Um teclado sem pilhas, carretéis vazios, o jardim de inverno em um país tropical. A partir dos objetos e espaços de uma casa, a narradora reconstrói a arquitetura da sua própria história: a ausência do pai, a relação com a mãe dominadora e o amor dúbio pelo irmão. Neste romance-poema, inúmeros tempos e olhares atravessam um corpo que lembra, ama, sofre e odeia intensamente. A casa aos poucos ergue-se como grande personagem e o centro de um segredo silenciado pela família. Com toques de ironia e um lirismo incomum, Marana Borges nos enlaça em uma trama sobre lugares e relações difíceis de abandonar.
o desejo é essa etiqueta mal cortada que levo numa blusa velha: tento escondê-la pra dentro, mas é resistente e volta a sair. o segredo das coisas eternas é serem de plástico.
Ainda não sei o que exatamente eu achei do livro. Foi uma leitura fluida, rápida. Causou estranhamento. Passagens lindas. Um final maravilhoso. Mas no geral tem alguma coisa que não me pegou e eu ainda não consigo nomear.