Amor e ódio, fé e paixões, vida e sangue, poder e morte resumiriam bem os Romanovs, mas ainda há muito mais o que falar sobre eles. De um lado, reis, rainhas, intrigas palacianas e luxo, muito luxo. Do outro, fome, miséria, palavras de ordem exigindo justiça social, revolucionários, lutas e morte. Sonho de um lado e realidade do outro? Um revolucionário diria que a construção de uma nova realidade passa por sonhá-la.
Neste livro, o escritor e pesquisador Paulo Rezzutti junta os dois lados dessa moeda numa história só: a da família Romanov, os últimos czares da Rússia imperial, que foram presos e depostos do poder pelos bolcheviques durante a revolução de outubro de 1917 e assassinados em 1918, nos apresentando, ainda, um belíssimo caderno de fotos, com imagens inéditas ao público brasileiro, registrando o cotidiano da família real.
Os últimos czares é o primeiro volume da nova série de Paulo Rezzutti, “Uma breve história não contada”, que editará em formato de livro as lives mais assistidas no canal do autor no YouTube. Ao traçar a trajetória da vida de Nicolau II e Alexandra até a queda final da dinastia Romanov, este livro é um convite a um mergulho numa época de grandes contradições e transformações, cujos ecos se ouvem até os dias de hoje.
Em 2010, durante pesquisas documentais para a biografia da Marquesa de Santos, Paulo Rezzutti encontrou no arquivo histórico da Hispanic Society of America em Nova York 94 cartas inéditas do imperador D. Pedro I para sua amante Domitila de Castro do Canto e Melo, a Marquesa de Santos. Em 2011, organizou a obra Titília e o Demonão, cartas inéditas de D. Pedro I à Marquesa de Santos, publicado pela Geração Editorial.
Prosseguindo seus estudos sobre a Marquesa de Santos, publicou em 2013 a obra Domitila, a Verdadeira História da Marquesa de Santos finalista, na categoria biografia do Prêmio Jabuti de 2014 e do 2º Prêmio Brasília de Literatura de 2014. Em setembro de 2015, lançou pela editora LeYa a obra D. Pedro, a história não contada. A obra foi vencedora, na categoria biografia, do 58º Prêmio Jabuti de Literatura, em 2016.
Em 2012, devido aos seus conhecimentos a respeito da família imperial brasileira, participou como consultor do trabalho da arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, que estudou os remanescentes humanos dos primeiros imperadores do Brasil sepultados na Cripta Imperial do Monumento à Independência, em São Paulo. Como arquiteto, Rezzutti foi o responsável técnico pelo trabalho de retirada do esquife da Imperatriz D. Amélia, que se encontrava emparedado no local.
É autor de diversos artigos a respeito da história do Primeiro Reinado e seus personagens, bem como a respeito de História de São Paulo. É colaborador da Revista Aventuras na História, Revista de História da Biblioteca Nacional, Revista Carta Fundamental, Revista História Viva, entre outras.
Em 9 de julho de 2012, tomou posse como membro titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e, em dezembro de 2015, foi nomeado membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes.
Há tempos acompanhava o Paulo Rezzutti no Twitter e no YouTube e quando soube que ele lançaria um livro sobre os Romanovs, fiquei empolgada. Comprei-o logo de imediato e ficou na minha estante por algum tempo até eu começar a ler. Maravilhosamente bem editado e ilustrado, o livro realmente conta uma breve história sobre os Romanov, que panorama o reinado de Nicolau II e sua família até a noite de 1918. Paulo faz ligações da família imperial russa com a brasileira muito interessantes que antes não sabia e me surpreendi. De leitura fácil e rápida, conheci um pouco mais sobre os Romanov em uma tarde. Minha única crítica é de que o Paulo Rezzutti não tenha feito um livro maior, pois gostei muito.
Belo livro, de escrita fácil e rápida de ler, que trás muitas vezes o ponto de vista dos Romanovs como essa família unida e amorosa mas que enfrenta o dilema de governar uma Rússia em crise.
Mais que nos mostrar a trágica história da última família imperial russa (brilhante e detalhadamente retratada) o livro nos mostra que o russo, parece, tem uma predileção pela autocracia, por ter alguém que lhe dê ordens, que lhe indique o caminho.
Uma leitura bem leve, gostosa e rápida sobre os últimos Romanov - com alguns crossovers com a história do Brasil pra quem se interessa sobre história. Livro cheio de imagens. Valeu a leitura.