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Mil Platôs, Vol. 2
Sequência às teses de O anti-Édipo, contendo todos os componentes de um tratado de filosofia clássica - ontologia, física, lógica, psicologia, moral, política e estética. A obra é organizada em quinze "platôs", que podem ser lidos de forma independente. O volume 2 inclui os platôs 4) 20 de novembro de 1923 - Postulados de linguística; e 5) 587 a.C.-70 d.C. - Sobre alguns regimes de signos. Na presente edição foram acrescentados a indicação das páginas da edição original francesa, índice onomástico, índice das matérias e uma bibliografia de Deleuze e Guattari.
- GenresPhilosophy
128 pages, Paperback
First published October 17, 2013
About the author
Gilles Deleuze
273 books2,813 followersDeleuze is a key figure in poststructuralist French philosophy. Considering himself an empiricist and a vitalist, his body of work, which rests upon concepts such as multiplicity, constructivism, difference and desire, stands at a substantial remove from the main traditions of 20th century Continental thought. His thought locates him as an influential figure in present-day considerations of society, creativity and subjectivity. Notably, within his metaphysics he favored a Spinozian concept of a plane of immanence with everything a mode of one substance, and thus on the same level of existence. He argued, then, that there is no good and evil, but rather only relationships which are beneficial or harmful to the particular individuals. This ethics influences his approach to society and politics, especially as he was so politically active in struggles for rights and freedoms. Later in his career he wrote some of the more infamous texts of the period, in particular, Anti-Oedipus and A Thousand Plateaus. These texts are collaborative works with the radical psychoanalyst Félix Guattari, and they exhibit Deleuze’s social and political commitment.
Gilles Deleuze began his career with a number of idiosyncratic yet rigorous historical studies of figures outside of the Continental tradition in vogue at the time. His first book, Empirisism and Subjectivity, is a study of Hume, interpreted by Deleuze to be a radical subjectivist. Deleuze became known for writing about other philosophers with new insights and different readings, interested as he was in liberating philosophical history from the hegemony of one perspective. He wrote on Spinoza, Nietzche, Kant, Leibniz and others, including literary authors and works, cinema, and art. Deleuze claimed that he did not write “about” art, literature, or cinema, but, rather, undertook philosophical “encounters” that led him to new concepts. As a constructivist, he was adamant that philosophers are creators, and that each reading of philosophy, or each philosophical encounter, ought to inspire new concepts. Additionally, according to Deleuze and his concepts of difference, there is no identity, and in repetition, nothing is ever the same. Rather, there is only difference: copies are something new, everything is constantly changing, and reality is a becoming, not a being.
He often collaborated with philosophers and artists as Félix Guattari, Michel Foucault, Guy Hocquenghem, René Schérer, Carmelo Bene, François Châtelet, Olivier Revault d'Allonnes, Jean-François Lyotard, Georges Lapassade, Kateb Yacine and many others.
Gilles Deleuze began his career with a number of idiosyncratic yet rigorous historical studies of figures outside of the Continental tradition in vogue at the time. His first book, Empirisism and Subjectivity, is a study of Hume, interpreted by Deleuze to be a radical subjectivist. Deleuze became known for writing about other philosophers with new insights and different readings, interested as he was in liberating philosophical history from the hegemony of one perspective. He wrote on Spinoza, Nietzche, Kant, Leibniz and others, including literary authors and works, cinema, and art. Deleuze claimed that he did not write “about” art, literature, or cinema, but, rather, undertook philosophical “encounters” that led him to new concepts. As a constructivist, he was adamant that philosophers are creators, and that each reading of philosophy, or each philosophical encounter, ought to inspire new concepts. Additionally, according to Deleuze and his concepts of difference, there is no identity, and in repetition, nothing is ever the same. Rather, there is only difference: copies are something new, everything is constantly changing, and reality is a becoming, not a being.
He often collaborated with philosophers and artists as Félix Guattari, Michel Foucault, Guy Hocquenghem, René Schérer, Carmelo Bene, François Châtelet, Olivier Revault d'Allonnes, Jean-François Lyotard, Georges Lapassade, Kateb Yacine and many others.
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Community Reviews
Displaying 1 - 3 of 3 reviews
April 3, 2021
Lido com o grupo do Mil Platôs.
O volume 2 é composto por dois platôs: Postulados de Linguística e Dois Regimes de Signos.
A análise é realmente muito boa. Aprofundando as críticas à linguística e à psicanálise, D&G desenvolvem os temas linguísticos mergulhados em problemáticas hjelmslevianas, propondo algumas testes centrais. A primeira delas é da crítica ao sujeito da linguagem em prol de um agenciamento coletivo de enunciação, reunidos em um regime de signos. A função-linguagem não comunica informação, mas dá ordens. A palavra de ordem e a pragmática cimi política da língua são os aspectos centrais da análise de D&G, ressaltando os atos de fala da língua, as relações de redundância e as transformações incorpóreas.
Também são explorados a pressuposição da máquina abstrata em relação a linguagem e a variação contínua. A questão da música é extremamente interessante, o colocar em variação contínua que vai a um cromatismo generalizado, onde a variação é imanente.
A problema da minoridade ainda me intriga bastante, tenho que ler o livro deles sobre Kafka. O devir-menor é uma questão política importantíssima pra mim, que busco cada vez mais leituras revolucionárias que buscam a descentralização e a autonomia.
Dois Regimes de Signos é um dos melhores platôs que li até agora. A exposição das semióticas, das suas transformações e sua relação com a desterritorialização (e especialmente da diagramática) são explicações que complementam muito a análise d'O anti-Édipo. Shoutout pra nota sobre Foucault, importantíssima pro debate na teoria francesa.
Uma discussão de linguística que é extremamente política, no melhor sentido. A pragmática (ou esquizoanálise) dá conta do movimento de desterritorialização que rejeita a estratificação, mas salta de um estrato ao outro, em um processo de fuga e captura.
O volume 2 é composto por dois platôs: Postulados de Linguística e Dois Regimes de Signos.
A análise é realmente muito boa. Aprofundando as críticas à linguística e à psicanálise, D&G desenvolvem os temas linguísticos mergulhados em problemáticas hjelmslevianas, propondo algumas testes centrais. A primeira delas é da crítica ao sujeito da linguagem em prol de um agenciamento coletivo de enunciação, reunidos em um regime de signos. A função-linguagem não comunica informação, mas dá ordens. A palavra de ordem e a pragmática cimi política da língua são os aspectos centrais da análise de D&G, ressaltando os atos de fala da língua, as relações de redundância e as transformações incorpóreas.
Também são explorados a pressuposição da máquina abstrata em relação a linguagem e a variação contínua. A questão da música é extremamente interessante, o colocar em variação contínua que vai a um cromatismo generalizado, onde a variação é imanente.
A problema da minoridade ainda me intriga bastante, tenho que ler o livro deles sobre Kafka. O devir-menor é uma questão política importantíssima pra mim, que busco cada vez mais leituras revolucionárias que buscam a descentralização e a autonomia.
Dois Regimes de Signos é um dos melhores platôs que li até agora. A exposição das semióticas, das suas transformações e sua relação com a desterritorialização (e especialmente da diagramática) são explicações que complementam muito a análise d'O anti-Édipo. Shoutout pra nota sobre Foucault, importantíssima pro debate na teoria francesa.
Uma discussão de linguística que é extremamente política, no melhor sentido. A pragmática (ou esquizoanálise) dá conta do movimento de desterritorialização que rejeita a estratificação, mas salta de um estrato ao outro, em um processo de fuga e captura.
July 24, 2018
Nos dois platôs desse segundo volume, os autores se dedicam ao refinamento do conceito de "máquina abstrata", através da elaboração de uma teoria trans-semiótica. Para os interessados em linguagem ou em signos (não os do tipo astrológico, infelizmente), é um prato cheio, com a interpelação constante de nomes como Chomsky, Labov, Hjelmslev, Bakhtin... e, mais importante, de noções, suposições, "postulados" essenciais para quem pensa (ou trabalha com) esses materiais. No plano geral da obra, dá para ver que ela vai ganhando momentum: a cada platô, eles traçam um caminho diferente que passa, no entanto, por várias das mesmas trilhas, tornando-as assim cada vez mais familiares e fascinantes.
Read
July 24, 2026Volume mais antipático dos cinco, porém, um dos mais necessários na produção das distâncias intrínsecas do plano de imanência.
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