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Chronique Du Roi D. Pedro I =: Cronica Do Rei D. Pedro I

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278 pages, Hardcover

First published January 1, 1977

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About the author

Fernão Lopes

38 books10 followers
Fernão Lopes was a Portuguese chronicler appointed by King Edward of Portugal. Fernão Lopes wrote the history of Portugal, but only a part of his work remained.

His way of writing was based on oral discourse, and, on every page, it revealed his roots among the common people. He is one of the fathers of the European historiography, or a precursor of the scientific historiography, basing his works always on the documental proof, and, has he said, on his pages "one cannot find the beauty of words but the nudity of the truth." He was an autodidact. By the time of his death, a new kind of knowledge was arising, a Latinized scholasticism that involved imitations of the classics.

He was born sometime between 1380 and 1390, and he belonged to the generation that came of age after the war with Castile and the Battle of Aljubarrota. During his life, he knew many of the protagonists of the Castilian crisis, including John I of Portugal, Edward of Portugal, Nuno Álvares Pereira, and Dr. João das Regras. He saw the reign of three monarchs: John I, Edward I, and Afonso V, and he also lived during the regency of Pedro, Duke of Coimbra.

Portugal saw many social and political changes in his time, such as: the growth of the new nobility of the 'Illustrious Generation' (Ínclita Geração) (the children of John I and Philippa of Lancaster); the conquest of Ceuta; the insurrection of Lisbon against the Queen Mother, Leonor of Aragon; the election of Pedro, Duke of Coimbra, to the regency; a civil war between Pedro and Afonso V; and the subsequent Battle of Alfarrobeira, where Pedro died. At the end of his life, Lopes witnessed the beginning of Portugal's maritime empire.

In 1418, Fernão Lopes was appointed by John I as the head (guardião-mor) of the royal archives ('Torre do Tombo'). In 1434, King Edward appointed Fernão Lopes as the first royal chronicler (cronista-mor) of the realm, and commissioned him to write historical accounts of the reigns of the Kings of Portugal. Lopes threw himself into the task. Fernão Lopes is acknowledged as the author of at least three chronicles: of the reign of king Peter I (r.1357-1367), of the reign of Ferdinand I (r.1367-1385) and the first two parts of the reign of John I (1385 up to year 1412, his successor Gomes Eanes de Zurara would produce the third and final part). Fernão Lopes is believed by some modern historians to also be the author of an anonymous history of the constable Nuno Álvares Pereira and, more contentiously, of a summary chronicle of the first several kings of Portugal (of which two drafts exist — one of the first five kings (Porto MS), another of the first seven (Cadaval or '1419' MS).[1]

Fernão Lopes held his official positions until around 1454, when he was forced to retire on account of his advanced age, and was succeeded by Gomes Eanes de Zurara. Lopes died sometime after 1459.

It has been controversially alleged by some historians (starting with Damião de Góis[2]) that later 16th-century chroniclers Duarte Galvão and Ruy de Pina composed their chronicles of the remaining reigns from draft manuscripts left behind by Fernão Lopes — not merely drawing upon them, but plagiarizing them in whole or in part, to the point that Fernão Lopes is sometimes credited as their joint author. While there is some evidence that Galvão's chronicle of Afonso I might have copied parts from Lopes's manuscripts, historians generally agree that the accusation against Ruy de Pina is largely unmerited and unjust.

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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for tiago..
473 reviews133 followers
October 28, 2021
Dificilmente se encontraria melhor protagonista para uma crónica do que um bissexual sanguinário de dúbia sanidade mental. Esta Crónica de D. Pedro I, portanto, dificilmente seria um livro entediante. No entanto, se a devotação de Fernão Lopes à fidedignidade histórica está aqui tão presente como em qualquer outro lado, talvez tenha sido essa mesma dedicação que a embaçou um pouco; talvez a reduzida disponibilidade de material histórico por comparação a outras suas crónicas, como a de D. João I, faça com que esta saísse algo enfezada, com menos brilho. Faltam as descrições vívidas, os coloridos retratos psicológicos, quer individuais, quer coletivos (na figura das multidões portuguesas) com que nos brindou nessa outra crónica. Interessantíssima não deixa por isso de ser esta pequena crónica; mas deixa na boca um desejo de que Fernão Lopes tivesse sido contemporâneo de D. Pedro I, só para ver um personagem inesquecível como este receber o tratamento que Lopes deu a D. João I.
Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews86 followers
November 24, 2014
"os povos do reino e,especialmente,a gente de Lisboa,viviam em grandes cuidados.Viam-se sem segurança de paz pela morte de D.Fernando,pois El-rei de Castela vinha ao reino para tomar posse dele(...)." (adaptado)
Profile Image for Gabalis.
29 reviews
January 11, 2022
Descalabros descritos por pena tranquila

É leitura bastante diferente e ouso dizer, rara leitura. Crónica do rei Pedro I, de Fernão Lopes, escrita por volta dos anos 1430. É um texto bem curioso sobre dois reis Pedro, o português e o castelhano. Ambos cruéis e dados à violência. O Pedro castelhano é particularmente perverso. O livro inteiro é uma longa coleção de pessoas sendo terrivelmente punidas, enforcadas, decapitadas, flechadas, afogadas, esfaqueadas, espancadas, amassadas, queimadas e mais coisas que o valha. No entanto tem algum charme nisso tudo, não só no conteúdo mas em como Lopes nos relata os descalabros. Usa um estilo muito casual e preciso e nos informa de tudo sem cerimônia. Não esperava esse tom num documento oficial do século XV.

Alguns dos eventos que ele nos conta são bastante memoráveis. Em um episódio particularmente interessante o Pedro castelhano usa caravelas e batéis para transportar seu exército para sitiar uma determinada cidade. O cerco não sai como planejado e ele ordena logo que todos os homens, incluindo os marinheiros, fossem à terra ajudar. Passado um tempo, ao anoitecer, vento forte empurra a maior parte dos barcos contra as rochas e como ninguém estava de piloto na frota, perde a maior parte dela neste acidente idiota. Outros tantos barcos ele acaba por queimar por temer que seu inimigo seja capaz de aproveitar depois da sua retirada. Lopes informa-nos casualmente que alguns daqueles barcos eram de Génova e os marinheiros genoveses tiveram de regressar a pé para casa 'e ficaram muito aborrecidos com isso'.
Também interessante é seu senso de justiça. Não passa da pura vontade de punir. Conta-nos vários episódios em que o Pedro português sai a castigar adúlteros, ladrões e assassinos. Esse Pedro gostava de percorrer seu reino, perguntando se andava ali algum criminoso agendado para ser punido naquele dia e se houvesse, ele mesmo, com muito gosto, executava a punição. Acontece que este rei Pedro andava com um porrete para todo lado que fosse, sempre preparado para o caso do lugar visitado haver criminoso precisando de trigosa surra. Ele também gostava de assistir aqueles castigos sendo executados enquanto jantava. Imaginem só. Lopes também é rápido em apontar que os ricos, poderosos e mesmo aqueles próximos ao próprio rei não estavam livres de sua justiça. Ele nos conta sobre dois dos escudeiros reais que roubaram e mataram um judeu e como Pedro mandou decapitar ambos, mesmo sendo escudeiros seus e a vítima um judeu. Também castrou vários homens por dormirem com mulheres casadas. Às vezes ele enforcava as mulheres também, só pra garantir.

As pessoas retratadas são tão pitorescas em seu comportamento que é fácil esquecer que foram reais e a maioria dos eventos se passaram realmente. Fernão Lopes não foi só o cronista oficial do reino de Portugal, mas também o guardião da Torre do Tombo e tudo o que nos conta encontrou descrito com muito cuidado em documentos legais. A barafunda toda é fascinante. Não é das mais fáceis de ler porque o seu português tem 600 anos mas vale a pena. Gosto bastante do seu porte, da sua escolha de palavras e das histórias. Duas outras crônicas por sua mão sobreviveram. Crônica do rei Fernando I, que continua após a morte de Pedro I e a coroação de seu filho Fernando, e Crônica do rei João I, rei de outra dinastia de quem Lopes foi contemporâneo. Estou planejando ler ambas.
Profile Image for Luís Branco.
Author 60 books47 followers
October 21, 2020
Um livro interessante o qual nos permite ver que mesmo nos reis "mais justos", o poder absoluto fazia mais mal do que bem. Dom Pedro I derramou demasiado sangue, justa e injustamente, e considerando seus requintes de crueldade ao torturar suspeitos de crimes fazia com que qualquer pessoa ainda que inocente confessasse-se criminosa, mesmo sem o ser. Sábios foram os portugueses que não permitiram que Dom João VI desembarcasse em Portugal sem antes assinar o documento em que abria mão do seu poder absolutista. É uma pena que a história de Pedro e Inês não ser descrita por Fermão Lopes.
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