Em prosa, com linguagem simples e acessível a todos, Carlos Ascenso André transforma a Eneida num livro de aventuras. A primeira parte da Eneida dá-nos a ler uma espécie de poema de migração: barcos cheios de refugiados em pleno Mediterrâneo, ansiosos por chegar a Itália - podíamos estar em 2021 d.C., mas estamos no século xii a.C. A segunda parte representa esses migrantes como colonizadores: a identidade de refugiados vulneráveis, que fora a dos Troianos sobreviventes nos Cantos 1 a 6 da Eneida, dá lugar à identidade de colonizadores que agridem e dizimam a população autóctone de Itália.
Mas o ritmo de livro de aventuras, inspirado na Odisseia de Homero, é recuperado nesta Eneida de Virgílio Adaptada para Jovens, na qual Carlos Ascenso André nos conta novamente a saga de Eneias - sobrevivente da Guerra de Troia que viaja de forma errante pelo Mediterrâneo até chegar à península Itálica, onde se torna ancestral dos Romanos.
História muito boa e com um bom passo. Os nomes dos deuses estão escritos da maneira romana, quando deviam estar da maneira romana. Algumas partes são um bocado confusas, por isso tive de reler algumas vezes.