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A Imprensa e o Dever da Verdade

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No momento em que o papel da imprensa na sociedade livre e democrática provoca intensos e acirrados debates no Brasil, e no âmbito internacional a atuação dos jornalistas em eventos como a cobertura da guerra do Iraque é questionada, a reflexão proposta por Rui Barbosa em 'A Imprensa e o Dever da Verdade' cresce em importância e atualidade. Tantas vezes citado e pouco conhecido, 'A Imprensa e o Dever da Verdade' só agora, 84 anos depois de seu lançamento, alcança a quarta edição, graças ao patrocínio da Caixa Econômica Federal. E vem revigorado pelo prefácio do ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Manuel Alceu Affonso Ferreira, que traça um paralelo entre os desafios enfrentados pela imprensa no tempo de Rui Barbosa e nos dias atuais. A edição traz ainda a cronologia com os principais fatos da vida do escritor, seleção de fotos do arquivo pessoal e de sua atuação pública, além de caricaturas da época.

Paperback

First published September 25, 2013

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Barbosa

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Profile Image for Juliana Petito.
178 reviews8 followers
November 14, 2018
A Imprensa e o Dever da Verdade
por Ruy Barbosa (Autor),‎ Alfredo Carvalho (Prólogo - prefácio e notas)
25 de Setembro de 2013 -  Alta Cultura

Resumo:
A imprensa é como a vista da nação, a ela cabe o papel de divulgar a verdade para que o povo não viva na obscuridade. Uma imprensa degenerada conduz o país aos vícios institucionais. Por outro lado, quando “moralizada, não transige com os abusos. Isenta, não cede às seduções. Livre, não teme os potentados”.

É através da imprensa que a opinião pública se vê dividida, e até mesmo indecisa, entre o rastro da verdade ou da mentira. Quando custeada pelo Tesouro Nacional, mascarada sob alcunha de subvenção, o suborno tem por objetivo final, burlar a nação.

Segundo o autor: “nos delitos contra a propriedade, particular, ou pública, não se engravece ou aligeira o caráter do crime com o ser de maior ou menor grandeza a importância do causado, ou de soma subtraída. A malversação não avulta, nem míngua, com a maior ou menor monta dos bens malversados.”

No Brasil, as imoralidades dos governos eram acobertadas para não se desacreditar o país perante os estrangeiros, por outro lado, a imprensa norte-americana se destacava por sua “responsabilidade e honestidade ao denunciar”, os escândalos de corrupção daquele país. A Imprensa e o Dever da Verdade!

Crítica / recomendação:
Um livro escrito em 1920, e ainda muitíssimo atual, que nos faz pensar não sobre a legalidade, mas a ética e moralidade por trás das “subvenções” aos meios de comunicação.
Uma imprensa cuja principal fonte de financiamento venha dos cofres públicos, esbarra justamente no conflito de interesses daqueles que são sua fonte final de financiamento, o povo. O dever da imprensa para com a verdade, fica totalmente comprometido, pois como um meio de comunicação que recebe recursos do Governo poderá, de forma imparcial, publicar as má feituras de tal Governo, comprometendo assim, sua fonte de recursos?
Como poderá a imprensa ser acreditada com a verdade, se por vezes, no jogo político, as imoralidades são acobertadas para se vender uma imagem “confiável” para seus parceiros comerciais?
Vimos nos últimos anos, um aumento exponencial dos gastos públicos com propagandas e publicidades, acompanhadas, na maioria das vezes, por artigos maravilhados sobre os avanços do governo, números e mais números divulgados sobre assentamentos dos sem-terra, famílias retiradas da zona da pobreza, enfim, vimos uma imprensa totalmente comprometida e engajada com o governo.
Nas últimas eleições, até mesmo no desenrolar da operação lava-jato, ou de tantos outros escândalos políticos atuais, ficou evidente o conflito de interesses das grandes mídias, principalmente aquelas com maiores acessos aos financiamentos públicos, tentando mascarar, pormenorizar e mais grave ainda, distorcer os fatos, recontar a história “convertendo a santidade em corrupção e a corrupção em santidade”. Vimos o ápice das “fake news”. Há quem diga que Lula é inocente, e que Sérgio Moro é quem deveria estar preso!
Utopia uma imprensa comprometida com o dever da verdade, quando se deixa subvencionar (subornar) pelos donos do poder.
Dou 5 estrelas e recomendo a leitura pela coesão e fluidez das ideias; atualidade do tema com a conjuntura histórica do Brasil; e por fim, Ruy Barbosa, é sempre referência em conhecimento.

Sobre o autor:
Ruy Barbosa de Oliveira (Salvador, 5 de novembro de 1849 — Petrópolis, 1 de março de 1923) foi um polímata brasileiro, tendo se destacado principalmente como jurista, advogado, político, diplomata, escritor, filólogo, jornalista, tradutor e orador. Um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo, foi um dos organizadores da República e coautor da constituição da Primeira República juntamente com Prudente de Moraes. Ruy Barbosa atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais. - https://www.goodreads.com/author/show...
Profile Image for Juni Pontes.
47 reviews
May 4, 2021
Uma grande lição do passado para o nosso presente.
"A Imprensa e o Dever da Verdade", de Ruy Barbosa, é ótimo para dar ao leitor a perspectiva histórica necessária que vai ajudá-lo a não se desesperar, a aprender com a história e a instá-lo a receber as informações com o devido pensamento crítico, indispensável ao bom exercício da cidadania.
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