O protagonista do primeiro livro infantil de José Luís Peixoto é filho da chuva. Com uma mãe tão original, tão necessária a todos, tem de aprender a partilhar com o mundo aquilo que lhe é mais importante: o amor materno. Através de uma ternura invulgar, de poesia e de uma simplicidade desarmante, este livro homenageia e exalta uma das forças mais poderosas da natureza: o amor incondicional das mães.
“A Mãe Que Chovia” do escritor português José Luís Peixoto (n. 1974) é a sua estreia na literatura infantil. “A Mãe Que Chovia” é um livro que conta uma linda história de amor, entre um menino e a sua mãe chuva, com uma escrita poética, onde a sensibilidade e a ternura dominam, numa magnífica associação dos sentimentos e das palavras de José Luís Peixoto com a beleza e a qualidade das ilustrações de Daniel Silvestre da Silva.
“Muito mãe, a mãe tomava conta do seu filho. Ajudava-o a fazer os trabalhos de casa… Longe sentia saudades do filho… O rapaz também ficava triste. Sentia muita falta da mãe. E mais uma vez, a mãe sentiu falta do filho e ficou triste. E, mais uma vez, o filho sentiu falta da mãe e ficou triste. Mãe, choves o significado do meu nome sobre a terra, choves amor… Mãe, choves palavras sobre o mundo. Eu tenho a certeza de ti, tu tens a certeza de mim. Amor, essa palavra. Mãe, choves essa palavra dentro de mim… Agradeço-te com amor, tenho orgulho de ti com amor, sou feito de ti com amor. És a minha mãe inteira e eu sou o teu filho inteiro.”
A estreia de José Luís Peixoto na literatura infantil conta a história de um menino e da sua mãe chuva. Um menino que se debate, como todos os meninos, com o crescimento,, com a previsibilidade da vida, e um dia se faz homem.
Mãe, choves o significado do teu nome sobre a terra, choves amor.
És a minha mãe inteira e eu sou o teu filho inteiro.
A sensibilidade de José Luís Peixoto, as palavras conjugadas de forma terna e marcante, a interpretação dúbia, múltipla, o poder das ideias.Gostei muito!
Adorei as ilustracoes de Daniel Silvestre da Silva, magníficas, tão poderosas como o texto.
Este é um dos livros do meu Natal. O único que li na mesma noite em que o recebi. Depois disso já o li mais duas vezes. E não me canso. E ainda me surpreendo a cada nova leitura. O melhor dos livros para crianças, e o principal motivo porque me perco por eles, é a rapidez com que se lêem, dizendo tanto apenas em algumas frases. Apesar disso, raramente são lineares ou simples, há sempre qualquer coisa de escondido, um significado oculto ou dúbio que me deixa feliz por o descobrir, ou achar que o descobri. Este conceito associado à beleza da escrita do José Luís Peixoto, que tem o dom de me fazer apaixonar por tudo o que escreve, faz com que, de cada vez que abro este livro, não consiga evitar ler (novamente) até ao fim. E termino sempre maravilhada com a simplicidade das ideias e das palavras que, conjugadas, têm uma força incrível. E assim teria de ser para escrever sobre uma Mãe tão especial como esta. Como são todas as Mães. “A mim, que sou teu filho, teu filho, deste-me toda a vida que tenho e dás-me sempre o teu amor mais brilhante. Mesmo quando estou onde não podes estar, mesmo quando estás onde não posso estar, sabemos bem o tamanho da certeza que nos une. Eu tenho a certeza de ti, tu tens a certeza de mim. Amor, essa palavra. Mãe, choves essa palavra dentro de mim.” (Pág. 59).
Uma leitura que foi repetida duas vezes seguidas. A escrita de José Luís Peixoto é simplesmente maravilhosa, associada com as belas ilustrações de Daniel Silvestre da Silva, só poderia dar origem a uma livro infantil a meu ver intemporal. O tema Mãe, está abordado de uma forma simples e ao mesmo tempo complexa, na medida que me fez refletir sobre o que os mais pequenos retiram desta leitura e os chamados adultos o que concluem sobre esta leitura. Eu gosto muito de ler livros infantis, confesso que ultimamente tenho lido muitos, porquê? Simplesmente pelo encantamento que estas leituras me transmitem, no final deste livro fiquei com o meu coração cheio e só de sentimentos bons e gratificantes. Obrigada a todas as Mães que tal como esta, aqui retratada no livro, estão sempre que podem ao nosso lado, quando não podem pensam nos seus filhos com saudade e amor...sempre voltam, para ver os seus filhos crescerem e estarem o máximo de tempo de qualidade com eles. Um livro tão belo, ainda bem que faz parte do Plano Nacional de Leitura.
Este livro foi uma belíssima surpresa. Já me tinha cruzado com ele por aqui e colocado na lista de livros a ler e já sabia que estava na Biblioteca à minha espera, por isso, ontem decidi ir lá espreitá-lo. Procurei, procurei e não encontrei. Era possível alguém o ter levado, por isso decidi perguntar pela Mãe que chovia, e chovia lá fora também. Afinal estava na secção de livros juvenis, em vez de infantis (?). Tudo bem, fui para as almofadas da secção infantil lê-lo, e quando comecei a folhear as páginas, a atentar nas ilustrações, aquele traço tinha algo de familiar, de chuva miudinha. Quando li o nome do ilustrador tornou-se claro: o Daniel, meu colega na escola primária... Sorri porque me veio à memória a sala de chão de tacos e carteiras pequeninas, e ele super compenetrado de língua de fora, a rabiscar freneticamente com os marcadores, com uma pequena tartaruga de cerâmica ao lado da folha, que lhe tinha calhado na troca de prendas... Regressei ao texto, às confortáveis almofadas e mergulhei nas ilustrações salpicadas de chuva. Visitei a Mãe ausente que não deixa de estar presente, mesmo que o filho nem sempre perceba. Sacrifícios que é preciso fazer, por vezes é preciso chover. Só assim se percebe o sol e amor incondicional.
Quando saí, a chuva choveu-se-me da cabeça aos pés. Deixa chover...
Tão bonito! Mais do que um livro infantil parece-me uma óptima prenda para uma mãe...até mais do que o texto fiquei maravilhada com as ilustrações...lindíssimas...tenho de ir "investigar" quem é Daniel Silvestre da Silva.
O texto de José Luís Peixoto apesar de ter sido escrito tendo em vista um público mais jovem não diminui a sua beleza poética numa mensagem simples - uma carta de amor a uma mãe.
Quanto às ilustrações de Daniel Silvestre da Silva são de um encanto que encerra com chave de ouro o texto do escritor. O seu traço é de uma clareza que deixa qualquer leitor estupefacto e a escolha de paleta de cores usada deixa-nos uma sensação etérea de saudades do abraço materno.
"Mãe, você chove palavras sobre o mundo. (...) É assim que seu amor se espalha pelo mundo e, quase sem ser percebido, o inunda. Porque tudo aquilo que você faz crescer também faz crescer outras coisas, você gera vida, que gera mais vida..."
"(...) Aquilo que me surgiu em primeiro lugar foi a vontade de tratar o tema da maternidade, esse conceito emocional, natural e com tantas outras dimensões, que no início da vida, quando somos crianças, nos transcende de forma tão absoluta (...)" "(...) À medida que crescemos, tendemos a concluir que as mães são pessoas. Muitas vezes, precisamos nós próprios de ser pais para perceber verdadeiramente essa realidade tão simples (...)" José Luís Peixoto à Agência Lusa
Todos somos hijos de alguna madre y toda madre alguna vez también fue una hija.
Entender a nuestras madres puede ser complicado. A veces podemos tener pensamientos egoístas y pensar que están dando poco cuando en realidad lo están dando todo. Una madre debe trabajar, ser profesora, cocinera, consejera, emprendedora y demás cualidades. Trabaja y trabaja sin parar para darte lo que necesites. Te brinda sonrisas cuando no tiene ni ánimos de respirar. Creces y ves la vida desde sus ojos, te das cuenta de todo lo que ha logrado y lo mucho que se ha esforzado, y comprendes un poco su mundo, su visión.
Léanlo junto con sus mamás si tienen la oportunidad. 🤍
É, talvez, um dos livros infantis mais bonitos que me passou pelas mãos.
A escrita do José Luís Peixoto e a combinação das ilustrações de Daniel Silvestre da Silva resultam num livro belíssimo onde vemos que nada supera o amor de mãe.
Poesia em prosa Palavras em Amor Alma que encolhe e enche logo de seguida Coração cheio E como diz o autor no autógrafo ".....esta Mãe a Chover Amor" Lindo, de olhos rasos sinto a união única de Mãe e filha, a minha, plena e eterna!!!