Alexandra Lucas Coelho viveu a Revolução do Egipto no Cairo. Esteve na Praça Tharir, dormiu na Praça Tharir e foi da Praça Tharir que viu Hosni Mubarak cair do poder e todo um país celebrar em êxtase. Falou e conviveu com muitas pessoas, com todo o tipo de pessoas que fizeram a revolução, assistindo, em directo e sem filtros, ao ímpeto revolucionário. Tahrir! Os Dias da Revolução é um relato totalmente inédito, comovente, por vezes avassalador. A autora de Caderno Afegão e Viva México partilha com os leitores o seu diário pessoal dos loucos dias de Fevereiro de 2011 que mudaram o destino de todo o mundo árabe.
ALEXANDRA LUCAS COELHO nasceu em Dezembro de 1967. Estudou teatro no I.F.I.C.T. e licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou dez anos na rádio continuando ainda hoje a colaborar com a RDP. Desde 1998 é jornalista no Público. A partir de 2001 viajou várias vezes pelo Médio Oriente / Ásia Central e esteve seis meses em Jerusalém como correspondente. Foram-lhe atribuídos prémios de reportagem do Clube Português de Imprensa, Casa da Imprensa e o Grande Prémio Gazeta 2005. Mantém o blogue Atlântico-Sul, onde publica as suas crónicas que escreve para o Público.
Em 2007 publicou «Oriente Próximo» (Relógio D’Água), narrativas jornalísticas entre israelitas e palestinianos. Publicou mais quatro livros de reportagem-crónica-viagem: «Caderno Afegão» (2009), «Viva México» (2010), «Tahrir» (2011) e «Vai, Brasil» (2013). Em 2012 escreveu o seu primeiro romance, «E a Noite Roda», vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela APE 2012. Publicou, recentemente, «O Meu Amante de Domingo» (2014).
Que belo relato. Regressei a Tahrir sem nunca lá ter estado, senti-me um pouco parte da revolução, da esperança, da união. Revi amigos que nunca conheci. Fiquei com vontade de os conhecer melhor, de explorar melhor tudo o que sentiram, toda aquela coragem, toda aquela bolha da revolução. Ou acabou cedo demais, ou o relato ficou aquém?
O certo é que parte do extraordinário deste momento da história árabe passou para estas páginas, e é impossível ficar indiferente. Que houvesse um pouco mais do humanismo de 2011 em 2024.
100 páginas que resumem, com testemunhos locais, o sentimento coletivo vivido nos 18 dias de revolução no Egipto: “É o puro momento da revolução: honra os mortos e une os vivos.” (P.82)
Fantástico! Um livro fácil de ler mas super interessante. Gostei do facto da autora ter entrevistado e falado com muitos egípcios. O livro dá-nos uma ideia do que é que os locais viveram, sentiram e pensaram durante aquela revolução.
Um bom relato dos dias da revolta que ocorreu em 2011. Infelizmente é um pouco limitado em termos de visão, mas mesmo assim das poucas vozes do jornalismo que vale a pena ouvir.
a despretensão de um diário a registrar os afetos, utopias e esperanças vivas na intimidade de uma multidão em coexistência. A união dos Egípcios na praça Tahrir não se confunde com aquela que se manifesta em brados uníssonos e coreografias ordenadas, mas se apresenta na confusão de corpos e desejos, diferentes entre si, capazes de muitas formas de se aproximar, de se irmanar... Igualmente distante de seu passado e de seu futuro, essa multidão heterogênea comprime seu presente como os corpos na praça, os desejos de liberdade e dignidade, um bloco maciço de mudança. Um registro simples e efetivo de uns poucos dias onde o impossível esteve entre os egípcios, circulando anônimo pela praça.
Sometimes you end up in the right place at the right time. That's the feeling I got from Alexandra Coelho's description of what happened in the Tahrir plaza in Cairo. I enjoyed it because it's a well-written tale of a revolution. i also liked it because it was written by a portuguese female journalist. Unfortunately it is super short and for me it lacked context and follow-up.
Um testemunho genuinamente emocionante. A Alexandra leva-nos até ao coração da revolução e até ao coração de alguns dos seus intervenientes. Alexandra Lucas Coelho