Jump to ratings and reviews
Rate this book

Deuses E Rituais Iniciáticos Da Antiga Lusitânia

Rate this book
Esta obra revela-nos as práticas mágicas e secretas seguidas pelos nossos antepassados lusitanos.

À luz de rigorosos postulados iniciáticos, o autor traz-nos os frutos filosóficos de longos retiros nos lugares sagrados da Antiga Lusitânia.

Desde os sepultamentos místicos em tumbas de pedra, cultuando Arvs e Serápis, até ao recolhimento transfiguratório no cume de fragas em devoção a Endovélico, desde os ritos mistéricos das colheitas, sob a tutela de Ataecina, ao culto à Serpente de raízes neolíticas, o leitor encontrará neste livro algo que lhe dará motivos para se sentir orgulhoso de, como português, ser herdeiro de uma Antiga Memória cujas raízes se estendem no fundo remoto da nossa Lusitanidade e da nossa Tradição.

168 pages, Paperback

First published January 1, 2009

4 people are currently reading
72 people want to read

About the author

Gilberto de Lascariz

9 books16 followers
Gilberto de Lascariz nasceu em Caracas, Venezuela, vindo desde muito cedo a viver em Portugal. Formou-se em Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa, ao mesmo tempo que seguia Língua e Cultura Sânscrita na Universidade Nova de Lisboa.

Desde muito cedo esteve envolvido em várias sociedades esotéricas de carácter rosacruciano e maçónico, tendo tomado votos na Tradição Nyngma-Pa do Budismo Tibetano.

A sua envolvência com o Wicca Tradicional a partir de 1982, associado ao seu envolvimento com a Antroposofia, despertou-o para a necessidade de desenvolver métodos meditativos e rituais que permitissem uma abordagem esotérica da Bruxaria Iniciática e Neo-Pagã em antítese à sua superficialização New Age.

Em 1989 criou em Portugal o Coventículo TerraSerpente e lançou a Confraria Sol-Negro, uma organização artística dedicada à renovação estética das artes sob o ponto de vista do esoterismo neo-pagão, na sua acepção evoliana.

É Magister Maximus da Irmandade da Serpente da Alba e tem o Grau 33º, 66º, 90º, 95º, 97º, sendo Deputado Grão-Mestre Internacional do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraïm do Santuário Soberano Hermético da Lusitânia e do Soberano Santuário do Brasil do Rite Ancien et Primitif de Memphis-Misraïm; Superior Desconhecido da Ordre Martiniste Operant (via Ambelain e Mauer), assim como Reau-Croix da Ordre des Chevaliers Élus Coëns de l’Univers; Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa do Grand Prieuré Indépendant et Souverain; Bispo da Ecclesia Gnóstica Apostólica e da Ecclesia Gnóstica Joanita; Baille-Ge da Tradição Franco-Haitiana da Cobra Negra e Iniciado da Cobra Vermelha (Bertiaux-Duez-Pedutti); Grau XVI da OTO-FH e High Priest Grau XVI do Club Chorozon (Bertiaux-Duez-Pedutti), além de Mestre da Fraternité Thérapeutique et Magique de la Myriam (via Linhagem Henadel, Giudicelli); Graus IXº e XIº do antigo Santuário Brasileiro da Ordo Templis Orientis (Tradição Merlin IXº e XIIº, etc.).

As suas palestras nas “Conferências do Inferno”, realizadas nos anos 80/90 no Porto, alertaram-no para a necessidade de registar em livro o seu pensamento esotérico e neo-pagão. Publicou os livros Mãe Canibal, O Culto da Bruxaria no Artista e Escritor Austin Osman Spare, O Verbo do Arcano Luciferino em Fernando Pessoa, e traduziu e prefaciou o livro de Ronald Huton, Os Xamãs da Sibéria. Em 1999 criou o Projecto Karnayna, uma organização que visava fornecer instrução esotérica na perspectiva do Neo-Paganismo sendo o primeiro autor a fazer workshops de Wicca em Portugal, tal como era praticado por Janet Farrar e Vivianne Crowley.

O magazine francês de cultura gótica Elegy Ibérica considerou-o em 2006 como sendo a figura mais importante do pensamento esotérico neo-pagão em Portugal.

Na Zéfiro, publicou as obras Ritos e Mistérios Secretos do Wicca, Deuses e Rituais Iniciáticos da Antiga Lusitânia, Quando o Xamã Voava, Dançando com a Morte e O Dragão e o Graal. É também autor do posfácio de O Chamado dos Velhos Deuses, de Nigel Jackson, e faz parte da direcção editorial de Mandrágora – O Almanaque Pagão, tendo coordenado a edição de 2009 – sob o tema “Usos e Costumes Mágicos da Lusitânia” – e de 2014 – “O Caminho Mágico do Wicca”.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
8 (16%)
4 stars
8 (16%)
3 stars
17 (34%)
2 stars
12 (24%)
1 star
4 (8%)
Displaying 1 - 10 of 10 reviews
Profile Image for Mafalda Gomes.
2 reviews
November 5, 2019
I'm not even finished with this book and it's taking me forever to do it but because the author is boring and his writing lacks everything enjoyable to a reader. The only reason why I gave it a two out of five is the subject. Otherwise it would be a one star note for this one.
Profile Image for Cobramor.
Author 2 books20 followers
December 26, 2021
O tema não é exactamente o descrito na sinopse. O grosso do livro é sobre deuses e rituais que "provavelmente" inspiraram os "supostos" deuses e rituais lusitanos
Profile Image for Luís Branco.
Author 60 books47 followers
March 6, 2021
Tinha outra expectativa com relação ao livro. O nome induz a uma abordagem mais histórica sobre os deuses e rituais na antiga Lusitânia, mas o livro deixa a desejar neste sentido.
Profile Image for Cláudio Redondo.
Author 5 books16 followers
April 17, 2021
É um livro que necessita de alguns conhecimentos prévios sobre os temas.
208 reviews
October 19, 2023
Estava à espera de uma leitura que abordasse aquilo a que o título se propõe - deuses e rituais da Antiga Lusitânia - o que aconteceu em parcas páginas desta obra. Na verdade, nem percebi bem o que autor pretendia abordar.
Ainda assim, nota-se o elevado grau de conhecimento que o autor tem, mas não acho que o autor tenha uma escrita clara; talvez por ser bastante filosófica e divaga bastante.

Quando o autor decide abordar o que se propôs, é realmente interessante perceber que em Portugal havia muitos mais santuários e templos ao ar livre (dólmens, antas, círculos de pedras) do que há, já que as populações usavam esses megálitos para as suas próprias casas e outras construções recentes (muros, por exemplo).
Por outro lado, e como o autor revela, é que os santuários celtas são a própria paisagem, pois estes povos não tinham necessidade de construir templos ou santuários, pois a própria Natureza é divina: seja os rios, árvores, montanhas...
Alguns deuses mencionados são:
- Endovélico, cujo templo, o Santuário de S. Miguel da Mota, era a antítese desta prática. Endovélico teria tido dupla natureza: Andovélico (Deus Ascendente) e Enobólico (Deus Minguante) do ano agrário e pastoral. Pensa-se que a sua etimologia esteja relacionada com o Bellenus gaulês.

- Panóias, em Vila Real dedicado a Serápis

Segundo o autor, ao contrário dos seus parentes celtas, não foram as florestas o seu principal denominador cultual, mas sim os cabeços e fragas, morros, colinas, montanhas e outeiros, sempre entre rochedos. No entanto, também os rios, ribeiros, fontes e regatos parece terem sido outras paisagens de culto para estas populações.
Outra situação interessante é o facto de ser por este motivo que S. Martinho de Dume (tão adorado aqui por Braga pelos católicos) se havia de atarefar a ameaçar com o inferno e o Diabo as populações da Galiza pelo seu culto às pedras.

O autor menciona ainda Santa Luzia (cujo radical etimológico assenta em lux, tal como Lúcifer) e a sua história assenta numa lenda pagã. Consta que a jovem cristã baptizada teria uns olhos de uma beleza perturbante que suscitaram a paixão e o assédio de um gentílico patrício romano. Perante o desespero de repulsa, ela arranca os próprios olhos e envia-os como presente ao apaixonado legionário. No entanto, no dia seguinte ela é encontrada com os seus olhos curados e perfeitos. Assim, Santa Luzia teria sido recompensada com o dom da visão sobrenatural e o poder de curar os cegos e, por isso, um dos seus símbolos é um prato com os seus dois olhos arrancados e uma coroa de luz. Desde então é padroeira das doenças dos olhos e dos invisuais. Mas também é padroeira das bruxas, que nas noites de Inverno procuram comunicar com os mortos divinizados da Arte e receber a sua Iniciação.
[Achei isto super interessante, porque afinal é neste tipo de crenças que os cristãos acreditam... E tanto perseguiram os pagãos por acreditarem nas divindades da Natureza...]
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Patrícia Lameida.
181 reviews17 followers
October 31, 2024
Esta leitura pode parecer destoar no mural para quem o for espreitar. No entanto, este livro entra num grupo de leituras exploratórias que tem ocupado por aqui cada vez mais espaço e que tem como objetivo alimentar-me de ideias e conceitos tão diversos e díspares do que me povoa quanto possível. Acresce o facto de que a temática serve a investigação de alguns projetos que tenho em curso.

                Assim, começo por dizer que o que encontrei nestas páginas não correspondeu à imagem de conteúdo que criei com base no título. Como tantos livros de não ficção, o que esperava encontrar seria uma resenha de deuses identificados na Antiga Lusitânia, seguindo-se uma descrição da forma como estes eram adorados e dos rituais vários que seriam cumpridos nessa adoração.

                O que encontrei foi um ensaio, quase uma monografia, com fundamentação histórica e científica que explora o encontrado, o que foi interpretado com base nesses achados, e questiona essa interpretação sempre que esta fique aquém por pudor ou rigor, sendo que rigor em questões históricas é debatível.

                Depois de estranhar a abordagem, encontrei um ponto de conciliação que me levou pela leitura como quem conversa com alguém extremamente interessante, bebendo o que é dito com recurso a uns quantos apontamentos.

                Passei a leitura de lápis na mão. Sublinhei, marquei com chavetas e pontos de exclamação, tirei notas nas margens… tudo a que um livro de texto académico tem direito e, finalizada a leitura, foi assim que o senti.

                Encontrei muito mais do que procurava com este livro. Acima de tudo, a qualidade e eloquência da informação transmitida é impressionante. Aprendi muito e fiquei cheia de vontade de visitar vários dos pontos identificados ao longo do livro, alguns a merecerem uma curta peregrinação associada.

 

                A todos os interessados no tópico, acredito que esta leitura vá enriquecer. E este enriquecimento será sempre independente da concordância com as ideias exploradas. Tão boa é essa exploração.
Profile Image for Carolina.
401 reviews9 followers
March 6, 2025
Livro que comprei na Feira do Livro e ao qual me fizeram uma promoção muito simpática apesar de já não ser o dia deste livro. Obrigada senhor da Zéfiro que foste muito simpático. :)



Então, já há algum tempo que queria ler este livro, por sugestão do Círculo dos Cogumelos. Tenho cada vez mais interesse em conhecer o panteão lusitano, e pensei que este livro seria bom para começar.

Não é: o autor tem uma escrita complexa, hermética, com associações de sincretismo entre vários elementos que não estão muito bem explicados. Além disso, o autor muitas vezes perde-se em divagações de como ele é melhor que os outros e de como lhe roubaram artigos e ideias. Isto pode ser muito, diga-se vulgarmente, SECANTE para qualquer leitor, mas eu resisti e continuei.

Mas o autor não explica grande coisa sobre a prática de cultuar os deuses lusitanos, excepto de que temos de nos enterrar na terra para os compreender. Também não explica muito sobre a sua eventual origem. Apenas nos fala de sincretismos com a religião cristã e isso é horrivelmente chato.
Profile Image for Ana Monteiro.
310 reviews1 follower
April 24, 2025
O tema atraiu-me imediatamente. Trata-se do tipo de análise que tudo tinha para me interessar.
No entanto, o estilo narrativo torna-se totalmente anticlimático.
Nota-se que o autor tem um conhecimento abrangente de neo-paganismo e religiões antigas, e que fez pesquisa aprofundada. Mas o estilo é excessivamente rebuscado. Na minha opinião a complexidade é artificialmente forçada, para exibir erudição. E isto resulta numa transmissão de ideias muito pouca clara e cansativa. A informação e as emoções andam pelo meio das citações e ornamentos linguísticos, perdendo-se em grande parte. O que é uma pena. A erudição não tem que ser ostentada e a simplicidade de narrativa não a afasta.
Mesmo assim, as 3 estrelas resultam naturais, pela abordagem do tema e pelas partes do livro que acabam por resultar.
Profile Image for Raquel Alves.
75 reviews1 follower
April 27, 2022
Não era exactamente o tipo de leitura que contava encontrar. Em vez de encontrar respostas, fiquei com mais perguntas.
Não nego, no entanto, o interesse que traz a sua leitura. Aprendi imenso, mas à custa de parar várias vezes a leitura para pesquisar algo em paralelo, para não me perder.
Definitivamente, não é um livro para simples leigos...
6 reviews
April 4, 2025
Não dou menos estrelas porque não dá.

Pensava (e aparentemente não fui a única pessoa induzida em erro pelo título e descrições) que este livro teria uma abordagem histórica/arqueológica/antropológica aos deuses e religiões dos territórios lusitanos e outros que constituem Portugal. Afinal é só um autor com ilusões de grandeza a falar de reencarnação, teorias de conspiração e textos/cultos religiosos que não têm nada a ver com o que era suposto abordar.

Para juntar insulto à injúria parece que nem o autor sabe o que é que está a escrever. Frases muito confusas e parágrafos mal organizados. Não consegue acabar duas frases sem se auto bajular.
Displaying 1 - 10 of 10 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.