Oui, l’Histoire est une force, comme il existe des forces économiques ou des croyances religieuses : elle exerce une action sur la société. Mais de quelle Histoire s’agit-il ? Celle, héroïque, des bourgeois de Calais, tragique de la Saint-Barthélemy ou de la Commune de Paris, glorieuse ou honteuse pour tel épisode passé, mais qui recouvre combien de mythes, de querelles, de silences et de mensonges… Or il est une autre histoire, plus anonyme. Celle des habitants de ce pays, si semblables et si différents de leurs voisins, au travail comme à table, et si portés à la guerre civile… Comment expliquer ces traits, ces différences ?
Marc Ferro (born 24 December 1924 in Paris) was a French historian. He worked on early twentieth-century European history, specialising in the history of Russia and the USSR, as well as the history of cinema.
He was Director of Studies in Social Sciences at the École des hautes études en sciences sociales. He was a co-director of the French review Annales and co-editor of the Journal of Contemporary History.
He also directed and presented television documentaries on the rise of the Nazis, Lenin and the Russian revolution, and on the representation of history in cinema.
O livro tem duas partes: a primeira é uma narração cronológica dos principais acontecimentos da História de França, com algumas prolepses, mas onde falta algum trabalho de enquadramento, especialmente nos protagonistas e eventos de épocas mais recuadas e cujo conhecimento não é um dado adquirido para o leitor menos versado na matéria. Uma nota para a falta de rigor na página 265 (edição portuguesa de 2011): “Junot desembarcava em Portugal e o rei D. Pedro refugiava-se no Brasil”. Ora, à época da invasão de Junot, era Príncipe Regente o futuro D. João VI. A segunda parte reveste uma natureza mais ensaística, onde o Professor Ferro desenvolve a sua visão sobre os grandes temas da nação francesa. É um esforço recomendável para quem quiser ficar com uma boa noção, e relativamente profunda, da História de França.
Leitura interessante, embora, nalguns pontos, difícil. O autor fala nas figuras históricas assumindo que são conhecidas de todos. Ora, se a partir do final do século XVIII e, sobretudo no século XX, conheço grande parte das personagens, quando recuava mais no tempo, por vezes, era complicado acompanhar a explicação.