A reacção anti-positivista, não assumindo a uniformidade ou quase uniformidade da concepção de que se dizia antagonista, não deixou de assumir posição destacada, estando na origem do renascimento especulativo no nosso país nas duas últimas centúrias. Merece, assim, ser estudada seriamente.
O positivismo foi uma corrente filosófica nos finais do século XIX, de tal modo dominante que se tornou uma espécie de moda. Penetrou, profundamente, nos estabelecimentos de ensino, no jornalismo, na política, recebendo, em certos planos, uma aberta consagração legal.
Não parece de estranhar que despertasse a resposta crítica de adversários relevantes, que não estavam dispostos a aceitar-lhes passivamente as directrizes.
António José Aguiar Alves de Brito (Porto, 22 de novembro de 1927 - Porto, 21 de setembro de 2013) foi um filósofo e jurisfilósofo português.
Foi Secretário da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Professor Catedrático da mesma instituição.
A sua obra divide-se pelo campo filosófico, onde estudou sobretudo o hegelianismo e comentou a herança filosófica de Leonardo Coimbra; o jurídico, onde tratou questões da filosofia do direito; e a doutrinação política, na qual se tornou original pensador de teorização vincadamente nacionalista e monárquica tradicionalista, para além de estudioso do movimento do Integralismo Lusitano. Assumidamente fascista e anti-democrata, era assumidamente um defensor do Nacional Socialismo e da negação do Holocausto.