Este livro é uma espécie de trabalho de casa de alguém que não foi capaz de deixar correr as coisas, de adormecer ao som das cantigas cantadas pelas televisões de serviço (os bons de um lado e os maus do outro, com a certeza antecipada de que os bons vão vencer) e de fazer de contas que está tudo bem. Não. Está tudo mal.
As suas páginas são o resultado de bastantes horas de trabalho, a recolher e a transcrever opiniões e reflexões de outras pessoas de vários quadrantes político-ideológicos, sobre as quais me debrucei e reflecti.
É uma maneira de confrontar a minha verdade com a verdade dos outros, procurando reduzir o peso das dúvidas e encontrar alguma paz de espírito e procurando também combater a guerra e os que vivem da guerra e lutar pela paz, na certeza de que o direito à paz é um direito de cada um de nós e um direito da humanidade como um todo
Tal como indica a citação de Gramsci, presente exatamente no título da obra, e como o próprio autor, no capítulo final, diz entristecido, de facto, “O mundo velho está a morrer. O mundo novo tarda em aparecer. Neste claro-escuro nascem os monstros.”, a diferença é que os monstros andam por aí à solta…
Nestes apontamentos, António Avelãs Nunes faz um brilhante retrato daquelas que são as relações internacionais da atualidade, desmascarando inverdades publicadas pelos media ocidentais, e explanando aquilo que é o verdadeiro ‘sonho americano’ - um sonho imperialista, destruidor de comunidades mundiais, que visa manter a ‘velha Europa’ como sua vassala.
Um livro que desmonta a narrativa do bom contra o mau. Desmonta falsas ideias e ajuda a ter uma visão ampla sobre o conflito entre a Rússia e a Ucrânia/NATO.