Homens, mulheres, escravos, livres, libertos, nacionais e imigrantes. Trabalhadores no plural, na sua relação com a constante suspeição da polícia, ganhando o pão de cada dia, fazendo greve, samba e amor. Neste livro, tais personagens se tornam protagonistas de sua própria história, negociando, reivindicando direitos, reinterpretando e reelaborando em suas experiências coletivas um mundo imaginado por patrões e autoridades. Esta coletânea coloca em questão imagens simplificadas e antagônicas dos trabalhadores do Rio de Janeiro e de São Paulo durante o século XIX e o século XX, cidades tantas vezes reduzidas à presença negra daquele período, que revelam assim, tanto suas histórias singulares quanto um destino comum, que são retratadas por espaços urbanos segregados e forte desigualdade racial.