. 2) The part about copyright law and public domain works. 3) The part about letting readers into the main character's head. 4) The part about how to write an effective logline.
Now I need to get back to writing that faith-based Christmas dog movie!
Teaches you everything about being screenwriter from Hollywood professionals. From treatment, to character creation, plotting, formatting, pitching, selling and even networking with the studio people.
Since I'm an independent sci-fi author, I valued the first 50% of the book, which deals with the craft of commercial storytelling. The other 50% is more about the business side of making it as a screenwriter, which is not relevant to me, but nevertheless interesting.
If you aspire to be a Hollywood screenwriter, this is a must-have book. If you're an (indie) author like me, you'll find at least the first half valuable.