Duas famílias, repentinamente, ficam sem a figura paterna - Adorno, dono de uma padaria e pai de Maria do Céu, com quem tem uma relação difícil, é morto em um atropelamento; Forjo - o pai do atropelador - está em estado grave no hospital, cercado por tubos, aumentando ainda mais a angústia do filho. Em uma narrativa densa, os diversos narradores deste romance expõem e expiam suas culpas e sentimento de perda.
Que livro maravilhoso. A historia é sensacional, mas o destaque fica pro lirismo e pela estrutura narrativa que não tem nada de convencional. os personagens aparecem e expõem algo sem cerimonia, varias vozes vão falando sem critério nenhum o que torna o livro um tanto confuso no começo, mas quando vc se acostuma com as vozes, passa a reconhece-las até mesmo pelas expressões. Tem muito lirismo, mas sem ser piegas, um lirismo muito bem colocado, haja visto que é um romance. Uma das passagens mais impressionantes é o capitulo 30 (seis patas) onde Emanuel em alguns instantes, bem dizer vira passarinho, graças a esse tal lirismo rs, enfim O ou UM dos melhores livros ‘nossos que já li.