O autor tece de forma bonita muitas histórias em um enredo repetitivo, mas que nunca é o mesmo. Tal qual seu personagens, as páginas vão inchando em nossas bocas, sufocando a vontade de continuar, ainda que o façamos porque a vida nos leva adiante, mesmo não sendo boa. Fico incomodado com as referências com demasiado preciosismo à Antiguidade Clássica, que concedem ao autor uma aura culta como se dela não pudesse sobreviver além do estilo. Todas as referências parecem estar ali, mesmo que justificadas em contexto, metáforas e alegorias, apenas por simples desejo de tornar o texto mais robusto. O autor, assim dono seu eu-lírico, vive num mundo barroco, que não sabe quando e, especialmente, quanto de excesso depois, é preciso parar. Fica bonito, mas as vezes muito cansativo, tanto para os olhos que enxergam de dentro para fora, quando aos olhos que enxergaram os entalhes que temos n’alma.