O romance começa quando o narrador, empenhado em escrever a História tipológica do triângulo amoroso - obra que reuniria todos os casos teoricamente possíveis de adultério -, se dá conta de que sua tarefa é humanamente impossível. Abandona, então, o projeto inicial e - em vez de um catálogo de histórias - propõe uma teoria universal do triângulo amoroso, dividida em seis postulados fundamentais. Alguns deles são bastante surpreendentes, como - por exemplo - o de que toda relação amorosa pressupõe um adultério; ou o de que houve um único triângulo original, ocorrido na pré-história, de que derivam todos os demais; ou o de que personagens semelhantes, em circunstâncias semelhantes, irão formar os mesmos triângulos. Reunindo histórias ambientadas em todos os continentes e em todas épocas, como convém a uma teoria universal, abrangendo um período que vai da alta pré-história ao século XX, o livro leva o leitor a refletir sobre a natureza das relações amorosas. Embora formem uma cadeia lógica de raciocínio, as histórias - quase sempre construídas com o modelo da ficção policial - também podem ser lidas de maneira independente; e se insinuam por diversos campos do conhecimento, como mitologia, matemática, filosofia, arqueologia, lingüística, história, literatura e antropologia.
Born in Rio de Janeiro in 1961, Alberto Mussa studied mathematics and percussion before dedicating himself to linguistics. After obtaining a Masters degree from UFRJ with a thesis on African languages in Brazil, Mussa worked as a teacher and authored a dictionary then published his first novel, Elegbara, in 1997, followed by O trono da rainha Jinga (1999), which won the National Library prize. O enigma de Qaf (2004) was awarded the Casa de las Américas APCA prize. He has translated stories by African and Arabic storytellers for the magazine Ficções, and a collection of pre-Islamic poems Os poemas suspensos, not yet published.
Alberto Mussa a studiat matematică, mai multe limbi străine și a predat poezie preislamică. Originar din Brazilia, cu ascendență arabă, își scrie textele undeva la marginea dintre cultura în care a trăit și cea din care se trag strămoșii săi, undeva între literatură și matematică.
Mișcarea pendulară, roman publicat în 2011 și apărut în România un an mai târziu, la Editura Univers, în traducerea Laurei Bădescu, i-a adus lui Mussa Premiul Machado de Assis pentru cel mai bun roman și aprecieri critice pozitive, cum ar fi cea menționată pe coperta IV:
Mișcarea pendulară este cea mai uimitoare carte apărută în toamna acestui an. (Isabelle Rüf, Le Temps)