Devo admitir que, em primeiro momento, estava bastante desacreditado em relação à qualidade da obra, pensei que seria uma obra curta genérica acerca da história do pensamento dialético enquanto método de pesquisa (grande equívoco), pois Konder consegue em menos de 100 páginas situar o leitor à origem do pensamento com Heráclito, aos declínios e deturpações que a dialética sofreu desde a Grécia antiga à Kant e aos seus mais influentes pensadores, Hegel e Marx. Importante ressaltar que, devido ao posicionamento político do autor se da uma atenção maior ao caráter materialista, o que não impede de criticar pensadores vulgares desta corrente, além de sempre criticar a concepção idealista da dialética e à metafísica com o rigor teórico necessário.
Ressalto que, essa não é uma obra completa para os mais entusiastas no assunto, mas serve muito bem para se ter uma base solida para futuros textos mais complexos.
Defino como ponto auge da obra os capítulos finais, em que, percebe-se a paixão do autor acerca do método materialista dialético, sempre reforçando a necessidade da critica e autocritica dos revolucionários, e sua vontade de criticar aqueles que sujam o nome dessa doutrina.