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As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, part 2/2

LEWIS CARROLL, de seu nome verdadeiro Charles Lutwidge Dodgson, criou esta pequena obra-prima da literatura mundial, para entreter uma menina chamada Alice Liddell, durante um calmo passeio de barco, numa quente tarde de Julho de 1862,
A sua primeira edição data de 1865 e desde então tem sido lida por muitas gerações de crianças e adultos. Este clássico, numa tradução cuidada que respeita a intenção do original inglês, foi anteriormente incluído na colecção Volta ao Mundo, surge agora integrado na colecção À Descoberta. Nas páginas deste livro, descobrirá o jovem leitor (ou reencontrará, se for mais avançado em anos) os inesquecíveis personagens do País das o Coelho Branco, a Lebre de Março, o Chapeleiro, a Rainha das Copas (e todo o restante baralho) e, naturalmente, o enigmático Gato de Cheshire que desaparece deixando atrás de si o seu sorriso...

95 pages, Paperback

Published January 1, 2010

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About the author

Lewis Carroll

6,474 books8,631 followers
The Reverend Charles Lutwidge Dodgson, better known by the pen name Lewis Carroll, was an English author, mathematician, logician, Anglican clergyman and photographer.

His most famous writings are Alice's Adventures in Wonderland and its sequel Through the Looking-Glass as well as the poems "The Hunting of the Snark" and "Jabberwocky", all considered to be within the genre of literary nonsense.

Oxford scholar, Church of England Deacon, University Lecturer in Mathematics and Logic, academic author of learned theses, gifted pioneer of portrait photography, colourful writer of imaginative genius and yet a shy and pedantic man, Lewis Carroll stands pre-eminent in the pantheon of inventive literary geniuses.

He also has works published under his real name.

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Célia M. Martins.
42 reviews1 follower
May 28, 2016
«- Para que repetes tu esse palavreado? - interrompeu a Tartaruga Fingida. - Porque não explicas à medida que recitas? É de longe a história mais confusa que eu já ouvi! »

Não podia deixar de aproveitar esta citação da Tartaruga Fingida para descrever aquilo que eu mesma senti ao ler "As Aventuras de Alice no País das Maravilhas." Mas que verdadeira confusão.

Confesso que nunca tive muita curiosidade por esta história, nem pelas personagens, mas decidi dar-lhe uma oportunidade e agarrar nesta bonita edição, dividida em dois volumes, lançada em 2010 pelo Jornal Expresso.

Não vou dizer que gostei muito da história porque estaria a mentir. Se calhar este não foi o melhor momento para viajar até ao País das Maravilhas e a explicação para esse facto pode encontrar-se no posfácio escrito por Miguel Esteves Cardoso:

«As muitas maneiras adultas de ler Alice são intromissões. Confundem as coisas. Pensam nelas. Estragam tudo. A Alice foi escrita por um adulto para ser lida por uma criança. (...) Só quando se lê Alice a uma criança é que se percebe que a história está escrita de maneira a ser interrompida pelos porquês de quem a ouve. »

Ora cá está uma explicação muito plausível para o facto de eu não ter gostado assim tanto das aventuras vividas por Alice.

Talvez os meus pais sejam um bocadinho culpados por nunca me terem lido a história quando eu era criança. Talvez eu também seja culpada por pensar e questionar demasiado o inexplicável deste mundo criado por Lewis Carroll. Talvez volte a ler "As Aventura de Alice no País das Maravilhas", daqui por muitos anos, aos meus hipotéticos filhos e talvez aí aprecie um bocadinho mais esta obra.

Passando à classificação, as três estrelas não são tanto pela história em si, mas sim pela edição que eu achei verdadeiramente fantástica.

A capa tem um efeito espelhado e toda a história é ilustrada por Diogo Muñoz, que deu vida às aventuras da personagem através de um "vocabulário pictórico ou uma citação de elementos de obras de grandes pintores (Picasso, Paulo Rego, Warhol, Bacon, Bruegel, etc...). "

As ilustrações não só acompanham todo o texto, dando-lhe mais cor e vida, como também desafiam o leitor a decompor toda a criação do ilustrador e descobrir a que famosos quadros pertencem os fragmentos usados nas ilustrações.

Para além disso, o grafismo foi muito bem trabalhado, todo o texto é-nos apresentado de uma forma esteticamente muito apelativa e visual, onde as próprias palavras ganham vida à medida que vamos lendo a história.

E só pela arte, pelo trabalho gráfico e estético desta edição, acho que vale a pena dar uma vista de olhos.
Profile Image for Diana Rosa.
18 reviews11 followers
April 16, 2010
Parabéns ao Expresso por esta magnífica colecção que tão bem adapta a Alice à nossa língua.

De facto, é uma tarefa ingrata traduzir estas obras que Carroll tanto enriqueceu com piadas, trocadilhos, poesias e expressões victorianas, que só fazem sentido na língua inglesa. Roubar um texto desta complexidade linguística à sua língua-mãe é violento; é assumir uma trágica e inevitável consequência da tradução: o empobrecimento da obra.
Contudo, ao longo das páginas dos livros desta colecção, assistimos a contínuas explicações daquilo que se traduziu. São inúmeras as informações anexas em notas de rodapé que nos remetem para as intenções do autor, para o texto original e para os elementos que inspiraram Carroll a escrever determinado conteúdo. Este cuidado em transmitir a mensagem da obra ao leitor o mais fielmente possível, apesar das limitações da tradução, tornam a experiência da leitura em português bastante interessante e não menos rica do que seria em inglês.

De destacar ainda as deliciosas ilustrações de Diogo Muñoz que desafiam os limites da imaginação e nos remetem imediatamente para um mundo de maravilhas, e os posfácios de Miguel Esteves Cardoso, que nos ajudam a reportar-nos à nossa infância e a entender a simplicidade de Alice.

Para concluir, mesmo não conhecendo outras edições em português e não tendo, portanto, um termo de comparação, considero que vale muito muito a pena conhecer a Alice através desta colecção do Expresso.
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