A publicação da obra Discipulado, em 2016, pela Editora Mundo Cristão renovou o interesse do público de língua portuguesa por Dietrich Bonhoeffer (1906–1945). À época, já existiam versões publicadas no Brasil, mas os 120.000 exemplares vendidos de nossa edição nos últimos seis anos demonstram o vigor desse teólogo alemão ainda hoje.
Leitores mais exigentes e conhecedores da obra de Bonhoeffer demandavam a publicação de Vida em comunhão, agora oferecida em nova tradução do original pela pena competente e sensível de Vilson Scholz.
Vida em comunhão, em certa medida, busca colocar em prática os conceitos expostos por Bonhoeffer em Discipulado. Trata-se de uma reflexão sobre a prática comunitária em seu sentido lato como passo essencial para revigorar a fé e lhe dar sentido.
A trajetória desse mártir cristão do século 20 confere a seus escritos ainda maior relevância, inspirando aqueles que almejam tornar a Igreja relevante para a sociedade do século 21.
Works of Dietrich Bonhoeffer, Protestant theologian of Germany, concern Christianity in the modern world; for his role in a plot to assassinate Adolf Hitler, people executed him.
Dietrich Bonhoeffer served as a Lutheran pastor. He, also a participant in the movement of Resistance against Nazism and a member, founded the confessing church. Members of the Abwehr, the military intelligence office planned his involvement, which resulted in his arrest in April 1943 and his subsequent hanging in April 1945 shortly before the end of the war. His secular view influenced very many people.
Muito interessante a forma como Bonhoeffer elucida o evangelho. Como nos relembra que a comunidade é importante por causa de Cristo Jesus ! "sabemos que passamos da morte para vida quando amamos nossos irmãos" (1ª João 3 alguma coisa rs). Entretanto, como se dá esse amor ? Da prática do dia a dia até os nossos corações, como esse amor é vivido ? Livro essencial para refletirmos sobre como o evangelho precisa ser vivido nas relações!
Vida em Comunhão, Dietrich Bonhoeffer · 1939 1 Ed. · Mundo Cristão · 2022 · 130p.
⭐⭐⭐⭐⭐ • 5.0
Por pura coincidência esse livro foi o primeiro do ano, e não poderia ser melhor: parece aquelas listas de compromissos para o ano que chega. Nesse caso, agrupados pelo amor à igreja de Jesus.
Em tempos onde é comum dizer que se ama Jesus mas não seu corpo (o que não faz o menor sentido), Bonhoeffer nos pressiona a perceber o privilégio de estarmos juntos. Entender o milagre de sermos feito corpo. E de como tudo isso é possível apenas por meio de / em Cristo Jesus.
E é aqui que entram os compromissos. Quero amar mais meus irmãos, enxergar neles a face do Deus que as criou. Quero encher meu dia da meditação na palavra e da oração constante. Quero participar com prazer dos momentos em que estou com meus irmãos e que posso orar, cantar e ouvir a Palavra. Quero ser participante da misericórdia de Deus ao confessar meus pecados e proclamar perdão aos que me confessam os seus. Quero estar com meus ouvidos abertos para ouvir a Deus e aos meus irmãos. Quero ser cada vez mais um pequeno pedacinho desse corpo fantástico.
Nesse texto de 1939, no contexto do seminário teológico de Finkenwalde, Bonhoeffer reflete sobre a vida comunitária. O livro é uma espécie de relato das práticas comunitárias do seminário. Bonhoeffer discute sobre a importância da comunhão, do isolamento, do serviço e da confissão de pecados. Trata-se de um texto teologicamente cativante tanto pelo conteúdo quanto pelo contexto de perseguição em que foi escrito. A única ressalva é que Bonhoeffer entende que, na confissão de pecados, aquele que ouve representa Cristo é pode perdoar pecados (p. 117). Claro resquício do catolicismo romano.
Abordagem interessante sobre os desdobramentos da comunhão cristã. Não é somente sobre “ir à igreja”, mas pertencer e viver de acordo com os mandamentos bíblicos.