Carlos e Nicole conheceram-se nas ruas de Paris. As tropas alemãs avançavam em passo forte e determinado, mas todos acreditavam que a capital francesa estava a salvo da loucura de Adolf Hitler. Enganavam-se. Em poucas semanas, as tropas nazis estavam às portas de Paris e milhares de refugiados procuravam salvação. Nicole encontrou-a em Bordéus pelas mãos do embaixador Aristides de Sousa Mendes que lhe entregou um visto para chegar até Portugal, onde finalmente cairia nos braços do seu amado. Longe da guerra, longe do perigo, longe do estigma de ser judia, seria finalmente feliz. Mas há preconceitos que são difíceis de quebrar e mais uma vez os dois amantes são obrigados a seguir caminhos diferentes. Carlos fica em Lisboa, entre os negócios do pai, um homem influente na sociedade salazarista e a doença da mãe. Nicole parte para Londres, uma cidade que vive dias dramáticos sob a ameaça de ser bombardeada pela aviação alemã. Participa no esforço de guerra da melhor forma que sabe, vestindo a farda de enfermeira, pondo em risco a sua vida para ajudar os outros. Na esperança de conseguir esquecer Carlos. Contudo no meio dos escombros da Segunda Guerra Mundial há um amor capaz de resistir a tudo.
Júlio Magalhães é o director de informação da TVI.
Nascido no Porto a 7 de Fevereiro de 1963, foi para Angola com sete meses, tendo vivido um ano em Luanda e doze em Sá da Bandeira (Lubango). Em 1975 regressou para Portugal, mais precisamente, para a cidade do Porto.
Aos dezasseis anos, iniciou a sua carreira como colaborador de O Comércio do Porto na área do desporto. Dois anos mais tarde integrava os quadros do mesmo jornal. Trabalhou ainda no jornal Europeu, no semanário O Liberal, na Rádio Nova e, em 1990, estreou-se na RTP onde, para além de jornalista e repórter, apresentou o programa da manhã e o Jornal da Tarde.
"Por Ti, Resistirei" foi o primeiro livro que li de Júlio Magalhães, conhecido jornalista da TVI.
Infelizmente, não foi um começo muito agradável, acabando por classificar esta estreia apenas com 2 estrelinhas e meia...
Achei a estória interessante, mas pouco profunda e pouco desenvolvida... O que mais me desagradou foi a escrita... Para um jornalista, estava à espera de algo mais elaborado, algo melhor... E não foi isso que encontrei... Havia muitas repetições das mesmas palavras ao longo da mesma página, parágrafo, até mesmo ao longo da mesma frase e se, por ventura, encontrava uma expressão interessante, rapidamente mudava de opinião ao ver o autor recorrer-se dela constantemente... Por exemplo, a expressão "falavam de tudo e de nada" adequava-se perfeitamente a um certo momento da narrativa, mas rapidamente a reencontrava noutras passagens: "corria por tudo e por nada"; "amavam-se por tudo e por nada"; "sonhava com tudo e com nada"; "queria tudo e não queria nada", banalizando a expressão que inicialmente até achara original... Enfim, converteu-se num livro monótono, banal e maçador, cuja leitura se prolongou por mais tempo que o necessário... :s
Uma agradável surpresa, um livro com uma história e escrita muito simples. 3 Estrelas "Gordinhas" porque não tem "enredo suficiente" para as 4 Estrelas (em comparação a outros do género), mas ainda assim é uma leitura muito prazerosa.
O mais recente livro do escritor e jornalista Júlio Magalhães, "Por ti Resistirei", narra a história de amor de Carlos, um jovem português oriundo de boas famílias, e Nicole, uma judia francesa, orfã e a viver em Paris, durante a Segunda Guerra Mundial. Quando Carlos foi obrigado a deixar Nicole em França, e regressar a Portugal para visitar a sua mãe que se encontrava doente, estava longe de imaginar a reviravolta que a sua vida iria sofrer. Por causa do ataque dos alemães à França, mas sobretudo pela maldade do pai de Carlos em querer afastá-lo de Nicole, as personagens principais vêem-se a par com várias dificuldades e provações para se reencontrarem. Depois do sucesso dos seus livros, como "Os Retornados", "Um Amor em Tempos de Guerra" e "Longe do Meu Coração", todos eles bestsellers, eram elevadas as expectativas nesta leitura. No entanto, fiquei um pouco desapontada e deparei-me com um livro menos atractivo do que esperava. Para além de ser mais um livro onde a acção se passa em cenários de guerra, que torna o livro um pouco "mais do mesmo", a atenção do autor sobre as personagens principais e até sobre a Segunda Guerra Mundial, um tema que teria pano para mangas, não foi, no meu ponto de vista, explorada da melhor forma. O autor deveria ter dado, por exemplo, maior ênfase ao casal, fornecendo mais informações pois o pouco que sabemos, é sobre o amor que os une. Não deixa de ser, no entanto, uma leitura agradável, escrita de forma simples e acessível, com pequenos capítulos terminando sempre em grande suspense para dar ao leitor maior vontade de continuar rapidamente a sua leitura. Mas no final, fiquei com aquela sensação de faltar algo...
Já tinha este livro na fila para ler há algum tempo e há uns tempos atrás peguei nele mas foi logo a seguir a ler dois livros com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo e achei que um terceiro de seguida era abusar da sorte, por isso guardei durante mais algum tempo e li-o agora. Gostei imenso da escrita do autor, da forma de contar a história e entrelaçar as personagens sem esticar demasiado a corda. É um livro com acção contínua e capítulos breves que nos impulsiona a ler mais e mais e a saber o que acontece depois. Para além disto tudo gostei das descrições concisas e breves que me fizeram sonhar sobre ver os sítios onde as personagens estão ou imaginar que eu própria estou a ouvir uma Amália Rodrigues ainda nova num restaurante do Bairro Alto. Tudo isto e mais eu senti e imaginei à medida que ia lendo... acho que fiquei fã do autor e com vontade de ler pelo menos mais três livros dele (aqueles cujas sinopses me "chamaram").
This is my very first contact with this Author and I enjoyed reading this historically inspired romance with a clear structure of short, clean chapters and endearing characters. Lisbon shines also - almost as if it were yet another character in the story - and the remembrance of Portuguese Ambassador Aristides Sousa Mendes in France who rescued and saved more that 2000 Jews from the Holocaust and then died in poverty because he was punished by Salazar makes this book special in my eyes.
Um romance passado durante a II Guerra Mundial e que quase se poderia chamar “ Amor em tempo de guerra” . Um romance leve, com uma escrita fácil como é apanágio do autor.
Confesso que aquando da edição do primeiro livro de Júlio Magalhães, “Os retornados”, não fiquei minimamente interessado na sua leitura. No entanto, e a conselho, li o seu segundo livro “Um amor em tempos de guerra”, e fiquei bastante surpreendido com a boa qualidade da narrativa. A história era boa, bem escrita e o contexto histórico bem situado e explicado.
Dessa forma foi com entusiasmo que há um ano li o seu terceiro título “Longe do meu coração” e, simplesmente, achei o livro mau. De qualidade inferior, uma narrativa apressada e quase vazia de conteúdo, confesso a minha admiração na altura face a tão fraco livro só compreensível, pensei eu na altura, face a um compromisso editorial assumido.
Ou seja, tendo como meio de comparação dois romances, dei o benefício da dúvida ao autor e foi até com algumas expectativas que empreendi a leitura deste novo romance “Por ti resistirei”.
O que expectativas eram essas?
Um livro semelhante, quanto à qualidade da narrativa, a “Um amor em tempos de guerra”, uma história interessante num contexto que muito tem por explorar.
Enfim…
Debalde!
Não posso dizer que foi uma grande decepção porque essa tive-a no ano passado, mas não é que este consegue ser pior do que o anterior?
Não vou aqui atormentar-me a mim próprio referindo a história, isso é algo que podem ler em dezenas de blogs e no site da editora, mas que posso dizer sobre tamanha pobreza?
Conteúdo Histórico… nickles, batatóides e o autor até assume (vi no youtube) que fez pesquisa.
Estrutura narrativa, enfim, capítulos curtíssimos que terminam sempre em suspense, ou tentam terminar, pois a partir de certa altura, ou seja quase de inicio, aquilo é tão enfadonho e sem interesse, que tem tanto de suspense como qualquer episódio do Noddy.
Eu até percebo a ideia do autor, mas ele falha redondamente e porquê?
Porque, a meu ver, tenta construir uma história de amor entre um português e uma judia francesa. No entanto as bases são muito fracas e muito mal explicadas, omitidas até, pois há situações tão ingénuas que tornam os diálogos e o trama verdadeiramente inverosímil.
O contexto é excelente e considero ter o autor um enorme manancial que podia explorar (2ª Guerra Mundial. Perseguição aos Judeus. Trabalho de Aristides de Sousa Mendes. Os interesses do Estado Português. O circulo de espionagem em Lisboa, etc, etc. Tantos), no entanto nada disto é explorado. No máximo aflorado, pois a história centra-se de uma forma muito intensa e exclusiva entre os dois principais protagonistas e tudo o resto é secundário. Já percebi que é o estilo do autor, pois faz o mesmo no romance anterior, mas a mim não me cativa, aborrece-me, irrita-me.
Este é pois um mau romance. Cheio de situações que nunca convencem, de diálogos bacocos, sem gás, sem interesse, que facilmente nos permite longos bocejos tal a fragilidade de todo o enredo e das situações criadas para descrever uma mera e inverosímil história de amor.
Nota final para a capa. Nunca dou grande importância a capas, mas penso que as mesmas devem ser o mais precisas possível quanto ao conteúdo. Neste caso a capa mostra um soldado britânico e uma jovem senhorita. Que erro, pois o mister em questão não é soldado, nem sequer britânico.
Segundo o autor, Por ti, Resistirei, é um romance baseado em factos verídicos e que ao fazer a pesquisa para o seu novo livro descobriu que havia muitos portugueses a apoiar a Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Inclusive, houve muitos a irem trabalhar para a Alemanha e a assinarem revistas alemãs e mesmo pró-nazis, embora desconhecessem muitas das atrocidades nazis.
Júlio Magalhães coloca mesmo uma das personagens, um médico, tio da personagem principal, a voluntariar-se num hospital alemão, sendo o próprio pai, Alfredo Magalhães, um apoiante nazi, embora mais pelo interesse económico que daí poderia advir para a sua empresa do que propriamente pela ideologia de Hitler.
Há claramente neste livro um conflito de gerações, conflito de ideias, antes de haver propriamente, racismo por parte da família de Carlos. Em suma, Carlos tem um pai que não o compreende. Um pai autoritário, cujo diálogo é escasso. Alfredo Magalhães sonha casar o filho com a filha de um banqueiro com quem tem boas relações e não vê com bons olhos a relação do filho com uma judia que o filho conheceu em França aquando dos seus estudo em belas-artes na cidade-luz. Por isso mesmo, usa todos os meios ao seu alcance, e de todas as influências que havia na altura, para afastá-los.
Nicole, assim se chama a jovem judia acaba por ter de sair de Lisboa (havia conseguido partir de França com a ajuda do Cônsul em Bordéus Aristides de Sousa Mendes) e parte para Inglaterra, mas Carlos está sempre com ela no coração e nem a doença da sua mãe, Alzheimer, ainda pouco falada em Portugal e diagnosticada por um médico a confirmada pelo Nobel Egas Moniz, faz com que este ceda ao desejo do casal de influentes empresários em casar com Maria Eugénia.
Um romance bastante leve sobre a Segunda Guerra Mundial que não aprofunda em nada o tema, mas que é perfeitamente aceitável para uma leitura de Verão.
Um romance passado durante a II Guerra Mundial e que quase se poderia chamar “ Amor em tempo de guerra” . Um romance leve, com uma escrita fácil como é apanágio do autor.
"Por Ti, Resistirei", do jornalista Júlio Magalhães, conta a história de amor de Carlos, jovem de Cascais pertencente à alta sociedade, e Nicole, uma judia francesa, estudante de enfermagem, a viver em Paris, onde os dois se conhecem, num contexto sócio-económico difícil que engloba o período da Segunda Guerra Mundial. Carlos precisa de voltar a Portugal por uns tempos devido à doença da sua mãe (e pressão do seu pai, com quem nunca se deu bem) e deixa Nicole em Paris. No entretanto as tropas de Hitler começam a avançar Europa fora e Nicole parte para Bordéus para pedir ao Cônsul português, Aristides de Sousa Mendes, um visto para entrar em Portugal. Nicole consegue chegar a Portugal e encontrar Carlos. Quando o pai de Carlos se apercebe da situação de Carlos e de Nicole depressa recorre aos seus conhecimentos e influências para os separar, o que acaba por conseguir de certa forma, fazendo com que os dois apaixonados se afastem. A história é baseada em factos reais mas deixa aquela sensação de que muito ficou por dizer, muito ficou por contar e por explorar. No entanto, é uma leitura agradável, simples e fácil que facilmente nos faz querer avançar nos capítulos.
História de amor durante a Segunda Guerra Mundial? Bem, parece ter potencial para me agradar! A verdade é que fiquei um pouco desapontado com o tratamento dado à situação que até prometia. O autor fez uma pesquisa apressada e pouco rigorosa ao tema e cometeu calinadas que até me deram a volta ao estômago, como por exemplo chamar Primeira Guerra Mundial à Guerra de 1914-18 em 1940, passo a explicar, em 1940 a guerra ainda não era chamada de mundial porque ainda não tinha atingido tal a escala, como tal a Primeira Guerra Mundial era apenas a Grande Guerra Mundial. Parte da pontuação deve-se ao furar-me as expectativas em relação ao background histórico. A outra parte deve-se à mania de cortar o suspense ao invés de o explorar e aumentar, dando a sensação que está a dar paninhos quentes ao leitor. Fora isso, gostei da história, é intensa e bonita. Para quem não é aficionado em história e não gosta que um livro lhe puxe pelos nervos, é uma boa leitura.
Nunca tinha lido nada deste autor, mas gostei sinceramente do que li. É um romance bonito, sem recorrer a cenas eróticas ou sensuais, uma escrita fácil, muito leve... é o que eu chamo de "livro de fim de semana", pois lê-se facilmente em dois dias.
Conta a história de dois jovens apaixonados, dos seus encontros e desencontros no cenário da Segunda Guerra Mundial, dos ataques das tropas de Hitler, dos preconceitos contra os judeus... mas tudo isto contado de uma forma ligeira, sem sem preciso usar "imagens" excessivamente violentas e/ou sangrentas. Confesso que fiquei curiosa em ler mais alguma coisa deste autor, ainda para mais que tem a benesse de ser um autor português. O que é nacional é bom!!!
Páginas de fácil leitura, que deslizam a cada minuto que passa como um rio que corre, não se sabendo se para a desgraça ou para a felicidade. O fim poderia ter sido mau, mas foi, de alguma forma, bom e previsível. Os ingredientes de suspense estavam presentes e deliciam o leitor com a pergunta constante "E agora?". Gostei de revisitar Lisboa e Paris através dos olhos das personagens. Retrataram com fidelidade estas duas cidades maravilhosas, cada uma à sua maneira. O que mais me tocou: o sofrimento trazido pela 2ª Guerra Mundial: o desespero das pessoas, o leite que era fonte de luta entre duas mães que queriam alimentar os seus bebés, enfim, o cenário de uma guerra que dizimou milhões de pessoas indefesas... Vale a pena ler.
Achei o romance muito apressado, quase instantâneo, pelo que não consegui "fazer figas" pela final feliz do casal. Consegui torcer mais pela relação de amizade entre Carlos e Maria Eugénia, pois gostei da dinâmica entre as personagens. No entanto, e apesar de alguns capítulos terem sido algo repetitivos, a maioria também me prendeu ao cenário de guerra envolvente.
Gostei, mas haveria muito mais pra dizer sobre este assunto, sei que muito já foi escrito, mas poderia ser abordado de diferentes perspetivas, ficou aquém das minhas expetativas.