Se você está com este livro em mãos e é uma pessoa com um mínimo de sensibilidade, existem duas únicas opções: ou já é apaixonada por Paula Pimenta ou irá se apaixonar. Na crônica-título deste livro, a autora se confessa apaixonada por palavras. O que a Paula não pode confessar, por modéstia ou timidez, é que ela é também apaixonante por meio das palavras. Não é preciso mais do que um parágrafo para que você seja arrebatado pelos encantos literários dela.
Nos romances das séries "Fazendo meu filme" e "Minha vida fora de série", Paula encanta com o cotidiano de seus personagens. Já nas crônicas de "Apaixonada por palavras", o encantamento se dá pelo próprio dia-a-dia de Paula: sua família, seus amigos, seus sonhos, seus pensamentos, suas viagens, seus amores... suas paixões. Aqui a protagonista é a Paula. Aqui é o destino dela que conta e que se conta. Aqui nos identificamos com ela e torcemos por ela. Aqui nos apaixonamos não por um belo personagem inventado, mas por uma bela pessoa de carne, osso, alma e, claro, palavras.
Esse livro engloba crônicas escritas por Paula Pimenta entre 2000 e 2009. O material foi publicado em 2012, quando eu comecei a lê-lo, e só agora terminei-o, em um esforço para acabar com meus livros lidos "pela metade".
Consigo ver e entender o porquê desse livro agradar tantas pessoas. A escrita é leve, simplista e aborda temas do cotidiano, consigo ver minha mãe ou uma pessoa que goste de temas menos complicados, como minha avó, gostando dessa leitura.
Mas eu não consegui deixar de encontrar os textos um tanto quanto medíocres, na definição direta da palavra "sem expressão ou originalidade; mediano, pobre, banal, passável".
Ele é okzinho e tal, mas não é My cup of tea.
17 anos se passaram desde a publicação da primeira crônica. 8 anos desde a publicação da última crônica no livro. Muita coisa escrita ali, em nosso querido ano de 2017, poderia ser muuuuito problematizada e considerada até "politicamente incorreta". Só como exemplos: Uma das crônicas é puro slut shaming e uma outra fala sobre uma menina que largou o namorado para poder ficar em seu emprego no Rio de Janeiro e como isso de "largar sua felicidade em nome do emprego é errado e blábláblá". Nossa, que crime priorizar a carreira uma vez na vida, né non? *eye roll* São pequenas coisas como essas que me irritaram um bocado durante a leitura.
Acredito que, talvez, a autora tivesse uma limitação no número de caracteres de cada texto, porque a análise e a reflexão, comuns ao gênero de crônica, quase não acontecem aqui. É tudo bem bobinho, bem preto no branco e o mundo tem tantas nuances que apenas negar que elas existem já me deixou irritada e com preguiça de seguir a leitura, não fiquei cativada. Se é para ler crônicas, acho que prefiro Eliane Brum ou Antônio Prata.
O que salvou o livro de ganhar uma estrela só foi que, ao chegar ao final, voltei ao texto de introdução e encontrei o seguinte trecho: "Li textos que criei há mais de dez anos e me surpreendi ao constatar o quanto ainda me pareço com a pessoa que eu era, em alguns aspectos... Mas também o quanto sou diferente agora, em vários outros. Porque as palavras permanecem congeladas, enquanto o autor delas continua vivendo, aprendendo, mudando, crescendo. Por isso mesmo, minha autocrítica teve vontade de editar várias dessas crônicas, mas preferi apenas inserir a data, pois, apesar de atualmente pensar diferente sobre algumas coisas, aqueles pensamentos foram os que estavam comigo em cada uma das fases que já vivi e que foram importantes para que eu chegasse a quem hoje sou."
“É rara a ocasião em que não estou com um livro por perto, e mais raro ainda é o momento que não estou com um bloco e uma caneta. Sempre anotando, pensando por escrito. Porque, se o amor à primeira vista aconteceu com as palavras lidas, o mesmo, e ainda mais forte, aconteceu com as manuscritas.”
(trecho da Introdução de Apaixonada por Palavras)
Pensar por escrito, está aí um hábito que tenho desde que me entendo por gente e depois da classe de alfabetização e cadernos de caligrafia. Pena que minhas aventuras pelo mundo das palavras se restringem às minhas leituras e as anotações que faço delas, talvez se não tivesse largado o hábito de escrever crônicas lá no ensino médio, conseguisse escrever uma crônica para falar das belas crônicas escritas por Paula. O jeito é me contentar com meus arremedos de resenhas.
Em Apaixonada por Palavras podemos acompanhar a Paula de dez anos atrás que já dava mostras da habilidade de “brincar” com as palavras e através delas falar de sonhos, amores, saudades, amizade e outros assuntos do seu (mas que também foram e ainda são do nosso) cotidiano. São nove anos de histórias, nove anos de fotografias em palavras, em sua maioria textos sobre amor e relacionamentos, mas também há espaços para textos mais sérios e tristes e também para textos sobre períodos marcantes de sua vida como a história da publicação da Fazendo Meu Filme. Depois de acompanhar o roteiro da vida da Fani, começar a acompanhar a vida fora de série da Priscila e ler Apaixonada por Palavras, cheguei a conclusão de que a identificação com as obras da Paula é inerente. Identificamo-nos com seus personagens tão habilmente construídos em seus romances, e também com a autora de carne e osso por trás deles que nos é revelada em seu livro de crônicas.
Sou suspeita para dizer algo sobre Apaixonada Por Palavras por diversos motivos. Primeiro que no início do ano eu me apaixonei pela escrita Paula ao ler o primeiro volume da série Fazendo Meu Filme. E de lá pra cá só fiz gostar mais do que a autora escreve. Segundo, que sou uma grande fã de crônicas, todas as resenhas que fiz aqui dos livros do maravilhoso Luis Fernando Veríssimo confirmam isso. Terceiro, eu também sou uma apaixonada por palavras.
Fazia algum tempo que queria ler algo mais adulto escrito pela Paula, e esse livro foi uma maneira excelente de ver que ela sabe escrever para todas as idades. Os textos têm as datas e, muitas vezes, parece que você está tendo uma conversa franca com a autora.
A escrita é clara e despretensiosa, uma das maiores qualidades da escrita dela. Coisas do cotidiano, sentimentos variados sobre assuntos diversos. É um prazer de ler.
Além disso, o trabalho gráfico é lindo. A capa é maravilhosa, e eu confesso que fiquei meio que num jogo de caça palavras, tentando achar as palavras escondidas na cara. O trabalho de revisão da Gutenberg também é excelente.
Só não é melhor porque acaba muito rápido. Em poucas horas você consegue terminar o livro. Honestamente eu fiquei com gostinho de quero mais. Espero que lancem Apaixonada Por Palavras 2. Eu, com certeza, lerei.
Eu li esse livro pela primeira vez há exatos dez anos, no início da minha adolescência, e eu achei ele incrível. Por isso, eu dei cinco estrelas e sempre falei por aí que eu gostava de crônicas.
Continuo gostando de crônicas, mas, tendo relido esse livro adulta, ele é bem fraco.
Em primeiro lugar, as crônicas boas da Paula são as românticas, essas aí ela sabe escrever bem. “Quase uma chance” e “(Ainda) só pra você” são duas que, pra mim, sobreviveram muito bem o teste do tempo e continuam muito boas. As outras crônicas, em geral, são fracas. Algumas, porque tentaram ser profundas demais num tema que não tem muita profundidade. Outras, ficaram completamente datadas e chegam a ser até ofensivas atualmente. Em se tratando de uma que envelheceu super mal, “Prioridade” me fez espumar de raiva. Um absurdo atrás do outro nessa aí…
Admiro a coragem da Paula, que no prefácio admitiu que algumas crônicas já estavam “datadas”, por assim dizer, mas, apesar disso, preferiu mantê-las da forma como foram escritas na época em que o foram. É interessante isso, especificamente pra ela, que pode voltar e ver o desenvolvimento dos seus pensamentos, suas ideias e ideologias.
Acho que é um livro que só vale a pena ler se você for muito fã da Paula, o que eu sou (FMF e MVFDS marcaram a minha adolescência). Se o propósito é ler crônicas, tem cronistas mais interessantes por aí
Meu objetivo é ler tudo que a Paula escreve e embora eu tenha gostado desse livro, acho que o outro livro delas de crônicas é bem melhor (Apaixonada por Histórias), mas esse também tem sei brilho. Obrigada Paulinha por mais esse livro.
As crônicas são rasas e em sua maioria refletem demais o pensamento problemático da época. Adoro a autora, mas prefiro lembrar das outras obras dela do que essa.
Minha primeira leitura de Paula Pimenta. Eu não sou muito de romance e esse livro foi um pouco pegajoso para mim. Mas ela escreve muito bem, e foi uma leitura bem leve e rápida. Estou com planos de ler Minha vida fora de Série para ver se curto mais. Eu tenho o Apaixonada por Histórias mas não animei de começar por na teoria ter a mesma pegada de Apaixonada por Palavras.
*Não consigo avaliar esse livro e acho que também não quero*
Essas crônicas são de muitos anos atrás e elas se passam em muitos anos e contextos diferentes. Pra mim ficou clara a melhora na escrita da Paula ao longo dos anos. Ainda assim, tem muitas opiniões que eu não concordo, acho meio superficiais, as vezes meio contraditórias. Não faz meu estilo de crônica (gosto mais de humor), fala muito sobre amor, mas como eu vou avaliar um livro da Paula Pimenta, sendo que essas crônicas são de tantos anos atrás e a própria Paula fala no livro que nem sempre concorda com o que está escrito? Fora que eu tenho um carinho pela autora por conta da série de livros Fazendo Meu Filme que me foi apresentado em 2010 (naquela época eu era mais nova e tinha outra cabeça,) e que eu gostei muito. Por isso eu não consigo avaliar esse livro, mas é certo que não é meu favorito e minha recomendação para todo mundo.