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Antologia Poética

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424 pages, Paperback

First published January 1, 2001

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António Ramos Rosa

138 books24 followers
ANTÓNIO RAMOS ROSA nasceu em Faro, a 17 de Outubro de 1924. Foi militante do MUD (Movimento de União Democrática) e conheceu a prisão política. Trabalhou como tradutor e professor, tendo sido um dos directores de revistas literárias como Árvore e Cassiopeia.

O seu primeiro livro de poesia, O Grito Claro, foi publicado em 1958. Além da sua vastíssima obra poética, com cerca de uma centena de títulos, escreveu livros de ensaios que marcaram sucessivas gerações de leitores de poesia, como Poesia, Liberdade Livre (1962) ou A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979), traduziu muitos poetas e prosadores estrangeiros, sobretudo de língua francesa, e organizou uma importante antologia de poetas portugueses contemporâneos (a quarta e última série das Líricas Portuguesas). Era ainda um dotado desenhador.

Junto a vários prémios internacionais o Prémio Sophia de Mello Breyner, em 2005, o Prémio Pessoa, em 1988, e o Grande Prémio de Poesia da APE, 1989. Foi nomeado para o Prémio Nobel da Literatura, em 1996. Faleceu a 23 de Setembro de 2013, aos 88 anos.

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Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews87 followers
December 28, 2014
O vazio talvez não seja o vazio
que rodeia monotonamente as casas
e é o grande vencedor final de tudo quanto é cheio
Porque o vazio acolhe o pássaro
e é cúmplice da folhagem e das grandes vigílias dos pastores
e cada sílaba vibra nos seus confins sem fronteiras
Se o sentirmos como ameaça para a torre da nossa identidade
ou como uma devastação que destruirá todos os apoios
é no entanto com ele que devemos criar um equilíbrio
sem espelhos falsos nem a eloquência vã dos simulacros
O nosso horizonte é de adeuses porque é um horizonte vazio
e por isso um começo de algo que não sabemos
e é o fruto de um fogo nu um pássaro do vazio
Se queremos ser acolhidos apoiemo-nos sem nos apoiar
naquele que não tem voz nem mensagem mas é inicial
Se o vazio pulveriza os espelhos liberta o nosso olhar
para além da luz e para além da sombra
como se do fundo ascendesse uma nascente oblíqua
que nos tornaste o estrangeiro fiel de um palácio vazio
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