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Os Meninos São a Cura do Machismo

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Em Os meninos são a cura do machismo, Nana Queiroz propõe que uma educação feminista amorosa é a vacina contra nossa pandemia patriarcal.

Depois de trabalhar ao longo de uma década combatendo o machismo, com foco nas mulheres, Nana Queiroz percebeu que, de certa forma, era como se estivesse secando gelo. As mulheres eram, sem dúvida, o remédio mais efetivo que conhecia contra o machismo, com seu grito e sua coragem para quebrar silêncios e conquistar direitos. Mas eram isso: antibiótico para uma infecção generalizada que resistia em retroceder. Eram o grito desesperado de um corpo social na UTI.

Como mãe de um homenzinho, viu-se então diante da oportunidade de trabalhar na erradicação desse mal. Os meninos podem ser a cura do machismo. Uma educação feminista amorosa é a vacina contra nossa pandemia patriarcal. Porque ninguém nasce insensível, ninguém nasce agressor, ninguém nasce estuprador — isso é, na verdade, o que o machismo quer que a gente pense sobre os homens. Que existe alguma natureza perversa que os rebaixa e os leva a agir irracionalmente.

Nana escolheu acreditar nos meninos: eles mudarão tudo — desde que a gente deixe de treiná-los para oprimir. Os meninos são a cura do machismo ensina como cultivarmos um antiexército de homens decentes que se atrevam a mudar o mundo para melhor.

"A metáfora que melhor descreve meu ponto de vista é a do hospedeiro consciente e o vírus. Uma pessoa doente não é culpada por contrair um vírus (ao menos, não na maioria dos casos), mas, se não busca tratamento disponível, é responsável pela deterioração da própria saúde e pela infecção daqueles com quem entra em contato. O machismo estrutural é o vírus dessa história. Os homens, o hospedeiro. Nós, a sociedade, somos os profissionais de saúde que têm de tornar o tratamento disponível. Podemos — e devemos — nos valer de medicamentos fortes como protestos, leis e punições. Mas também devemos trabalhar a prevenção, construindo uma educação que impeça que os meninos sejam seduzidos pelo torpor dessa febre."

137 pages, Kindle Edition

Published November 29, 2021

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About the author

Nana Queiroz

4 books7 followers

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Guilherme Smee.
Author 27 books191 followers
March 25, 2022
Esse livro chamou minha atenção nas prateleiras de uma livraria no Campeche em Florianópolis, principalmente por lidar com um tema que sobrevoa minha pesquisa para a tese do doutorado: o machismo. Lá pelas tantas fui perceber que este não era um livro para ser usado na minha pesquisa, mas na minha vida. E também era para o filho do meu pai que fui, criado, mesmo que inconscientemente numa cultural embriagada de machismo, que ditava como um "homem de verdade" deve ser e se portar, incluindo aí muitos compartamentos autoritários, violentos e cheios de raiva. Nana Queiroz não traz apenas teorias sobre como o machismo (e o patriarcalismo, o heterosseximo, a homofobia) são passados de geração e geração e entre grupos de natureza predominantemente masculina (desses últimos eu tenho me afastado o quanto possível), ela traz pesquisas que corroboram que a maioria dos homens não querem ser "homens de verdade", mas que são obrigados pela sociedade e pela cultura a poerformarem esses papéis. Caso contrário, caem o risco de serem excluídos desses grupos excluisivamente massculinos, que de certa forma, definem suas identidades. Assim cheguei à conclusão: "Machismo, tou fora, pego minha homossexualidade e vou embora". Um ótimo livro, superrecomendo.
Profile Image for Tainá Piccolo.
156 reviews8 followers
August 31, 2023
todo menino tem um tremendismo de afetos. a tarefa é não deixar que isso se perca no caminho.
Profile Image for Filipe Vieira.
55 reviews1 follower
December 5, 2024
With his arm raised, the referee signaled for the kick. Roberto Cavalo, deeply focused, alternated his gaze between the ball and the goal, just as his face appeared in close-up on the TV. "What a handsome guy!" I said. Like someone hitting their elbow on the corner of a table, my uncle momentarily disconnected from the game and, with a very stern expression, told me, "A real man doesn’t think another man is handsome." I was nine years old.

That phrase my uncle said to me, along with others like "Men don’t cry" and "Are you a man or not?" were repeated to me many times during my childhood and adolescence. Not just by that uncle, but by others on both sides of the family, by my father, cousins, friends, and even strangers. And, of course, this was the reality for my entire generation, which was forced to conform to behaviors restricted by the gender we identified with (or were assigned).

In Os Meninos São a Cura do Machismo, Nana Queiroz delves into the causes and consequences of an upbringing shaped by patriarchy. She starts from the premise that we, men, are not the virus but rather the hosts of an illness whose primary victims are women—but not the only ones.

Drawing on a wealth of data, including interviews conducted both online and in person, as well as her personal life—particularly her relationships with her two-year-old son, her husband, and her father—the author explores various aspects of how generations upon generations of men have been conditioned to perpetuate harmful practices affecting society as a whole.

Refusing to be a manual or educational guide, the book questions the roles men and women play in daily life—not to categorically deny them, but to show that they are flexible. It advocates for girls who want to play soccer and boys who prefer to hug teddy bears to make their own choices without being criticized for them, so they grow up fostering respect for the choices of others.

P.S.: The referee's raised arm indicated an indirect free kick. Even so, Cavalo went for a direct shot. The goalkeeper Ronaldo, equally distracted, tried to make the save but only grazed the ball, and the goal was scored and validated. Vitória-BA advanced to the final, while Corinthians, my uncle’s team, was eliminated in the semifinals of the 1993 Brazilian Championship.
Profile Image for Mara Ts.
1 review
January 7, 2026
Achei um livro fácil e necessário, devia ser dado de presente para toda mãe.
Não é um manual e nem pretende ser, é um livro que levanta provocações sobre as normalizações do machismo que fazemos e nem percebemos. É um livro que ajuda a pensar de um jeito diferente na criação e nos exemplos que damos aos pequenos.
Profile Image for sophiapulatti.
11 reviews
August 14, 2025
Isso explica muita coisa, todas as atitudes babacas e patriarcais dos homens. TODOS deveriam ler!
Displaying 1 - 5 of 5 reviews

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