Este livro estava entre as leituras indicadas das estantes da Biblioteca da Universidade Federal de Santa Catarina. Resolvi pegar ele emprestado porque queria saber o que Jacques Aumont definia como cineasta para entender um pouco a teoria dos auteurs. Mas ele pouco fala sobre isso, dedicando apenas uma seção para esta definição. O livro todo se dedica a não apenas tentar desvendar as marcas estilísticas dos cineastas (quase todos europeus, com poucas exceções, como Glauber Rocha, representando o Brasil), como das teorias que alguns desses homens realizadores de cinema desenvolveram com a sua prática como diretores e assinadores de todo um trabalho conjunto que é a produção fílmica. Assim, Aumont, grande estudioso da imagem (estática ou em movimento) lança questionamentos sobre a autoria de um filme, se cinema é arte, sobre a rede de produção do cinema e sobre o ensino da direção cinematográfica por estes cineastas.