Entre os 185 textos reunidos, a grande maioria inéditos em livro, estão crônicas sobre a noite carioca, sobre os amigos. Mas neles também descortina-se outro Maria, pouco entrevisto nas seleções produzidas até sua origem numa rica família pernambucana que perdeu tudo e o preconceito com nordestinos no Rio. Matéria subjacente às crônicas foi também a questão racial, já que ele era o único afrodescendente entre os cronistas mais célebres da época.
Antônio Maria Araújo de Morais (Recife, 17 de março de 1921 — Rio de Janeiro, 15 de outubro de 1964) foi um cronista e compositor brasileiro.[1] Muito além, foi o primeiro "multimídia" brasileiro.[2] destacando-se também como locutor esportivo, jornalista, apresentador, produtor, diretor de rádio e televisão e, finalmente, boêmio.[1] É considerado um dos reis do samba-canção,[3] tendo também composto polcas, frevos, marchinhas de carnaval, valsas e sambas.[4] Morto prematuramente aos 43 anos, foi uma das figuras mais marcantes das noites cariocas nas décadas de 1950 e 1960.[5]
Belíssima edição que traz muitas crônicas que nunca haviam sido publicadas em livro. Maria é, talvez, o menos conhecido dos grandes cronistas dos anos 1950/60. Incrível pensar que as pequenas obras-primas deste livro eram concebidas a toque de caixa, para serem lidas e esquecidas em diários de notícias.
O livro reúne crônicas do escritor e compositor pernambucano falecido precocemente com pouco mais de 40 anos. Conhecia algumas poucas e belas músicas e algumas crônicas de Antônio Maria e em Vento Vadio pude saber de sua vida e vê-lo como um homem de extrema sensibilidade. A apresentação, só ela, feita pelo autor da coletânea, Guilherme Tauil já é um bom texto. Recomendo a leitura.