El historiador comprueba hoy que se le atribuyen cada vez más funciones: alternativamente, es consejero del príncipe, se lo convoca a dilucidar la actualidad en los medios, se lo solicita para volver a dar sustancia a una identidad día a día más fragmentada. Esas múltiples intervenciones en el corazón de la Ciudad hacen mucho más necesario que los historiadores se aparten de una concepción ingenua de su oficio y se interroguen sobre las nociones que utilizan, tomando en cuenta la tradición filosófica. De la misma manera, los filósofos, en su abordaje de la filosofía de la historia, deben considerar la naturaleza de la práctica del historiador en cuanto operación específica. Esta obra propone a los filósofos y los historiadores entrecruzar sus reflexiones sobre las nociones y conceptios en uso en el pensamiento de la escritura de la historia: la verdad, la causalidad, el relato, el tiempo, la finalidad, la memoria. Al dar cuenta de la pluralidad de escrituras de la historia, este recorrido historiográfico y epistemológico contribuye al ingreso de la práctica histórica en su era reflexiva
François Dosse is a French historian and philosopher who specializes in intellectual history. After devoting his doctoral thesis (1983) to the Annales School, Dosse turned his research interests to structuralism, the philosopher Paul Ricœur (his biography,Paul Ricœur. Les sens d'une vie (published in 1997), has become the standard authority) and the historian Michel de Certeau. François Dosse is one of the founders of the journal EspacesTemps. In 2007, he published Gilles Deleuze et Félix Guattari, biographie croisée (English trans. Gilles Deleuze and Félix Guattari: Intersecting Lives [2010]), where he advocated the rehabilitation of Guattari in an intellectual history that had made place only for Deleuze. François Dosse is currently Professor of Contemporary History at the Institut Universitaire de Formation des Maîtres at Créteil.
Un manual introductorio a la ciencia histórica, un abordaje creativo e inteligente de los grandes problemas de la práctica, de su fundamentación. Una lectura profunda y agradable.
O livro que li não foi esse, mas do mesmo autor "L`histoire", tradução da Editora Unesp, 2012. Como não tem na database daqui, vou escrever aqui mesmo. Enfim, o livro propõe fazer relações entre a história e a filosofia. O período de tempo abordado é o mais abrangente possível, partindo dos antigos gregos até os dias atuais. Assim, os temas e autores são tratados de forma bastante breve, ou seja, é um livro que serve como referência pois aborda muita coisa mas não se aprofunda em nada. É bom para dar uma idéia geral sobre as filosofias da história no ocidente. Minhas críticas ficam por conta de uma linguagem demasiado complexa, principalmente quando ele fala das idéias do século XVIII em diante. Numa tentativa de demonstrar a profundidade de algumas teorias em poucas linhas, o texto torna-se quase ininteligível, carregado de conceitos filosóficos com os quais os historiadores geralmente tem pouco contato, o que torna a leitura de difícil digestão, mas isso acontece apenas no terço final do livro. Outro ponto é que o autor, sendo francês, dá ênfase especial (também apenas na parte final do livro) à relação entre as teorias da história e a produção historiográfica francesa, principalmente no que concerne à história da nação e identidade francesas. Embora o objetivo do autor não seja demonstrar isso, a leitura fez-me pensar que a modernidade contribuiu para o "emburrecimento" do pensamento filosófico ocidental também no campo da História. Toda essa "moda" teórica moderna de desconstrução e fragmentação onde impera um tom elegantemente dubitativo corrente na produção acadêmica atual me pareceu bastante inferior aos patamares teóricos atingidos pelas gerações anteriores no que diz respeito à visão de História.