Eis aqui, nestes 100 poemas que ascendem às correntes dos ares e percorrem o planeta como um gavião eletrônico, um poeta engenheiro das águas revoltas águas, nascido prá lá de lá da Serra das Confusões e que sonhou em meditação na gruta mágica de Ubajara e no parque das Sete Cidades. É lá, no mais agreste do mais agreste sertão que “no meio do nada, surgem tartarugas de pedra”, que caminham lentamente nas noites de lua cheia. Prefá José Roberto da Silva.Neste poemário, Marcos Freitas mostra que a poesia é livre e pode ter muitas há um poema que pode ser lido de cima para baixo ou vice-versa, da esquerda para a direita ou seguir como bem o leitor preferir. Faz-nos lembrar outro poeta, o boliviano-suíço Eugenio Gomringer, criador das Constelaciones verbales, que definiram a imagem do texto e o texto da imagem, além do grupo cujos líderes foram Augusto e Haroldo de Campos e Décio Pignatari. Refiro-me ao movimento que, nos anos 60, alcançou certa força e mostrou que a fonética, as artes plásticas e a semântica eram irmãs. Falo da poesia concreta que também encontramos, em menor escala, em Marcos Freitas. Pró Kori Bolívia.