O verde da Galicia mescla em sua paleta as clorofilas de uma bruma celta avoenga e a cálida primavera do presente, sim, a maresia, a umidade, o esterco,
olores e reminiscências, verdes, verdes. Ontem e hoje, a lírica de Rosalía, gaitas soprando o incenso das feiticeiras, dossel transparente por onde passa o vento.
Quanto tempo te sonhei em meus braços, seduzida por versos de tórridos trópicos, que faziam arder tua pele branca, verde,
colinas, árvores, pedras, verdes seios, sexo, sulco aberto pelo arado que há séculos revolver o corpo verde da Galicia. Verde.