Durante quatro anos, Miguel Gonçalves Mendes filmou José Saramago e Pilar del Río, na intimidade de Lanzarote, em viagens de trabalho por todo o mundo, em festas com os amigos e a família. Desse intenso registo resultaram, primeiro, o filme, José e Pilar, e agora, o livro que se compõe, essencialmente, de material inédito: centenas de horas de conversa que exploram os grandes temas - da política ao amor, passando pelo trabalho, a literatura e a morte.
Aclamado pela crítica e pelo público nacional e internacional, o filme teve estreia comercial em Portugal, Espanha, Itália, México e Brasil, onde recebeu o Prémio do Público da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Foi ainda nomeado nas categorias de Melhor Documentário, Melhor Banda Sonora Original e Melhor Montagem pela Academia Brasileira de Cinema, como também na categoria de Melhor Filme pela SPA. José e Pilar é o filme proposto por Portugal aos Óscares de 2011. Miguel Gonçalves Mendes prepara neste momento a adaptação cinematográfica do romance de José Saramago O Evangelho Segundo Jesus Cristo.
Frequentou os cursos de Relações Internacionais e Arqueologia, e licenciou-se em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, em 2005. Trabalhou como ator e encenador e fundou em 2002 a JumpCut, produtora que desenvolve atividades nas áreas do teatro e do audiovisual. Em cinema realizou vários documentários e longas-metragens: em 2002, D. Nieves, documentário sobre a Galiza, premiado em festivais nacionais e internacionais; em 2004, Autografia, longa-metragem documental sobre o poeta e pintor surrealista Mário Cesariny, vencedora do prémio de Melhor Documentário Português no DocLisboa e do Grande Prémio Lusofonia – FamaFest. Publicou no mesmo ano, pela Assírio & Alvim, o livro Verso de Autografia, complemento do referido filme. Em 2005, terminou a longa-metragem de ficção A Batalha dos Três Reis; em 2007 correalizou com Vera Mantero a curta-metragem Curso de Silêncio, sobre o universo de Maria Gabriela Llansol. Nesse ano estreou a longa-metragem de ficção Floripes, selecionada para a semana dos realizadores do FantasPorto 2007 e para o IndieLisboa, 2007. Realizou no mesmo ano a curta-metragem Zarco, uma encomenda para a Expo Saragoça 2008. Terminou em 2010 José e Pilar – um retrato de José Saramago e Pilar del Río, coproduzido pela El Deseo (dos irmãos Almodóvar) e pela O2 filmes (do realizador Fernando Meirelles). Aclamado pela crítica e pelo público nacional e internacional, o filme teve estreia comercial em Portugal, Espanha, Itália, México e Brasil, onde recebeu o Prémio do Público da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Foi ainda nomeado nas categorias de Melhor Documentário, Melhor Banda Sonora Original e Melhor Montagem pela Academia Brasileira de Cinema, como também na categoria de Melhor Filme pela SPA. José e Pilar foi o filme proposto por Portugal aos Óscares de 2011. Miguel Gonçalves Mendes prepara neste momento a adaptação cinematográfica do romance de José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo e um híbrido documentário-ficção intitulado "The Meaning of Life".
José e Pilar foi, sem dúvida, uma leitura muito prazerosa. A sensação que tinha enquanto estava a ler o livro é que me parecia ter aquelas pessoas e aquele cenário ao meu redor. De facto, esta conversa interessante, simples, sábia da Pilar e do Saramago com o Miguel Gonçalves Mendes proporcionou-me conhecer um bocadinho mais sobre este casal fora do mundo dos livros, apesar destes estarem muitas vezes presentes nas conversas. Os temas explorados e as considerações expostas são-nos apresentados de uma forma muito espontânea e descontraída. Pilar del Rio e José Saramago falam despretensiosamente sobre a morte, a vida, o amor, a política, como se conheceram e a vida que levam. Fiquei com muita vontade de ver o documentário.
Miguel Gonçalves Mendes realizou o filme "José e Pilar" que retratou a vida do casal em Lanzarote, mas também nas múltiplas viagens que Saramago fez um pouco por todo o mundo.
Neste volume temos oportunidade de ler, alternadamente, um conjunto de entrevistas diálogo do realizador com ora José Saramago, ora Pilar del Rio.
São interessantes conversas sobre a vida de Saramago, vários detalhes biográficos são salientados. Mas também ficamos a conhecer melhor a origem familiar de Pilar e o seu olhar crítico das sociedades e comunidades onde residiu.
Na parte final do volume Saramago fala um pouco mais sobre a sua obra, sobre o efeito do Nobel no seu quotidiano.
Para os amantes da obra de Saramago este volume acrescenta alguns dados interessantes. E pormenores que a mim, pessoalmente me encantaram.
Este é fácil um dos meus casais favoritos! Já referi várias vezes que sou muito pouco conhecedora da obra de Saramago mas desde que vi o filme José e Pilar o meu coração amoleceu e toda eu sou ternura, baba e ranho. Este livro vale muito pelas fotografias a cores! As entrevistas são muito na mesma linha do que já aparece no filme, com uns extras. Dá para mergulhar mais um pouo nas ideias de cada um deles sobre o mundo, política, escrita, morte, vida. A verdade é que acho que não acrescenta muito a quem já viu o filme.
Irritou-me um pouco os capítulos da Pilar não terem sido traduzidos. O meu castelhano não é ótimo e percebi de forma geral... mas talvez tenha perdido algumas coisas.
Como fã de Saramago e do documentário "José e Pilar", do realizador Miguel Gonçalves Mendes, era inevitável a leitura deste livro. No fundo, conforme o próprio livro indica, estas são conversas inéditas, entrevistas que o realizador fez a José Saramago e a Pilar del Rio e que não foram utilizadas no documentário. No fundo, é um segundo documentário, onde literalmente se escreve (e descreve) o que foi dito nas entrevistas, abordando temáticas interessantes como a morte, a vida, a criação literária ou detalhes da vida de ambos (sempre quis saber o que se passou no Diário de Notícias quando Saramago era vice-director... e finalmente percebi!).
No fundo, é um livro belo porque dá para perceber bem a diferença de ideias e personalidade entre Pilar e José, bem como todo esse contraste os complementa. No sentido literário, é apenas uma transcrição de entrevistas, mas para quem está interessado em conhecer melhor as duas figuras ou quem já gosta do autor (ou do documentário), é um excelente complemento.
Depois do filme o livro, e a certeza que gostaria de ter tido a oportunidade de uma conversa com Saramago. “Há um soneto do Camões exatamente sobre o amor e que começa “Amor é fogo que arde sem se ver” e vai por aí fora dizendo, tentando dizer, o que é o amor e concluindo que não se sabe o que é o amor. O amor é um sentimento, evidentemente. Mas as pessoas podem dizer “Mas os sentimentos podem ser explicado, analisados por palavras”. Sim, mas há sempre qualquer coisa que escapa, e isso é exatamente aquilo que escapa, aquilo que é indizível, aquilo que pertence à categoria do inefável, aquilo que não se pode expressar por palavras, é aí, é aí que está o amor.”
I could not love Saramago more and his love for strong Pilar was beautiful. Gsve four stars because the documentary is way better and the author made it a bit too much about him.