Ecolínguistica é definida como o estudo das relações entre língua e meio ambiente, o que significa que ela toma conceitos da ecologia e biológica para construir suas bases epistemológicas. Os dois passos iniciais são, portanto, verificar quais são os conceitos ecológicos mais importantes e quais são seus equivalentes nos estudos da linguagem, ou como são aplicados nela, entre eles, os de ecossistema, diversidade, inter-relações e evolução. A ecolínguistica encara os fatos da linguagem em sua dinâmica e em sua inter-relações. Seu objetivo já vinha sendo investigado por disciplinas parcelares. Ela não veio substitui-las. Tampouco tem a pretensão de estudar tudo. Praticar ecolínguistica é continuar fazendo o que já fazia antes, na área da linguagem, só que se colocando em uma nova perspectiva, holística, integradora. É uma nova postura frente à vida e ao mundo. Numa época de crescente devastação do meio ambiente, causada pelo aumento brutal da população, cada ser pensante tem obrigação de conscientizar as pessoas, a fim de tentarmos frear o processo, em seu próprio interesse. A natureza é neutra a esse respeito. Uma maneira de assumir a nova postura é cada linguista continuar estudando sua árvore, sem esquecer que ela faz parte de uma floresta.