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Tempos de guerra e de morte

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"Tempos de guerra e de morte" reúne dois ensaios de Freud em grande parte ambos motivados pela Primeira Guerra Mundial. O primeiro, “Considerações contemporâneas sobre a guerra e a morte”, de 1915, confronta duas realidades: o indivíduo e o grupo, ou a espécie. Traz uma certa insatisfação com o destino do ser humano, coloca em cheque a nossa “racionalidade” e nos alerta para aquilo que não devemos ignorar: nossas pulsões de morte. No segundo texto, “Além do princípio do prazer”, de 1920, Freud reflete sobre o cotidiano médico em torno do tratamento dos soldados que voltaram da guerra, tendo como base também a observação de uma brincadeira de seu neto ao encenar a experiência de desaparecimento e reaparecimento da mãe. Como tantos outros da vasta e heterogênea obra de Freud, são textos indispensáveis para a nossa compreensão do mundo atual.

144 pages, Paperback

Published December 1, 2021

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About the author

Sigmund Freud

4,582 books8,706 followers
Dr. Sigismund Freud, M.D. (University of Vienna)—later changed to Sigmund—was a neurologist and the founder of psychoanalysis, who created an entirely new approach to the understanding of the human personality. He is regarded as one of the most influential—and controversial—minds of the 20th century.

In 1873, Freud began to study medicine at the University of Vienna. After graduating, he worked at the Vienna General Hospital. He collaborated with Josef Breuer in treating hysteria by the recall of painful experiences under hypnosis. In 1885, Freud went to Paris as a student of the neurologist Jean Charcot. On his return to Vienna the following year, Freud set up in private practice, specialising in nervous and brain disorders. The same year he married Martha Bernays, with whom he had six children.

Freud developed the theory that humans have an unconscious in which sexual and aggressive impulses are in perpetual conflict for supremacy with the defences against them. In 1897, he began an intensive analysis of himself. In 1900, his major work The Interpretation of Dreams was published in which Freud analysed dreams in terms of unconscious desires and experiences.

In 1902, Freud was appointed Professor of Neuropathology at the University of Vienna, a post he held until 1938. Although the medical establishment disagreed with many of his theories, a group of pupils and followers began to gather around Freud. In 1910, the International Psychoanalytic Association was founded with Carl Jung, a close associate of Freud's, as the president. Jung later broke with Freud and developed his own theories.

After World War One, Freud spent less time in clinical observation and concentrated on the application of his theories to history, art, literature and anthropology. In 1923, he published The Ego and the Id, which suggested a new structural model of the mind, divided into the 'id, the 'ego' and the 'superego'.

In 1933, the Nazis publicly burnt a number of Freud's books. In 1938, shortly after the Nazis annexed Austria, Freud left Vienna for London with his wife and daughter Anna.

Freud had been diagnosed with cancer of the jaw in 1923, and underwent more than 30 operations. He died of cancer on 23 September 1939.

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Profile Image for Vinicius Demichei.
22 reviews
February 22, 2025
Apesar de me faltar base teórica sobre psicologia/ psicanálise achei uma boa leitura. A primeira parte, que aborda a aceitação e negação da morte me interessou bastante, mas quando o Freud começa a falar, no capítulo seguinte, sobre as pulsões sexuais e a necessidade de retorno a um estado anterior de vida, me perdi um pouco, a adição de termos do campo da biologia também não facilitou minha compreensão, apesar de achar que consegui entender por cima.
Definitivamente vou ler mais Freud e textos do gênero.
Profile Image for ana beatriz.
28 reviews
July 11, 2024
realmente só alguém com ascendente em escorpião pra escrever uma dessas
Profile Image for Jorge Sales.
89 reviews3 followers
March 14, 2025
o doutor não é um dos meus autores favoritos — tenho algumas criticas ao seu trabalho — mas, de fato, este é um dos ensaios que mais gosto, entre todos os que já li. inclusive, entre os textos do autor, está no mesmo patamar de outros que gosto bastante, que é o mal estar na civilização.

aqui, freud tenta avaliar a desilusão causada pela guerra, a partir do que, para ele, era nosso impulso primordial (tal qual o amor): a agressividade. junto com o desejo erótico, o desejo pela destruição (ou, em seus termos, a pulsão de morte) é a mais presente na construção da nossa subjetividade. e só se iludiu quem pensou o contrário.

segundo afirma, toda sociedade ou modelo de organização de pessoas deve levar em consideração não só a inerente disposição humana na harmonia que, através da sociabilização, nos integra num corpo social, mas também de levar em conta a nossa inclinação de não só nos destruirmos, como também destruirmos as estruturas que nos rodeiam.

o que a guerra revelará, afinal, é nossa “hipocrisia cultural”, uma vez que nossos impulsos primordiais da destruição jamais pereceram — e sempre soubemos disso.

como exemplo, diz que o adulto ativista do direito dos animais carrega ainda, em si, a criança que odiava os mesmos, pois, onde quer que se encontre um direcionamento para o “bem”, houve, no início do desenvolvimento psíquico, impulsos totalmente destrutivos que necessitaram ser dominados.

ao longo da nossa história, os discursos onde somente existia o amor enquanto parâmetro universal, não demoraram muito para encontrarem, naturalmente, um local que recebesse seu ódio — no caso do cristianismo, os judeus.

existe um verso de nietzsche que eu gosto demais, e que acho que encerrará bem a resenha: “sê prudente, ariadne!… não é preciso antes se odiar, para se amar?

4/5⭐️
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