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A Alma Imoral

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Reconstruindo os significados de 'corpo' e 'alma', Nilton Bonder contrapoe o conceito de alma imoral do texto biblico ao animal moral da psicologia evolucionista. O corpo que preserva e a alma que trai sao responsaveis pelo mais importante processo da vida - a reproducao. A intencao do autor e transportar o leitor para um campo de batalha milenar onde o traido troca de lugar com o traidor, o santo com o marginal, o corpo com a alma.

136 pages, Paperback

First published January 1, 1998

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About the author

Nilton Bonder

48 books29 followers

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5 stars
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126 (30%)
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2 stars
23 (5%)
1 star
9 (2%)
Displaying 1 - 30 of 40 reviews
Profile Image for Wanessa.
96 reviews12 followers
October 10, 2011
Nenhum lugar pode ser amplo pra sempre. Todo lugar em que o home cresceu e se desenvolveu um dia se torna estreito. Nao esquecer que todo lugar que se torna estreito um dia não foi.


O povo marcha e Deus, comovido com a confiança nele, abre as águas. A água só se abre quando está no nariz. O futuro existe se vc marchar. A alma guiará o caminho seco por meio do molhado.


O poder real está naquele que através da esperança humana é capaz de iluminar a escuridão.


SAI ! ROMPE ! TRAI


O drama de transformar o mundano em sagrado.


Aquele que pensa que enxerga na verdade não vê. Mas aquele que sabe que não vê de alguma forma já está enxergando.


EXISTEM CERTEZAS ANTERIORES A RAZÃO.


Deus nunca está de forma definitiva em nenhuma moral. A capacidade humana de legitimar os interesses da alma.


A TENSÃO NAO É UMA MEDIDA DE IGUALDADE, MAS DE RELAÇÃO.


O ROMPIMENTO FAZ PARTE DA TRADIÇÃO.


O nosso ser é um ser em transformação.


Haverá pior solidão que a ausência de si.


Aquele que não faz uso de todo o potencial da sua vida de alguma maneira diminui o potencial de transformar os demais. (parábola do rico que come apenas o pão e por isso acaba achando que os outros podem viver de pedra)


E QUANDO O CERTO É O ERRADO?


Não se pode ensinar a uma criança a desobediência. Até porque isso ela já sabe.


O momento da saída de um filho de casa é quando ela se expande.


A alma e o corpo tem interesses opostos. Mas quando estabelecidos em profunda dependência snao capazes das maiores realizações.


A VERDADE ABSOLUTA É INSUPORTÁVEL A VIDA.


Toda lei só é legítima se se encerrar o interesse de bastar a si mesma.


Há quem tem por destino obedecer. E há quem tem por destino desobedecer.


Às vezes nossas perguntas são tão intensas que precisamos encontrar respostas onde quer que elas estejam.


O SILÊNCIO DO PAI


A lei de que toda criança nascida de útero de mãe judia é judeu apareceu em um momento onde a região estava sendo invadida, as mulheres estupradas e os homens mortos, e não podiam deixar que um povo todo se extinguisse. Naquele momento Deus seria o pai de todo.


“A evolução da espécie está no silêncio do pai que ergue a faca para matar um filho por ordem divina e a detém. Um silêncio que cada homem e cada mulher conhece em sua vida pessoal e coletiva. Um silêncio desafiador, que responde a um impulso interno de sagrada desobediência, uma desobediência que o homem sonha em integrar à paz, à paz que não se fará no estabelecimento de um mundo ideal para um corpo imutável, não se fará através do clone, mas através do mutante, porque o nosso ser é um ser em transformação, tem alma e não é uma alma boazinha como nos fizeram acreditar, mas uma alma profundamente imoral e isso não tem nada de satânico. É que transformaram Satã num espantalho que nos afasta das mudanças. Satã é tudo aquilo que nos embota os sentidos e que nos embota a consciência – é que é mais fácil e conveniente apresentar Satã como um possível resultado do risco do que o apresentar também como o pesadelo da acomodação. Se os que mudam radicalmente de emprego, se os que refazem relações amorosas, se os que perdem medos, se os que rompem, se os que traem, se os que abandonam os vícios experimentam a solidão é possível que essa solidão seja quebrada no encontro com outros que conheçam essas experiências. Haverá pior solidão do que a ausência de si?”


O herói do corpo é aquele que surpreende os outros e os seduz. Seus poderes são fazer uso do passado e de suas mágicas. O que já foi feito, dito, visto, falado e escutado passa a ser o instrumento para surpreender os outros. Já o herói da alma é aquele que surpreende a si mesmo e seus poderes são o que ainda não foi feito, dito, visto, falado ou escutado. O futuro e a possibilidade de não-convencionalidade são o instrumento de poder desse herói. Trair a nós mesmos e nos surpreender conosco é algo de grande força. Enquanto o corpo se deleita com as conquistas de sedução, a alma o faz nas conquistas do assombramento pela surpresa.


O PROFUNDO ATO DE CONFIANÇA EM SI E NO PROCESSO DA VIDA


ACHAR-SE É CONSTRUIR IDENTIDDES E DESFAZER-SE DELAS


Busque o "bem", e o que dessa margem do mar parecia acarretar o "mal" se desfará no próprio processo de fazer o bem.


Mas a constante redefiniçano do que é "correto" e do que é "bom" não permite que os contratos tenham vida longa a não ser que sejam constantemente redefinidos.
"Eles fizeram um acordo e assumiram um compromisso, mas não se tornaram um, e eles permaneceram 'dois'.


Aquele que não faz uso de todo o potencial da vida, de alguma maneira diminui o potencial de todos os demais.


A nova tarefa que estende a existencia e gera uma sobrevida é a capacidade de reorientar-se na vida. Dar a volta e encontrar novas tarefas, novos "bons", ee receber nova força vital. É atrav´´s da alma que essas novas tarefas se fazem conhecidas. Quem tem coragem de bancá-las não conhece a depressnao.


Vi a peça em 04/09, útimo dia no teatro Cultura Artistica, Adaptação de Clarice Niskier para o livro.
EMOCIONANTE
Profile Image for Bárbara Bufrem.
3 reviews2 followers
July 1, 2009
Um dos melhores livros que já li!
Ele traz conceitos profundos da psicanálise em uma linguagem não-psicanalítica, onde o id é a alma e o superego é o corpo. Mostra que o fundamental para o ser humano é viver negociando entre o "bom" e o "correto" para que a alma ("o bom") possa transgredir e nos levar à evolução respeitando os limites do corpo ("o correto").

O livro também traz uma leitura muito lúcida sobre importantes transgressões bíblicas - completamente diferente da leitura católica tradicional e moralista.

Difícil falar em poucas linhas sobre esse livro tão FANTÁSTICO! Mas pra mim isso é o que fica dele. Vale saborear cada linha do livro todo mais de uma vez.
Profile Image for Pierre.
52 reviews2 followers
September 30, 2024
Para tratar daquilo que ele entende por "alma", o Rabino Nilton Bonder vai buscar na Bíblia histórias de personagens em conflito entre Transgressão e Preservação. Ou entre Evolução e Reprodução. Ou, finalmente, para ficar na terminologia da obra, entre "Alma Imoral" e "Corpo Moral".

Os relatos bíblicos, analisados sobre essa ótica, se transformam em ferramentas para análise da nossa própria vida interior, onde estas mesmas forças também estão em permamente disputa.

Iniciando com Adão, que come o fruto da Árvore da Vida em desobediência a Deus, e em seguida Abraão, que abandona a casa dos pais para viver numa nova terra, Nilton Bonder ressignifica as histórias bíblicas e nos leva a refletir sobre o papel da Transgressão na evolução da nossa própria espécie.

Uma obra curta que pode demandar releitura, pela densidade de informações e idéias. Indicada para interessados em psicologia com uma perspectiva aberta, onde se admite - por exemplo - uma leitura bíblica como chave de interpretação para nosso próprio mundo interior.
Profile Image for Thatiane Corbellini.
61 reviews
October 17, 2022
Um livro que me encontrou no momento certo para compreender sua mensagem. Os conceitos são claros e conseguem traduzir questões essenciais para a complexa tarefa de buscar, de forma honesta, a essência do que nos torna humanos. As parábolas e anedotas ilustram de forma simples e direta, adicionando ainda mais cor e profundidade à compreensão. Um dos melhores livros que já li. Tive que ir ver o monólogo inspirado pela obra assim que terminei a leitura e saí igualmente arrebatada pela atuação poderosa de Clarice Niskier, recomendo fortemente aos que gostaram do livro.
Profile Image for Carolina.
83 reviews20 followers
June 4, 2018
Leitura difícil. As metáforas religiosas não me tocam muito. O argumento da relação entre tradição e traição é bem interessante, mas poderia ser mais bem desenvolvida no livro.
Profile Image for Simone Gonçalves.
61 reviews
September 3, 2024
Li depois de ver a peça. Preferi a peça.
Gostei muito da questão que está ligada ao potencial transgressor de ser humano.
Vale a ida ao teatro
2 reviews
September 16, 2024
Livro contém ideias e conceitos muito interessantes mas a escrita é confusa. Precisa muita tlatebcao e ler algumas vezes.
Profile Image for Andrea Wirkus.
74 reviews2 followers
July 20, 2021
esse livro inteiro é um convite à transgressão a partir do momento em que subverte o conceito de alma e, por conseguinte, de sagrado a que fomos acostumados pelo cristianismo.

mais fascinante e igualmente desesperador na narrativa é notar que mulheres são grandes articuladoras de movimentos-de-traição-que-selam-novas-tradições, porque seus corpos permitem a continuidade da espécie humana (e acho que isso gera toda uma discussão da qual o livro naturalmente não dá conta).

anyway, recomendo muitíssimo a leitura, mas queria deixar aqui uma fala da socióloga Sheila Jeffreys com a qual me deparei enquanto lia A Alma Imoral. acho que ela complementa e, ao mesmo tempo, oferece uma crítica ao tema.

"a transgressão é um deleite dos poderosos, que podem se imaginar deliciosamente desobedientes. ela depende da manutenção da moral convencional. não haveria nada para ofender e a deliciosa desobediência desapareceria se uma mudança social séria acontecesse. os transgressores e os moralistas dependem mutuamente uns dos outros, em uma relação binária que derrota ao invés de permitir mudança. além disso, a transgressão depende da existência de subordinados sobre os quais a transgressão sexual pode ser dramatizada. não é uma estratégia viável para a dona de casa, a mulher prostituída ou para a criança violentada. estes são objetos de transgressão, não seus sujeitos".
15 reviews1 follower
January 6, 2019
Reading this book (first in English, then the original Portuguese version) was prompted by accepting an invitation to see the one-woman play production of this "book" on a trip to São Paulo and wanting to prepare a little as I had a sense I would benefit from some linguistic assistance. I put "book" in quotation marks because it almost seems the wrong word for this work. It's more like an idea, an angle, a piece of the light spectrum to shine on everything else.

It is fascinating, challenging, profound, brief yet endless and highly relevant for the times we find ourselves in today.
Profile Image for Daniel Cukier.
35 reviews14 followers
January 6, 2019
Esse é um daqueles livros que você demora 10 minutos para ler uma página, pois fica 2 minutos lendo e 8 pensando. Muito rico, cheio de insights. Um combo perfeito se você assistir o monólogo teatral de mesmo título. Assunto pra meses de reflexões.
Profile Image for Paula Faleiro.
20 reviews2 followers
November 15, 2024
In my mind this book is 5 stars but gave 4 because it’s a book that requires a lot of introspection to digest and understand. Honestly it’s one of the most profound books I’ve ever read - the insights are wise, timeless and VERY paradigm shifting - but to really enjoy it you need to be in a phase that you’re in an internal (and very humane) quest to understand this mysterious concept of the soul.

Quick context, the author is a progressive rabbi and the book draws on a series of Jewish parables with the goal of unraveling what makes us evolve as humans and as a civilization: our ability to transgress moral and tradition. I was raised Christian and always questioned the traditional Christian moral values, so this book gave me a new perspective on God. After it I saw that being interested and understanding more about other religions is actually healthy and good in the pursuit to live a more spiritual life.

My takeaways:
- not always what is considered right according to our religion and values is good. We need to recognize transgression as an evolutionary part of our soul, and that life is an opportunity to redefine ourselves in a quest to really find our true and best self
- to transgress we need to be comfortable with the discomfort of change. That change is one of the only ways to evolution. This may seem simple but to question and change requires a LOT of strength to stand “judgment” - from others and more importantly our own. He gives an example of Adam and Eve, that through disobedience - eating the forbidden fruit, presented to them by the serpent, feeling shame and understanding nakedness - give birth to humanity.
- judgment, shame, confusion are part of the process. We need to stand those in our evolutionary process and time always proves what’s right. Our soul knows. Nature shows it too through natural selection. In my own perspective the times I made really good changes were when I accepted in heart that I was confused and ashamed and everything in between in order to find myself.
- the worst betrayal we can commit is betraying ourselves - and this goes beyond tradition, “moral”, religion. We can’t find peace and happiness betraying ourselves (our soul, our nature).
- we need to question what is accepted as wrong. Wrong according to who or what? In the lights of what? Is it context dependable? I know that it’s impossible to question literally everything, because otherwise we don’t live and we don’t have enough share of mind to live, so I have some “universal” truths in my mind that potentially is the same under almost every possible lens. But I recognize that life truly is a BIG grey zone area, meaning that finding our “own” truths in this grey zone happens by questioning the tradition and the “right” that society and our upbringing presents to us.

My favorite quote:

“There is a view that knows how to discern right from wrong and wrong from right.
There is a view that sees when obedience means disrespect and disobedience represents respect.
There is a view that recognizes short long paths and long short paths.
There is a view that exposes, that does not hesitate to affirm that there are perverse fidelities and betrayals of great loyalty.
This view is that of the soul.”

>>try to read this every once in a while so I always remind myself of this concept of perverse fidelities

Interesting points:
1) The play based on the book performed in Brazil for 16 years, making it the longest-running play in the country.
Sadly it’s no longer running, so I feel really lucky to have had the chance to see the play 3 times before. If it ever runs again, my recommendation is to read the book before watching it, otherwise there’s a high chance that you’ll get lost in the reflections.
2) There’s also a movie (in English) based on the book that is available on YouTube. It’s not the same as reading the book or watching the play, but 1000% worth it because it gives more examples on how civilization’s evolution has relied and still depends on our ability to question and breakdown moral values and traditions that were once upheld.
Profile Image for Tucker.
Author 29 books225 followers
May 28, 2017
The use of 'body' and 'soul' is unusual for spiritual writing. Bonder doesn't refer to a dichotomy of material and immaterial essences but rather to that of the existing order and the new order. The new order does not cleanly separate from the existing order because it evolves from it. The existing order includes a moral code that promotes physical survival and self-sustains the way things are, while the new order is brought about by the act of the "soul" as traitor and imposes its own opinions about the way things ought to be or must be. From the perspective of the existing order, this revolution is a destruction and a loss.

”For the Bible, the human being — the state-of-the-art animal — is driven not only by physical needs but by also by the impulse to betray those needs. We embrace our body’s demands through a moral effort to clothe a naked body, an animal body — which simply means that this body’s purpose has been recognized. But we also embrace our transgressive, evolutionary dimension. For consciousness, this dimension is not moral but ‘immoral.’ It aims to err, to rebel, to betray. My main purpose in these pages is to explore this transgressive dimension of human nature, which I perceive as representing what we have come to call ‘soul.’ In contrast to the popular understanding of the term, soul is defined here as that component which is conscious of the need for evolution, that portion within us which is capable of breaking with norms and mores in order to attain a higher stage of development. The soul is therefore transgressive and ‘immoral’ by nature, for it does not validate the interests of morality.” (p. 6)


This describes an understanding of betrayal as an indispensable force for personal and social change. The book is from 2001 and the translation into English is by Diane Grosklaus. Suggested in combination with The Return of the Prodigal Son: A Story of Homecoming.
Profile Image for Ricardo Dirani.
6 reviews8 followers
September 13, 2021
My wife talked to me about this 1998 book a month ago, about how she had seen the play and then bought it, of how much she liked both but for the part in which she felt he failed to justify the Jewish refusal to convert to Christianity. She didn't remember the argument, but it was enough for me to get curious, to see what was Rabbi Bonder's solution. I knew about Bonder since the 90s, I might have read some of his "The Kabbalah of" books, but I wasn't really aware of his ideas apart from him being considered a progressive rabbi.

Well, today I've finished both the book and the documentary, which have a gap of over 20 years. The two barely connect. The book plays like a much more conceptual piece, while the documentary build on some key ideas of the book with stream of real life examples of Jews or people connected to the Jews embodying those key ideas.

I'm following it up with a reading of Fools, Frauds and Firebrands: Thinkers of the New Left by Roger Scruton. I believe I'll find echoes of Rabbi Nilton Bonder from Horkheimer's or other Frankfurt School members in Scruton's book.

The strategy, if I can summarize it, is to shake your moral and cognitive foundations to the core, using a barrage of contradictions, paradoxes and repetitions. In that first step, you're "emptying the glass" of your reader's previous assumptions. You make the reader see that anything can be true. And then you move on to the second step, in which you provide them with what you actually want them to think is true. The soul must transgress, Rabbi Bonder says. It must break all rules and move to a new world. This new world he'll finally show you in the 2019 documentary.
Profile Image for Rogerio Lopes.
826 reviews18 followers
February 26, 2022
Com pouco mais de 100 páginas esse pequeno livrinho extremamente complexo vira do avesso várias concepções que nós habituados a uma herança judaico-cristã estamos acostumados. Para começar o autor subverte nossa ideia de uma alma exterior ao corpo, pura e imaculada, ao contrário ele defende a alma como uma instância responsável pelo nosso instinto fundante de "transgredir", de "deixar a casa de nossos pais e ir em busca de outra terra". Partindo do mito do Éden (e como o autor sustenta o que interessa aqui é o seu valor profundamente simbólico e mítico de traduzir uma ideia), somos levados por meio de várias histórias bíblicas conhecidas a repensar esse curioso namoro entre alma e corpo. Essa tensão entre o nosso desejo de preservação da espécie e permanência versus a tentação constante de "transgredir" e se transformar. Não é uma leitura fácil, ainda que o autor não use uma linguagem complexa o que ele propõe aqui é complexo, é um livro que demanda releitura. Principalmente aos não iniciados no texto bíblico vale a pena em pontos da leitura ir atrás das histórias citadas para uma melhor compreensão do que o autor está construindo. Em tempos de leituras fundamentalistas e descoladas da realidade ler um texto que defende a suprema liberdade da "transgressão" e mutabilidade é um alento.
Profile Image for Rosângela.
120 reviews1 follower
May 9, 2019
O livro só tem 138 páginas. Mas, várias vezes, acreditava estar seguindo o raciocínio do autor e ao final do parágrafo a afirmação era totalmente diferente daquilo que pensava haver entendido. Correto e bom, tradição e traição, obediência e transgressão, conceitos que se chocam, se abraçam, se separam, são antagonistas e caminham lado a lado, flertam entre si continuamente. E o leitor é chacoalhado nas suas certezas, pontos de vista, concordâncias, discordâncias, dogmas e crenças.

Para mim um texto difícil, não pela linguagem, mas pela reflexão. É preciso ter o olhar do judeu - o autor é rabino - sem ter o comportamento judeu da tradição e muito menos o pensamento cristão da tradição? Ele questiona tradição x traição, correto x bom, corpo (o animal moral) x alma (imoral porque transgressiva). A transgressão que transforma o bom no novo correto, na nova tradição. Tudo isso com uma certa comparação entre Judaísmo e Cristianismo. Provavelmente requer leituras várias - da minha parte - para compreender mais claramente o ponto de vista do autor.
7 reviews
March 23, 2018
The book was a provocative work, causing the reader to think outside the box in terms of life. Most of us think that in order to progress in life, we must conform and comply. Rabbi Bonder argues that progress comes through betrayal.
Profile Image for victoria zanetti .
36 reviews
November 5, 2024
a peça é fenomenal, mas simplesmente não consegui me conectar com o livro, parece algo totalmente diferente, mais confuso e que as ideias não ligaram comigo. no entanto, na peça, a conexão estava lá. ansiosa para ver uma segunda vez.
Profile Image for Aline.
59 reviews4 followers
May 11, 2022
A peça é bem melhor que o livro. Mas como este inspirou a peça então tem-se algo interessante aqui.
Profile Image for Giulia Mascarenhas.
43 reviews
February 19, 2025
é sobre errar, e aprender errando. É mais, sobre tradição e traição, certo e bom. É sobre a nossa identidade. Profundo e bem escrito, gostei demais!
Profile Image for Eduarda Buarque.
33 reviews1 follower
April 28, 2025
muito bom, um pouco denso, mas traz ótimas reflexões entre a psicologia e a religião.
Profile Image for Eduardo Berlendis.
21 reviews3 followers
July 31, 2010
An surprisingly amazing small book by rabbi Nilson Bonder. This book has many characteristics of a classic in birth. It makes a Copernican Revolution inverting the dichotomy between soul, traditionally seen as the seat of purity, and body, traditionally seen as the source of temptation. The author argues that the inverse happens. The human body is, in essence, naked, destined to reproduction. To organize reproduction and collective action, dealing with the inherent nakedness, mankind created society, which presupposes the existence of a Moral. Thus the Moral exists for the body's sake; it's the body that is the actual centre for Moral. But the soul - understood in the Jewish tradition meaning - is, by nature, the challenger to any Moral of the Body and is thus Imoral. From this newly and dynamically formatted polarity the author then proceeds to show its biblical roots and its intriguing consequences for our lives, our time, society and future. I recommend this book for all my friends who are interested in the subject. I stop here because I have no sufficient words to praise this prodigious book - and its author.
Profile Image for Ju Melo.
19 reviews
June 26, 2018
Um dos livros mais difíceis (e bonitos!) que já li. Não entendia de primeira, relia. Eu acho que, bom, ele não é pra ser lido só com a cabeça. Tem uma boa dose de coração, transformação, inquietude. Até ouso dizer que ele não é adequado para qualquer momento da vida. Você lê, volta..., lê novamente … e, a cada vez, é uma nova experiência. A peça, interpretada por Clarice Niskier, é maravilhosa! Também pra ser vista e revista. Bom, é dele uma das passagens que mais amo. ;) Que isso! Obrigada, Bonder.
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“As águas do mar vermelho não se abriram para que o povo hebreu passasse. Um hebreu, que não sabia nadar, macha em direção à água e, quando a água atinge o nível do nariz, é que elas se abrem. Porque Deus, comovido com a confiança Nele depositada, então oferece passagem entre as águas do mar." Nilton Bonder
Profile Image for adri patamoma.
225 reviews7 followers
November 23, 2011
este livro é bem curtinho, mas super denso. difícil de ler. requer atenção e provoca muito pensar. livro pra refletir! o autor aborda a dicotomia humana através da religião, falando de psicologia através do cristianismo e do judaismo. ele mostra uma maneira nova de falar o que já sabemos, e apesar de eu adorar as explorações do ser (quem somos, por que somos, etc), não gostei muito da forma como ele expõe suas idéias -- ele poderia ter escrito sobre suas crenças de forma mais fácil e acessível, acho. de resto, a abordagem dele é interessante! me deixou pensando sobre as coisas todas...
Profile Image for Andre Piucci.
480 reviews28 followers
July 20, 2023
“Um corpo com moral cria um mundo de roupas que veste o nu. Mas o nu continua visível, mais talvez do que quando não era coberto com qualquer roupagem.(…) O ser humano é talvez a maior metáfora da própria evolução, cuja tarefa é transgredir algo estabelecido.
(…) A “alma”, diferente da definição popular, seria nada mais do que o componente consciente da necessidade de evolução, a parcela de nós capaz de romper com os padrões e com a moral. Sua natureza seria, portanto, transgressora e “imoral”, por não corroborar os interesses da moral”
Profile Image for Camilla.
4 reviews13 followers
May 10, 2015
" Há um lugar que sabe discernir o certo do errado e o errado do certo
Há uma olhar que enxerga quando a obediência significa desrespeito e
a desobediência representa respeito
Há um olhar que reconhece os curtos caminhos longos e os longos caminhos curtos
Há um olhar que desnuda, que não hesita em afirmar que existem fidelidades perversas
e traições de grande lealdade
Este olhar é o da ALMA"
Profile Image for Neli .
8 reviews5 followers
January 1, 2016
O fundamental para o ser humano é viver equilibrando o "bom" e o "correto" para que a alma ("o bom") possa transgredir e levar à evolução respeitando os limites do corpo ("o correto").

O livro também faz uma leitura diferenciada sobre importantes transgressões bíblicas. Diferente da leitura católica tradicional e moralista.
Profile Image for Renata Perina.
236 reviews3 followers
September 1, 2023
O livro é muito bom, mas a peça de teatral consegue ser ainda mais genial. É algo para ler e reler, o rabino Nilton Bonder é dessas pessoas especiais que nos faz refletir sobre as coisas mais simples da vida e nossos valores.
Displaying 1 - 30 of 40 reviews

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