Em Os sentidos do trabalho, Ricardo Antunes demonstra que a sociedade do trabalho abstrato possibilitou, por meio da constituição de uma massa de trabalhadores expulsos do processo produtivo, a aparência da sociedade fundada no descentramento da categoria trabalho e na perda de centralidade do ato laborativo no mundo contemporâneo.
O autor também alerta, porém, para o fato de que o entendimento das mutações em curso no mundo operário nos obriga a ir além das aparências. Ao fazer isso, lembra que o sentido dado ao trabalho pelo capital é completamente diverso do sentido atribuído pela humanidade.
Sobre o autor Ricardo Antunes é professor titular de Sociologia no IFCH da Unicamp. Foi pesquisador visitante na Universidade de Sussex, Inglaterra, e recebeu os prêmios Zeferino Vaz, da Unicamp (2003), e Cátedra Florestan Fernandes, da Clacso (2002). É membro do comitê editorial da revista Margem Esquerda e autor, entre outros, de Adeus ao trabalho? (São Paulo, Cortez, 1995) e O caracol e sua concha, publicado pela Boitempo.
Sobre a Coleção Mundo do Trabalho Coordenação de Ricardo Antunes Estudos sobre o trabalho, a sua centralidade na sociedade capitalista, a análise do sindicalismo, questões de gênero e o impacto das transformações trazidas pela globalização são alguns dos temas desta coleção, que publica autores centrais para a discussão.
Ricardo Antunes (Ricardo Luiz Coltro Antunes) é Professor Titular de Sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. Foi Visiting Research Fellow na Universidade de SUSSEX, Inglaterra. Fez concurso para Titular (2000) e Livre-Docência (1994) no IFCH-UNICAMP, em Sociologia do Trabalho. Doutorou-se em Sociologia, pela USP (1986) e fez Mestrado em Ciência Política no IFCH-UNICAMP (1980). Recebeu o Prêmio Zeferino Vaz da Unicamp (2003) e a Cátedra Florestan Fernandes da CLACSO (20002). É pesquisador do CNPq. Publicou, entre outros, os seguintes livros: Adeus ao Trabalho?, 13 ª ed., Ed. Cortez, publicado também na Itália, Espanha, Argentina, Colômbia e Venezuela; Os Sentidos do Trabalho, Ed. Boitempo, 9ª edição, Boitempo, publicado também na Argentina e Itália; A Desertificação Neoliberal, Ed. Autores Associados. 2ª ed.; A Rebeldia do Trabalho, Ed. da UNICAMP, 2ª edição; O Novo Sindicalismo no Brasil , Ed. Pontes e O que é o Sindicalismo, Ed. Brasiliense. Aualmente coordena as Coleções Mundo do Trabalho, pela Boitempo Editorial e Trabalho e Emancipação, pela Editora Expressão Popular. Colabora regularmente em revistas no exterior e no Brasil. Atua principalmente nos seguintes temas: trabalho, nova morfologia do trabalho, ontologia do ser social, sindicalismo, reestruturação produtiva e centralidade do trabalho.
Rapaz, Ricardo Antunes é o maior sociólogo do mundo do trabalho que a gente tem. O livro é de 1999, mas é impressionante como todas, realmente TODAS, as tendências apontadas no mundo do trabalho se concretizaram, em formas que o autor, à época, não poderia adivinhar, principalmente a partir da Uberização/ disseminação de plataformas de trabalho part-time.
Aonde ele falou “se fizer isso na luta sindical/economica/ politica, vai dar merda” e foi feito nos últimos 25 anos, deu unanimemente merda kkk (rindo de desespero). Tem muito pra onde correr não, é se organizar politicamente, derrubar o capital e construir o socialismo logo.
Ricardo Antunes é um dos melhores do mundo em sociologia do trabalho. Trata-se de um grande nome justamente por ser técnico.
Seu trabalho é levantar dados e informações, e fazer uma análise (mediante abordagem marxista) do quadro. Outra obra dele (Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil) evidencia isso.