Nesta obra, o autor aponta para os fatores que permitem conjugar linguagem, escrita e poder, e dispõe os seus problemas básicos de maneira totalmente original, numa perspectiva cuidadosa, capaz de alertar para os riscos de atitudes teóricas precipitadas e de técnicas de última hora.
O livro aponta problemas no uso do saber literário como instrumento de dominação quando aquele é entendido como instrumento "civilizatório" por parte dos educadores, a saber, também opressores (mesmo que não saibam que o são). Apesar de não apontar soluções prontas, mesmo porque a especificidade dos grupos sociais impedem estas soluções, lança o questionamento de como lidar com a modernização dos meios e técnicas de expressão sem que se corrompam e, por fim, se percam a cultura oral em sua riqueza de significações, impossíveis de serem decodificadas graficamente.