O autor mistura crítica e mitos, traçando sempre paralelos históricos, repetindo a própria impressão inúmeras vezes.
O texto é separado em uma contextualização histórica, e uma dúzia de cápitulos sobre as "deidades" celtas. Cada cápitulo além de fazer um apanhado de todas as informações sobre cada uma delas ainda inclui referências do que sobrou dos locais, hábitos, termos e festivais realizados para cada.
Muitos dos contos aparecem mais de uma vez, principalmente o do Rei Arthur, com o qual o paralelo é traçado de várias formas, nos mais diversos cápitulos.
Os melhores personagens são aqueles que aparecem uma única vez, e com histórias completas e não repetidas, como Maeve e Macha.
Sempre que alguma história afeta outra um breve resumo acontece. Levando a crer que talvez não seja o melhor formato
possível para o livro. Existe um fato com Ogma, Lugh e Dagda que por 3 vezes é citado e apenas quando o foco está sobre Dagda as informações são bem explicadas.
A caça por referências (muitas vezes são observações sobre Arthur e a soberania da Terra), o questionamento constante de como os ideais e principios celtas são mais feministas e ecológicos do que os de outras tribos que terminaram dominantes, os romanos.
Tentei imitar nesse review a redundância contida no livro, e os aspectos que não gostei tanto. Entretando, o conteúdo em si é muito interessante.