No dia do casamento, na sua terra natal, Esperanza Villanueva recorda a história da família. Junto com a mãe, e contemplando uma série de fotografias antigas, a jovem relembra os seus parentes mais emblemáticos, sobretudo as mulheres que marcaram a sua vida: A avó temperamental que morreu ainda jovem, deixando para trás um homem desesperado; A mãe, uma mulher resignada que não consegue travar a cólera do marido; E as três filhas do casal, que formam a nova geração e que, ao conseguir reafirmar a sua personalidade e independência apesar das circunstâncias, deixam uma porta aberta à esperança. Com um estilo realista e uma emotividade contida, Sandra Sabanero transporta-nos do passado ao presente e do México rural ao urbano, para nos oferecer uma obra repleta de profundo humanismo conformada por sugestivas vozes femininas, cuja ânsia de superação perante situações adversas fazem deste romance um relato cheio de força e vitalidade.
Críticas de imprensa "Sandra Sabanero é uma das vozes mais frescas da actual literatura latino-americana. Em A Boda Mexicana, a autora retracta a mulher com uma força e um carácter excepcionais, na linha de Isabel Allende ou Laura Esquivel." Diário do México
Nasceu no México, onde estudou Ciências Políticas. Actualmente vive perto de Estugarda, com o marido e os dois filhos, depois de ter vivido durante vários anos no Malawi, na Guatemala, em El Salvador e na Bolívia. Para além de "A Boda Mexicana", é autora de outros dois romances: "La Alcaldesa" e "Gardénias en el Balcón"3.
Narrativa alternada entre o passado e o presente numa escrita fluida e envolvente. Uma história de superação perante situações adversas das mulheres mexicanas.
Gosto da escrita dos autores da América Latina pelo que, sendo a Sandra Sabanero do México, era uma autora que tinha curiosidade em conhecer. No início estava bastante entusiasmada, a escrita era fluída e com algum humor característico, relatando a saga familiar. Mas a meio do livro começa a ficar repetitivo e monótono e foi com custo que terminei a outra metade.
Narrativa alternada entre o passado e o presente numa escrita fluida e envolvente. Uma história de superação perante situações adversas das mulheres mexicanas.
Começo por confessar-vos que andava de olho nos livros de Sandra Sabanero já há algum tempo. Acontece que com a falência da Difel (editora que publicava os livros desta autora) tornou-se mais difícil encontrá-los. Mas como me tornei uma assídua frequentadora da biblioteca da minha zona esta questão ficou resolvida ao encontrar A Boda Mexicana numa das suas prateleiras (para grande felicidade minha J).
A história é narrada na 1ª pessoa por Esperanza Villanueva, a protagonista da história. Esperanza nasceu no seio de uma família mexicana, muito pobre, e sempre teve noção do que era passar dificuldades. Luxo sempre foi uma palavra que não cabia na sua casa paupérrima ou em qualquer aspecto da sua vida. Esperanza habituou-se a partilhar tudo com os seus 3 irmãos (desde a comida, à falta de amor e atenção do pai, ou mesmo às tareias e insultos que este distribuía pelos vários membros da família ao chegar a casa bêbedo).
A narrativa alterna entre o passado e o presente, ao sabor das fotografias que Esperanza vai observando na casa dos seus pais, no dia do seu casamento. Começa então a nossa viagem ao passado, que nos leva a conhecer a dura vida dos pais da protagonista, até ao momento em aquela decide tomar as rédeas do seu futuro e livrar-se de uma existência recheada de angústia e tristeza.
Gostei muito deste livro. A escrita é fluida e envolvente. A escritora consegue levar-nos até ao México profundo e dá-nos a conhecer os meandros da sociedade mexicana, sem floreados desnecessários. É autora que vai straight to the point, que nos relata o quotidiano de uma família com tudo o que isso tem de bom e de mau. Fiquei com vontade de conhecer mais obras desta autora e aconselho vivamente a leitura desta obra.