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Teoria da Literatura

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1. Os conceitos de literatura e literariedade
2. O sistema semiótico literário
3. A comunicação literária
4. Géneros literários
5. A periodização literária
6. Maneirismo e Barroco
7. Classicismo e Neoclassicismo
8. Rocócó, Pré-Romantismo e Romantismo
9. O texto literário
10. O romance: história e sistema de um género literário

817 pages, Paperback

First published January 1, 1973

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About the author

Vítor Manuel de Aguiar e Silva

18 books6 followers
VÍTOR MANUEL DE AGUIAR E SILVA nasceu em 1939, na freguesia de Real, em Penalva do Castelo, Viseu. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra (1962) e doutorado em Letras pela Universidade de Coimbra. Foi professor catedrático da Universidade de Coimbra até Setembro de 1989, data em que se transferiu para a Universidade do Minho. Nesta Universidade, desempenhou diversos cargos, nomeadamente o de vice-reitor, de 1990 a 2002. Como professor visitante, exerceu funções docentes em várias Universidades estrangeiras. Tem-se dedicado ao estudo da Teoria da Literatura. Os estudos camonianos têm constituído objecto constante da sua actividade de investigador, sendo numerosas as suas publicações nesta área. Foi ainda deputado à Assembleia Nacional entre 1969 e 1974. Recebeu o Prémio Camões, em 2020. Faleceu a 12 de Setembro de 2022.

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Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Rodrigo de Meneses.
39 reviews12 followers
June 3, 2021

Li esse livro ao longo de 5 meses. Li-o e reli-o duas vezes ao longo desse período. Que jornada. É mesmo o trabalho de uma vida - mais de 20 anos de redação e reedição (recomendo que pegue a partir da 5ª edição, antes dela se trata, realmente, de outro livro).


Vítor Manuel (chamo ele assim, parece até que seja íntimo) é de uma erudição franca, sem rodopios obscuros para o entreter. É de uma clareza que espanta num segundo olhar, dada a densidade que, num acesso, torna-se translúcida. Não que se trate de um livro simples ou de iniciação, ele exige do leitor esforço (conhecimento de línguas, conhecimento mínimo da linguística do século XX, da semiótica, da formação da teoria da literatura e da arte em si).


Trata-se um trabalho rigoroso, metódico e audacioso pela sua enorme vastidão - também o é pela suas assertivas, não deixando de discutir com "grandes nomes" das respectivas áreas. Estas aspas não sublinham qualquer sátira a esses nomes (como Roland Barthes, Michael Riffaterre, Roman Jakobson, entre outros) - tudo é bastante civilizado, naturalmente. As aspas dizem respeito ao fenômeno de celebrização que, pela idolatria, acaba afetando a percepção dos leitores, fadados a um balançar de cabeças ou a um arregalar dos olhos - tudo o que a elegância e o ímpeto combativo de um Roland Barthes atiraria aos ventos, o "mestre do saber e do sabor", como o disse L. Perrone-Moisés.


Obviamente, esta discussão não está nesse livro - não há cabimento -, mas penso que sua resolução está na atitude do autor, que é de valor ímpar. Tão valorosa quanto a ordenação das informações neste livro é esta atitude que eu gostaria de pensar numa certa ramificação da categoria de nobreza. Mesmo metódico e sistemático, rigoroso e extenso, há nobreza na honestidade e na visão de Vítor Manuel, a qual é incansável no pensar, no refletir e no enunciar de assertivas que, pagando seu preço, não caem em saídas fáceis - buracos que estão sempre na espreita, por vezes bastante escondidos, por vezes feitos por nós mesmos.


Torna-se 'claro', por exemplo, que o autor busca pela existência de uma "ciência da literatura" - sem nenhuma ortodoxia estruturalista. Porém, tal busca se demonstra somente na superfície (não se usa essa locução ao longo do livro). A busca real é pela racionalidade, pelo rigor teórico, metodológico e analítico dos estudos literários, como ele mesmo disse em outro trabalho, "rejeitando o cepticismo patológico e a ideologização política que tão danosamente têm prejudicado aquele campo do conhecimento [, as Humanidades]."


Nas suas análises, bem se nota tanto o leitor que se comove com o poema, quanto aquele que é curioso em buscar, obsessivamente, seu sentido. Há espaço, sim, para o genuíno sensível-intelectual, no qual o dualismo razão/emoção cai mesmo por terra, completamente.


Para mim, é mesmo Referência. Como dito, tanto pela organização (brilhante) das informações, quanto pelo pensamento. Há livros e livros, e mesmo a informação aqui buscada é hoje encontrada em outras fontes, mesmo na internet, com algum esforço. Claro que os capítulos desse livro são de um valor enorme por conta de exatamente nos prevenir desse esforço da busca (que não seria pouco, e nem tão garantido ou confiável). Porém, o que aponto com esse comentário é que esse livro não seria tão valoroso sem a voz do autor. Seria quase um dicionário. O que este Teoria da literatura nos ensina mesmo é a pensar, sendo Vítor Manuel mesmo um "incansável parceiro de jogo", nesta expressão de Haroldo de Campos. Trata-se, realmente, da nobreza do pensar a arte verbal que nos anima.

Profile Image for Pequeña Mancha.
5 reviews
January 26, 2016
Como una historia general de la teoría de la literatura, puede servir. Resume hasta mitad del siglo XX propuestas de interpretación teóricas. Algunas no las profundiza.
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