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Em Coimbra frequentou o seminário e a Faculdade de Direito. Abandonou os estudos, e em Lisboa e no Porto, relacionou-se com vários artistas. Trabalhando com pai em Portimão na exportação de figos secos, tornou-se muito viajado. Implantada a República, foi nomeado Ministro de Portugal em Londres (1911-18, 1919- 23) e Madrid (1919) e delegado de Portugal junto da Sociedade das Nações (1922). Foi eleito Presidente da República a 6 de Agosto de 1923. O seu mandato foi marcado pela instabilidade política e fragmentação partidária. Decepcionado com a política, demitiu-se em 11 de Dezembro de 1925, alegando motivos de saúde. Durante um período de seis anos viajou pela França, pela Itália, pela Holanda, por Marrocos, pela Argélia e pela Tunísia, fixando-se em Bougie, na Argélia onde viria a falecer. Escreveu contos, novelas, romances, livros de viagens, memórias e teatro: Inventário de Junho, 1899; Cartas sem Moral Nenhuma, 1903; Agosto Azul, 1904; Sabina Freire, 1905; Gente Singular, 1909; Londres Maravilhosa, 1924; Cartas a Columbano, 1932; Regressos, 1935; Novelas Eróticas, 1935; Misclenânia, 1937; Adelaide, 1938; Carnaval Literário, 1939.
Em Agosto Azul encontramos uma narrativa profundamente helénica em que o autor nos leva a percorrer partes do litoral do barlavento algarvio. Desses lugares, os que sobraram, continuam pungentemente belos fazendo jus às palavras do autor.
Compilação de dois contos curtos, de destacar o conto "Uma copejada de atum", uma das melhores descrições conhecidas sobre esta antiga prática de pesca, a que o autor deu o nome de "tourada do mar".