A trajetória da dialética - de sua origem, na Grécia antiga, quando era a arte do diálogo e da discussão, até hoje. Um modo de pensar que, ao privilegiar as contradições da realidade, permite que o sujeito se compreenda como agente e colaborador do processo de transformação constante através do qual todas as coisas existem. Heráclito, Diderot, Rousseau, Hegel, Marx, Lukács, Gramsci e Walter Benjamin são alguns dos pensadores que você vai encontrar neste livro.
Devo admitir que, em primeiro momento, estava bastante desacreditado em relação à qualidade da obra, pensei que seria uma obra curta genérica acerca da história do pensamento dialético enquanto método de pesquisa (grande equívoco), pois Konder consegue em menos de 100 páginas situar o leitor à origem do pensamento com Heráclito, aos declínios e deturpações que a dialética sofreu desde a Grécia antiga à Kant e aos seus mais influentes pensadores, Hegel e Marx. Importante ressaltar que, devido ao posicionamento político do autor se da uma atenção maior ao caráter materialista, o que não impede de criticar pensadores vulgares desta corrente, além de sempre criticar a concepção idealista da dialética e à metafísica com o rigor teórico necessário.
Ressalto que, essa não é uma obra completa para os mais entusiastas no assunto, mas serve muito bem para se ter uma base solida para futuros textos mais complexos.
Defino como ponto auge da obra os capítulos finais, em que, percebe-se a paixão do autor acerca do método materialista dialético, sempre reforçando a necessidade da critica e autocritica dos revolucionários, e sua vontade de criticar aqueles que sujam o nome dessa doutrina.
Um tanto deficiente em Hegel, fortemente crítico ao Stalinismo e excelente em sua exposição e provocação sobre o marxismo, esse curtíssimo livro é possivelmente o livro mais didático pra explicar o básico do que é a dialética.
Adorei a leitura, em especial porque nunca tive um contato com o conceito de dialética. Arrependo-me de não ter aproveitado as aulas de introdução à sociologia e filosofia na faculdade. Mas, enfim, este tipo de leitura é ótimo porque resume da maneira mais palpável possível um método (dialética) e a sua evolução ao longo do tempo, passando pelas contribuições de diferentes intelectuais para a sua constante modificação. Aliás, fiquei muito interessado nesta coleção “primeiros passos”, descobri que existem mais de 300 livros publicados neste estilo. Pena que na biblioteca da minha escola só tem alguns... São ideais para quem quer ter acesso a determinado conteúdo de maneira mais rápida e simples, podendo buscar assim se aprofundar posteriormente em outras leituras mais densas. Trecho de destaque: “Os dragões semeados pela dialética vão assustar muita gente pelo mundo afora, talvez causem tumulto, mas não são baderneiros inconsequentes; a presença deles na consciência das pessoas é necessária para que não seja esquecida a essência do pensamento dialético, enunciada por Marx na décima primeira tese sobre Feuerbach: “Os filósofos têm se limitado a interpretar o mundo; trata-se, no entanto, de transformá-lo.””
Curto e extremamente didático, O que é a dialética é uma introdução acessível ao tema da dialética marxista. Sofre de alguns desvios típicos de sua época, além de limitações inerentes ao formato da coleção, o que está longe de ser um problema para um texto de primeiro contato. Contudo, a ausência de indicações de outras obras que sirvam ao aprofundamento do estudo do tema é o principal problema do livreto enquanto uma introdução.
os conceitos aqui foram bem explorados,as ideias bem passadas e o livro como um todo se apresenta com uma boa pegada apesar de que o mesmo pode apresentar (Obviamente uma visão diferente da do leitor) o mesmo se apresenta uma obra e é interessante,mas nada demais Nota:7/10 (Sim B9,essa obra não foi uma das melhores que li até hoje)
relendo! é bom. apesar de ter algumas críticas, considero uma ótima introdução. exige do leitor pesquisas extras para aprofundar algumas questões tratadas superficialmente no livro, pois é bem introdutório.
"A dialética, como lógica viva da ação, não pode aparecer a uma razão contemplativa. (...) No curso da ação, o indivíduo descobre a dialética como transparência racional enquanto ele a faz, e como necessidade absoluta enquanto ela lhe escapa, quer dizer, simplesmente, enquanto os outros a fazem." -- Jean-Paul Sartre, Crítica da Razão Dialética.
Leitura extremamente necessária para quem de fato quer entender o conceito dialético itinerário que se houve ao longo dos séculos. Em cada época e para cada filósofo, a dialética se deu de forma diferente. Haja ela como a arte de debater e do diálogo ou a forma como se dá por sistema de concepção de mundo (materialismo histórico-dialético)
Considerando que o livro foi reeditado mais de 3o vezes sem, aparentemente, nenhuma modificação significativa, deixa a deseja pois, bem entrada no século 21, a obra, apesar de percorrer pontos históricos fundamentais da dialética, parece bastante desatualizada.