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Mil Platôs, Vol. 5

Sequência às teses de O anti-Édipo, contendo todos os componentes de um tratado de filosofia clássica - ontologia, física, lógica, psicologia, moral, política e estética. A obra é organizada em quinze "platôs", que podem ser lidos de forma independente. O volume 5 inclui os platôs 12) 1227 - Tratado de nomadologia: a máquina de guerra; 13) 7.000 a.C. - Aparelho de captura; 14) 1440 - O liso e o estriado; e 15) Conclusão: Regras concretas e máquinas abstratas. Na presente edição foram acrescentados a indicação das páginas da edição original francesa, índice onomástico, índice das matérias e uma bibliografia de Deleuze e Guattari.

264 pages, Paperback

First published January 1, 1980

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About the author

Gilles Deleuze

273 books2,812 followers
Deleuze is a key figure in poststructuralist French philosophy. Considering himself an empiricist and a vitalist, his body of work, which rests upon concepts such as multiplicity, constructivism, difference and desire, stands at a substantial remove from the main traditions of 20th century Continental thought. His thought locates him as an influential figure in present-day considerations of society, creativity and subjectivity. Notably, within his metaphysics he favored a Spinozian concept of a plane of immanence with everything a mode of one substance, and thus on the same level of existence. He argued, then, that there is no good and evil, but rather only relationships which are beneficial or harmful to the particular individuals. This ethics influences his approach to society and politics, especially as he was so politically active in struggles for rights and freedoms. Later in his career he wrote some of the more infamous texts of the period, in particular, Anti-Oedipus and A Thousand Plateaus. These texts are collaborative works with the radical psychoanalyst Félix Guattari, and they exhibit Deleuze’s social and political commitment.

Gilles Deleuze began his career with a number of idiosyncratic yet rigorous historical studies of figures outside of the Continental tradition in vogue at the time. His first book, Empirisism and Subjectivity, is a study of Hume, interpreted by Deleuze to be a radical subjectivist. Deleuze became known for writing about other philosophers with new insights and different readings, interested as he was in liberating philosophical history from the hegemony of one perspective. He wrote on Spinoza, Nietzche, Kant, Leibniz and others, including literary authors and works, cinema, and art. Deleuze claimed that he did not write “about” art, literature, or cinema, but, rather, undertook philosophical “encounters” that led him to new concepts. As a constructivist, he was adamant that philosophers are creators, and that each reading of philosophy, or each philosophical encounter, ought to inspire new concepts. Additionally, according to Deleuze and his concepts of difference, there is no identity, and in repetition, nothing is ever the same. Rather, there is only difference: copies are something new, everything is constantly changing, and reality is a becoming, not a being.

He often collaborated with philosophers and artists as Félix Guattari, Michel Foucault, Guy Hocquenghem, René Schérer, Carmelo Bene, François Châtelet, Olivier Revault d'Allonnes, Jean-François Lyotard, Georges Lapassade, Kateb Yacine and many others.

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Profile Image for A.
26 reviews
March 18, 2025
o tratado de nomadologia me deu vontade de morar no Quirguistão
Profile Image for Bernardo Moreira.
103 reviews23 followers
September 18, 2021
Mal acredito que acabou. Esse livro (e esse volume, especialmente) marcaram minha interação com teoria e filosofia de forma decisiva. Com o fim dessa leitura em grupo, o grupo renasce para a leitura do Reza.
Falando desse volume 5, que coleção maravilhosa de textos. Comentei outro dia que encontrei meu top cinco platôs, sem ordem: Geologia da Moral, Como fazer para si um CsO?, Micropolítica e Segmentaridade, Tratado de nomadologia e Aparelho de Captura. Como podem ver, dois textos desse volume.
Ambos formam, pra mim, o texto mais coeso e direto de D&G no campo da teoria política. Moldaram o modo como penso política e revolução. Tal influência já se expressa em meus textos recentes, e se mostrará nos próximos (leiam a Revista Iconoclasta, onde escrevo mensalmente na seção Política e Sociedade). Tenho ainda pendências para resolver no campo da teoria (especialmente no que concerne a teoria política de Mil Platôs e a de Poulantzas, que tendo a fazer aproximações em meus textos mas ainda tenho de estabelecer um diálogo mais pormenorisado).
Voltando ao livro, aqui D&G oferecem uma teoria do Estado e uma teoria política decisivas para a esquerda que se propõe revolucionária. As interações com Marx são brilhantes; gosto muito também das interações com Virilio, que será um autor que lerei mais profundamente em breve.
O liso e o estriado também é ótimo, estendendo os temas anteriores pros campos mais diversos o possível (dos tecidos aos objetos fractais).
A conclusão é mais um bom sumário dos conceitos do livro como um todo, quase um glossário. Bom para ir, voltar e consultar.
Somando a experiência de leitura em grupo dos 5 volumes, só tenho boas histórias pra contar.
Animado pro Trabalho do Inumano e Intelligence and Spirit.
E D&G, como já podem ver (pela minha re-leitura em grupo d'O anti-Édipo), se tornaram minha principal referência teórica. Concluir Mil Platôs é, para mim, uma conquista importantíssima. Já volto com frequência nesses textos durante minha escrita; certamente voltarei para ler na íntegra no futuro.
Profile Image for Thomaz Amancio.
154 reviews19 followers
August 9, 2018
Ufa!

Os Mil Platôs chegam ao fim (na verdade ainda faltam 985...) com uma sequência eminentemente política, três platôs dedicados a pensar os conceitos de espaço liso e estriado e os potenciais de ação política que se dão a ver a partir desse ponto. Há uma presença marcante de diálogos com as ciências aqui, em especial na tipificação de "ciências menores", cujo tamanho é medido não por sua relevância ou conteúdo, mas pelo modo de seu pensamento.

Estou lendo esses platôs há mais ou menos um mês, mas parecem anos, tamanha a densidade do que está contido nessas páginas. Por isso vem em boa hora a conclusão, "Regras concretas e máquinas abstratas", que permite entrever uma espécie de esquema geral dessa colcha de retalhos polivalente e rizomática. A partir desse ponto, desse "limiar", lançam-se outros tantos caminhos, que podem tanto reconduzir ao interior do texto quanto a infinitas possibilidades de pesquisa, experimentação, ação e vida.
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