Sequência às teses de O anti-Édipo, contendo todos os componentes de um tratado de filosofia clássica - ontologia, física, lógica, psicologia, moral, política e estética. A obra é organizada em quinze "platôs", que podem ser lidos de forma independente. O volume 4 inclui os platôs 10) 1730 - Devir-intenso, devir-animal, devir-imperceptível...; e 11) 1837 - Acerca do ritornelo. Na presente edição foram acrescentados a indicação das páginas da edição original francesa, índice onomástico, índice das matérias e uma bibliografia de Deleuze e Guattari.
Deleuze is a key figure in poststructuralist French philosophy. Considering himself an empiricist and a vitalist, his body of work, which rests upon concepts such as multiplicity, constructivism, difference and desire, stands at a substantial remove from the main traditions of 20th century Continental thought. His thought locates him as an influential figure in present-day considerations of society, creativity and subjectivity. Notably, within his metaphysics he favored a Spinozian concept of a plane of immanence with everything a mode of one substance, and thus on the same level of existence. He argued, then, that there is no good and evil, but rather only relationships which are beneficial or harmful to the particular individuals. This ethics influences his approach to society and politics, especially as he was so politically active in struggles for rights and freedoms. Later in his career he wrote some of the more infamous texts of the period, in particular, Anti-Oedipus and A Thousand Plateaus. These texts are collaborative works with the radical psychoanalyst Félix Guattari, and they exhibit Deleuze’s social and political commitment.
Gilles Deleuze began his career with a number of idiosyncratic yet rigorous historical studies of figures outside of the Continental tradition in vogue at the time. His first book, Empirisism and Subjectivity, is a study of Hume, interpreted by Deleuze to be a radical subjectivist. Deleuze became known for writing about other philosophers with new insights and different readings, interested as he was in liberating philosophical history from the hegemony of one perspective. He wrote on Spinoza, Nietzche, Kant, Leibniz and others, including literary authors and works, cinema, and art. Deleuze claimed that he did not write “about” art, literature, or cinema, but, rather, undertook philosophical “encounters” that led him to new concepts. As a constructivist, he was adamant that philosophers are creators, and that each reading of philosophy, or each philosophical encounter, ought to inspire new concepts. Additionally, according to Deleuze and his concepts of difference, there is no identity, and in repetition, nothing is ever the same. Rather, there is only difference: copies are something new, everything is constantly changing, and reality is a becoming, not a being.
Mil platôs vol. 4, ou O que as moléculas nos ensinam sobre política.
D&G vestem um traje feito de conceitos e nos levam, à la Homem-Formiga, em uma viagem através de reinos sucessivos: do infinitamente grande ao infinitamente pequeno, das galáxias aos átomos, até o "Reino Quântico" do imperceptível. E no sentido oposto, mas não exatamente do mesmo jeito, do caos à terra ao cosmo. Como disse Jerome Rothenberg: "Primitivo quer dizer complexo", e para D&G já o mínimo, já o imperceptível é dotado da maior complexidade, e um mergulho no mais fundo reconduz necessariamente ao mais Aberto.
Já percebi que os 5 volumes de Mil Platôs vão levar 5 estrelas. Que volume incrível. Tanto o platô dos Devires quanto o do Ritornelo me surpreenderam muito. Ambos conversam bastante entre si, apesar das temáticas que vão e voltam sem muito anúncio prévio. Textos que se debatem sobre questões que me são muito caras: ética - experimentação e afeto, agenciamentos - máquinas, molecularidade, organização do espaço e territorialidade. Li esse primeiro platô enquanto estava lendo Land, Viveiros de Castro e Rolnik, portanto a discussão do xamanismo e devir-animal fluiu muito bem. Tal questão atravessa o problema território-terra e os regimes de segmentaridade (sendo este último um ponto que está muito presente nos últimos desenvolvimentos da minha pesquisa - leia meu último artigo, no blog da NUPRI-USP rs), permitindo reflexões sobre as formas de organização do espaço e as implicações de seus agenciamentos. A questão musical e biológica também é muito interessante, gosto de ver alguns nomes que aprecio em jogo na discussão de Deleuze e Guattari. Outro ponto que achei brilhante foram as discussões sobre gênero, assustador o quão precisos eles são em sua análise. Adoro também os problemas que apontam em relação às experimentações com entorpecentes, em vários momentos apontando a importância da sobriedade (não apenas do ponto de vista químico). Dois Platôs brilhantes, que renovam a discussão da desterritorialização que circula nossas relações.